Flores Sendo - Blog da Lórien

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Blog EntryDez de Espadas e a Toca São PauloMar 15, '08 10:16 PM
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Saudações!

Estou para postar isso desde quinta, só agora consegui tempo!
Como eu já expliquei num post láááá atrás, meu contato com o neo paganismo e eu ter conhecido o meu marido foram graças ao conselho branco, um fã-clube de JRR Tolkien, com uma proposta extremamente interessante:  Dentre todos os que formam a Federação Tolkendili Brasileira, é o único que (a) se divide em núcleos regionais, para discussões ao vivo (a Valinor, por exemplo, é principalmente nacional, embora tenha os encontros) e (b) tem uma gestão democrática, com sistema de ouvidoria, e cargos eletivos. Isso fez com que eu me apaixonasse cada vez mais pelo CB, e logo o preferisse a todas as outras associações.
E, assim que comecei a participar dos encontros da Toca, entrei de cabeça: eles estavam começando de um grupo de leitura e discussão, e eu me ofereci para ajudar, uma vez que, na época, eu trabalhava mediando desses grupos. Em pouco tempo a pessoa que tinha proposto o projeto se afastou, e eu me tornei a coordenadora desse grupo por um bom tempo.
Depois, fui coordenadora cultural da sede regional (a tal Toca SP), e diretora nacional de comunicação.
Tendo a oportunidade de ver a coisa um pouco mais por dentro, vamos percebendo que ela não é perfeita como imaginamos, mas, mesmo com as imperfeições, era um local onde eu me sentia em casa, onde eu fiz muitos amigos, e fui muito feliz. Até cerca de um ano e meio atrás, quando eu escolhi me afastar dos encontros nacionais, aparecendo de vez em quando prá matar a saudade dos amigos: Não gostava do jeito que a coisa estava sendo administrada pela pessoa que era a diretora regional. Nunca votei nela, mas, no início, estava muito disposta a colaborar e ajudar (a idéia de oficializar quatro picnics por ano, um a cada estação, por exemplo, foi minha, na primeira  reunião de diretoria logo que ela assumiu). O primeiro mandato dela foi estilo Kassab: mostrou serviço mas fez absurdos. E desde a reeleição, há um ano atrás, tudo está errado: Ela é autoritária, trata mal sócios e pessoas da diretoria quando eles discordam dela, prefere varrer a sujeira prá baixo da porta ao invés de expô-la, etc.
Iniciou-se o ano, veio o período eleitoral. Então, como eu não sou de ficar quieta com situações que me desagradam, me candidatei a um cargo, o que eu achei que poderia cumprir melhor, dada a minha disponibilidade atual. Assim, o que quer que acontecesse, jamais poderia dizer que não havia tentado.
Não passou pela minha cabeça em momento nenhum a situação que se passou daí prá diante: Todos os cargos que tinham concorrentes - e eram só 4 - eram candidatos únicos. E, passados dois dias da campanha eleitoral, ninguém perguntou mais nada, ninguém deu idéias, sugestões, conselhos, nada. Uma chatície. Nunca tinha visto tanta pasmaceira numa eleição da Toca.
Veio a Lua Nova, e tiramos cartas novas. Eu tirei um dez de espadas, e fiquei com um medo imenso do que poderia acontecer. A iconografia tradicional é um cara morto, com dez espadas fincadas no peito dele, e a afirmação mais comum sobre a carta é "você foi derrotado". Deu medo, principalmente porque o Chronos morre de medo das espadas (só no baralho mesmo :p). Mas. no fundo, não fazia o menor sentido para mim no período maravilhoso que estou vivendo. Outras interpretações da carta são: Se fazer de vítima ou se sentir a vítima do mundo,  fazer tempestade num copo d'água, se tornar um mártir, ou, simplesmente, reconhecer que alguma coisa terminou, e não mecher mais, não se preocupar mais, "não chutar cachorro morto", como disse a Pietra, que tirou a mesma carta antes de mim.
O resultado das eleições, para mim, foi a manifestação do dez de espadas. Sim, não ganhei. Ninguém ganhou. Todos os cargos tiveram mais votos reprovando que aprovando os candidatos. Mas quem perdeu mesmo foi o coletivo, o grupo, a Toca São Paulo do Conselho Branco.
Três minutos depois, passou a surpresa, e eu estava, pasmem, internamente muito feliz com o resultado: Tinha livrado minha consiência, ao me oferecer para ajudar, mas, já que não querem a ajuda, posso desencanar do assunto, do CB e da Toca, tornar essa etapa mais uma experiência legal do passado, e curtir coisas novas! O tempo que eu ia usar com a administração da Toca, posso usar pintando, fazendo aula de dança do ventre, escrevendo, estudando sobre o que eu quiser! Posso usar sendo eu mesma, sem máscaras sem politicagem adolescente, indo e voltando com liberdade. De repente, estava tomada de um sentimento delicioso! No fim tem coisas que só O Eremita faz por você, pois se eu estivesse com os Enamorados teria desabado de chorar, se estivesse com a Temperança teria saido apontando dedos como fiz da outra vez, se estivesse com A Força ia controlar a raiva, mas ela não ia deixar de existir.
Mas eu saí limpíssima. Roseamente purificada (pq a minha cor é o rosa, não o branco :p) Com um peso a menos nas costas, e mais preparada para viver o presente. e é raro eu reconhecer o valor positivo de coisas como essas tão rapidamente.  Perceber que tava encarando numa boa me fez sentir mais forte ainda!
É, as espadas só são ruins se não sabemos ver. Se cartas em geral positivas, ou pelo menos calmas, como Os Enamorados, A Temperança, e O Mundo podem às vezes vir em suas faces enlouquecedoras, por que isso não aconteceria ao inverso? E por que não aconteceria também nos menores?

