Lorien's posts with tag: tarot
Saudações! Estou para postar isso desde quinta, só agora consegui tempo! Como eu já expliquei num post láááá atrás, meu contato com o neo paganismo e eu ter conhecido o meu marido foram graças ao conselho branco, um fã-clube de JRR Tolkien, com uma proposta extremamente interessante: Dentre todos os que formam a Federação Tolkendili Brasileira, é o único que (a) se divide em núcleos regionais, para discussões ao vivo (a Valinor, por exemplo, é principalmente nacional, embora tenha os encontros) e (b) tem uma gestão democrática, com sistema de ouvidoria, e cargos eletivos. Isso fez com que eu me apaixonasse cada vez mais pelo CB, e logo o preferisse a todas as outras associações. E, assim que comecei a participar dos encontros da Toca, entrei de cabeça: eles estavam começando de um grupo de leitura e discussão, e eu me ofereci para ajudar, uma vez que, na época, eu trabalhava mediando desses grupos. Em pouco tempo a pessoa que tinha proposto o projeto se afastou, e eu me tornei a coordenadora desse grupo por um bom tempo. Depois, fui coordenadora cultural da sede regional (a tal Toca SP), e diretora nacional de comunicação. Tendo a oportunidade de ver a coisa um pouco mais por dentro, vamos percebendo que ela não é perfeita como imaginamos, mas, mesmo com as imperfeições, era um local onde eu me sentia em casa, onde eu fiz muitos amigos, e fui muito feliz. Até cerca de um ano e meio atrás, quando eu escolhi me afastar dos encontros nacionais, aparecendo de vez em quando prá matar a saudade dos amigos: Não gostava do jeito que a coisa estava sendo administrada pela pessoa que era a diretora regional. Nunca votei nela, mas, no início, estava muito disposta a colaborar e ajudar (a idéia de oficializar quatro picnics por ano, um a cada estação, por exemplo, foi minha, na primeira reunião de diretoria logo que ela assumiu). O primeiro mandato dela foi estilo Kassab: mostrou serviço mas fez absurdos. E desde a reeleição, há um ano atrás, tudo está errado: Ela é autoritária, trata mal sócios e pessoas da diretoria quando eles discordam dela, prefere varrer a sujeira prá baixo da porta ao invés de expô-la, etc. Iniciou-se o ano, veio o período eleitoral. Então, como eu não sou de ficar quieta com situações que me desagradam, me candidatei a um cargo, o que eu achei que poderia cumprir melhor, dada a minha disponibilidade atual. Assim, o que quer que acontecesse, jamais poderia dizer que não havia tentado. Não passou pela minha cabeça em momento nenhum a situação que se passou daí prá diante: Todos os cargos que tinham concorrentes - e eram só 4 - eram candidatos únicos. E, passados dois dias da campanha eleitoral, ninguém perguntou mais nada, ninguém deu idéias, sugestões, conselhos, nada. Uma chatície. Nunca tinha visto tanta pasmaceira numa eleição da Toca. Veio a Lua Nova, e tiramos cartas novas. Eu tirei um dez de espadas, e fiquei com um medo imenso do que poderia acontecer. A iconografia tradicional é um cara morto, com dez espadas fincadas no peito dele, e a afirmação mais comum sobre a carta é "você foi derrotado". Deu medo, principalmente porque o Chronos morre de medo das espadas (só no baralho mesmo :p). Mas. no fundo, não fazia o menor sentido para mim no período maravilhoso que estou vivendo. Outras interpretações da carta são: Se fazer de vítima ou se sentir a vítima do mundo, fazer tempestade num copo d'água, se tornar um mártir, ou, simplesmente, reconhecer que alguma coisa terminou, e não mecher mais, não se preocupar mais, "não chutar cachorro morto", como disse a Pietra, que tirou a mesma carta antes de mim. O resultado das eleições, para mim, foi a manifestação do dez de espadas. Sim, não ganhei. Ninguém ganhou. Todos os cargos tiveram mais votos reprovando que aprovando os candidatos. Mas quem perdeu mesmo foi o