As espadas são o ar em movimento. E o ar muda nossas mentes. Eu precisava desses ventos da mudança!

Abraços a todos!
Lórien

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Autora: Rosana Rios.
Local: Nova Cultura, no conjunto nacional.

Eu e o Chronos fomos direto do almoço do nosso casamento civil para lá, por isso estamos a caráter.

No meio do lançamento, apareceu lá perto a Morgana, do Castelo Rá-tim-Bum, e aproveitamos para satisfazer nossas crianças crescidas ^^

Blog EntryCaminhos para a espiritualidade, parte IVOct 7, '07 12:26 AM
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Uma mente muito inquieta pelas turbulências do dia, uma discussão interessante na Página da Pietra e uma tarefa me trazem de volta, para contar a parte desses caminhos mais próxima ao estágio em que me encontro

Tudo começou quando, na última semana de aula no penúltimo ano de CEFAM, recebemos a notícia de que começaria um novo projeto na escola no ano seguinte: O Círculos de Leitura que, na época, era muito, muito mais modesto do que hoje em dia. O que me interessou logo de cara foi a promessa de que o terceiro livro que seria lido e discutido seria "O Banquete", de Platão. Era uma boa oportunidade  de aumentar os meus conhecimentos. Mas não imaginei que fosse me interessar e envolver tanto.
As discussões eram profundas e me satisfaziam. O tipo de contato proposto com os livros lidos e com a poesia despertavam coisas em mim que eu não sabia nomear. E aquilo tudo me inspirava na escrita e na vida. Havia um sentimento misterioso e muito sutil em jogo, que em muito me alegrava.
Rapidamente me destaquei no projeto - pelos tipos de pensamento que mobilizava, pela carga de leituras que eu tinha antes, pelas poesias que eu comecei a decorar... Eu não era uma figura destacada, várias pessoas emergiam, como pares, cada um como uma flor diferente de um rico jardim. Dentre essas pessoas, superficial ou profundamente, já conhecia praticamente todas; mas foi a que menos conhecia que se tornou o meu companheiro de descobertas, debates e sonhos pelos três anos seguintes: O Chico, que alguns dos que estão lendo aqui provavelmente conhecem.
E nossa primeira coisa compartilhada foi estudar, conjuntamente, a obra de JRR Tolkien. Ler muito, e discutir muito. Por acaso ele tinha "O Hobbit" e foi comprando, ao longo do primeiro semestre daquele ano, as demais obras de Tolkien, e passamos a viver, juntos, um pouco dentro delas.
JRR Tolkien, esse cristão fervoroso, foi uma das pessoas mais importantes para a redescoberta de meu caminho espiritual. Se não foi a mais importante de todas.
E foi empolgante quando ele me ligou nas férias para dizer que tinha comprado O Silmarillion e que ele tinha certeza que eu ia adorar, pois falava de muitos, muitos elfos, e eu adorava elfos. Peguei prá ler, me encantei muito, um tempo depois comprei um para mim para poder fazer anotações... o Silma se tornou minha, nossa Bíblia, por um tempo. E essa expressão, por mais que seja uma brincadeira normal dos Tolkendilli (fãs de Tolkien) foi um pouco verdade para mim. Pois estava vendo e vivenciando uma cosmogonia neopagã novamente, e, mesmo que fosse uma cosmogonia inventada de um mundo inventado, aquilo tudo parecia tão crível... Poderia mesmo ter acontecido em uma realidade paralela, como as histórias que eu escrevia quando estava na sexta série... Estavamos realmente fanáticos por tudo o que se relacionasse à Terra-Média.
O ano de 2003 chegou, entrei na faculdade, comecei a trabalhar no Círculos de Leitura, que realizava sua primeira expansão, junto com o Chico e muitos outros que haviam sido do meu grupo. Vivia um tempo próspero, de realização de sonhos, e tudo isso se gestava em mim. Passou com uma deliciosa leveza.
Para chegar 2004, e, logo no dia 3  de Janeiro, eu tomar coragem e ir, pela primeira vez a um encontro da Toca São Paulo, a sede paulistana do Conselho Branco - Sociedade Tolkien - e começar a conhecer pessoas que são parte muito importante dessa história.
Foi na Toca que conheci, pela primeira vez,  e pessoalmente, pessoas que realmente praticavam o neopaganismo. E foi com eles que comecei, um ano depois. E foi lá que conheci o Chronos, e nunca podia imaginar que aquele carinha tão nulo, com quem mal falei no primeiro ano-e-meio de convivência, ia se casar comigo.
Quando as aulas começaram, tantas coisas novas já tinham acontecido . Estava muito feliz, e, naquele semestre, faria História Medieval! Mas eu, que esperava ouvir da cultura medieval, e do feudalismo, e etc., peguei um professor maravilhoso - o Flávio de Campos - mas que ia se focar em um tema que, para mim, ainda era bem indigesto - a história do cristianismo. Aquilo se engasgou na minha garganta, e disse a mim mesma "ok, vou ter que passar o semestre inteiro estudando isso. Então, vamos tentar tornar as coisas mais leves." E peguei para ler um dos livros que comprara no final do ano anterior, na mega feira que sempre tem na usp com descontos muito bons: "Isto és tu: Redimensionando a Metáfora Religiosa", de Joseph Campbell.
Já havia lido, então, um pedaço d' "O Poder do Mito", e Campbell me encantava muito. Principalmente por que ele havia escrito sobre algo que havia percebido ainda na meninice: Que as mitologias tinham muito em comum umas com as outras - percepção essa que me levou, pela primeira vez, à idéia de cursar História.
O livro do Campbell casou muito bem com as aulas do Flávio, que explicavam a origem da Igreja e do pensamento cristão como o conhecemos, para, através da compreensão racional, ir quebrando  as barreiras ao pensamento cristão que eu tinha me imposto devido às màs experiências do passado. E a conjunção dessas coisas todas foi reacendendo em mim, bem lentamente, um desejo pelo espiritual.
E foi no início do ano seguinte que dei o primeiro passo. Já tinha uma amizade considerável por alguns neopagãos da Toca, e, conversando no MSN no meio do expediente, a Vaire me disse que naquela noite iria à celebração de Briganthia na Hera Mágica. Já havia ido na Hera umas duas vezes, para palestras sobre Tolkien e Rei Arthur do Claudio Quintino. De impulso, decidi ir junto.
Senti muita coisa ao som daqueles tambores, e o que mais me animava era que aquela era uma espiritualidade que compreendia o que eu sentia quando eu declamava um poema, ou lia algo que me encantava. E mais, valorizava esse tipo de sentimento. O pessoal do lado druídico da coisa tem até nome para isso: Awen, o espírito que flui. E, desde esse princípio, eu sempre tive uma relação com o druidismo, embora esse não seja meu caminho principal.
Na celebração seguinte, pela roda do ano, comecei a ir, como visitante, no grupo no qual o pessoal celebrava junto. As práticas eram mistas, com tendências, mas não declaradamente, wiccanas. Acabei entrando para ele, no meio do ano. Mas o grupo estava se desfazendo, pois a maior parte dos participantes estava sendo chamado para caminhos mais específicos. A parte do grupo que se manteve realmente coeso foi a metade dele que resolveu estudar druidismo. Me mantive com essa parte do grupo, já sabendo que o druidismo não era meu caminho, pois ainda não me sentia experiente o suficiente para trilhar as coisas mais independentes. Tudo foi vindo com experiências fortes, mas com tempo de assimilação entre elas, durante meu primeiro ano de celebrações, mas a partir daí as coisas se tornaram mais intensas, e o caminho cada vez mais claro.
Hoje estou aqui, tendo passado por muita coisa, sem nunca ter sido formalmente inciada, sentada de madrugada escrevendo esse texto para aprender a terminar o que começo. Hoje tenho autonomia e confiança na maioria das minhas práticas. Sei me defender e já precisei disso. Leio I-ching, estou engatinhando no tarô. Se alguém me pergunta qual é a minha religião respondo que culuto os deuses da Grécia. Se é alguém que está preparado para saber, digo mais. Honro meus deuses a cada dia, e alguns deles são seres bem próximos de mim. Aprendi a colocar as dúvidas no lugar certo, o primeiro passo para ter um coração forte. Sou casada com um praticante do druidismo, e a diversidade cultural, coisa que parece tão distante para a maioria das pessoas, é cotidiana aqui em casa.
Mas a minha vida não é um mar de rosas. Seguir uma religião como a minha não é fácil. Demanda muito esforço, dedicação, disciplina. Passei por maus bocados por chegar onde estou, e sei que vou passar sempre por eles. Aprendi mesmo a ver a vida como uma sucessão de desequilíbrios. É tudo muito mais difícil do que eu imaginava ao começar.  Aquiles diz a Ulisses no Hades, que poderia ter se contentado em ser um simples  pastor, e ter sido mais feliz, e ter  vida longa.  Eu poderia ter uma vida bem menos complicada sem isso, e talvez fosse mais feliz mesmo. Mas não me arrependo. Pois estou aprendendo a conhecer meu espírito. E esse é o verdadeiro objetivo de uma vida, segundo a minha sabedoria de criança da sexta série...

Photo AlbumEIRPG 2007 (6 photos)Aug 13, '07 5:05 PM
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Algumas das minhas - poucas - fotos do Internacional desse ano, novamente realizado no Colégio Marista Arquidiocesano

Photo AlbumSolo Sagrado, 10 de Dezembro de 2006 (10 photos)Dec 14, '06 11:55 AM
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Apesar do Solo Sagrado ser um lugar maravilhoso, o tempo chato que estava fazendo no dia do passeio deu uma prejudicada. As fotos que tenho de lá, da outra vez que eu fui (antes mesmo que eu comprasse minha câmera digital) estão bem mais bonitas. Como são quase 100 fotos e eu estou numa fase meio egocêntrica e apaixonada, preferi por mais fotos minhas e do meu noivo dessa vez. Talvez também pela frustração de as fotos de paisagem terem sido meio atrapalhadas pelo tempo ruim. Espero que gostem do mesmo jeito

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