coletivo, o grupo, a Toca São Paulo do Conselho Branco. Três minutos depois, passou a surpresa, e eu estava, pasmem, internamente muito feliz com o resultado: Tinha livrado minha consiência, ao me oferecer para ajudar, mas, já que não querem a ajuda, posso desencanar do assunto, do CB e da Toca, tornar essa etapa mais uma experiência legal do passado, e curtir coisas novas! O tempo que eu ia usar com a administração da Toca, posso usar pintando, fazendo aula de dança do ventre, escrevendo, estudando sobre o que eu quiser! Posso usar sendo eu mesma, sem máscaras sem politicagem adolescente, indo e voltando com liberdade. De repente, estava tomada de um sentimento delicioso! No fim tem coisas que só O Eremita faz por você, pois se eu estivesse com os Enamorados teria desabado de chorar, se estivesse com a Temperança teria saido apontando dedos como fiz da outra vez, se estivesse com A Força ia controlar a raiva, mas ela não ia deixar de existir. Mas eu saí limpíssima. Roseamente purificada (pq a minha cor é o rosa, não o branco :p) Com um peso a menos nas costas, e mais preparada para viver o presente. e é raro eu reconhecer o valor positivo de coisas como essas tão rapidamente. Perceber que tava encarando numa boa me fez sentir mais forte ainda! É, as espadas só são ruins se não sabemos ver. Se cartas em geral positivas, ou pelo menos calmas, como Os Enamorados, A Temperança, e O Mundo podem às vezes vir em suas faces enlouquecedoras, por que isso não aconteceria ao inverso? E por que não aconteceria também nos menores? As espadas são o ar em movimento. E o ar muda nossas mentes. Eu precisava desses ventos da mudança! Abraços a todos! Lórien
Saudações! Estou devendo traduzir esse texto desde que tirei pela primeira vez a carta como carta de lunação. Eu acho algumas coisas no texto muito extremistas, mas ele dá uma visão diferente e interessante sobre o que pode significar a carta. Em muitos momentos, o texto se refere à imagem que está junto dele. Minha tradução não está perfeita. O texto original foi traduzido de: http://www.wheelofchange.com/Strength_Text.html Aí vai. Espero que gostem Abraços Lórien A Força Dirigindo o Leão A Força representa a menarca e a nova jornada da mulher da adolescência à maternidade. Ela está ganhando vitalidade, evidenciada em sua nova e poderosa força vital e na habilidade da menina-moça de criar uma nova vida a partir de seu corpo. Em nossa cultura as meninas parecem perder sua visão interior e sua força nesse ponto de suas vidas. Elas têm dificuldade em aceitar seu novo poder criativo, e se encontram no meio de escolhas terríveis com pouca auto-confiança. Por vivermos em uma sociedade patriarcal e hierárquica, as meninas reconhecem de modo inato que quando elas entram na adolescência suas vidas serão diferentes das dos meninos com as quais elas cresceram. Eles vão encontrar desafios e medos que são de difícil compreensão para jovens homens. Na Força vemos a imagem do poder, alegria, beleza e orgulho que a jovem mulher deveria sentir quando começa a menstruar. Nesse momento importante nas vidas femininas, elas dão um passo adiante com o poder de crescimento vital dentro delas e contêm o futuro de toda a humanidade nos ciclos sagrados delas. A mulher forte e bela da carta da Força utiliza um leão como montaria, segurando uma bandeira que proclama sua fonte de poder. Ela está nua porque sente orgulho de seu corpo feminilizado; está completamente confiante no mundo do jeito que ela é. Não sente necessidade de ocultar seu poder sob alguma veste, nem de interpretar algum papel vestindo alguma roupa em particular. As espirais pintadas em seu corpo falam da natureza cíclica de toda a vida e dão uma expressão ao próprio ciclo menstrual dela. Ela usa um rosário de âmbar que proclama sua relação com o sol, já que ela é como o sol nascente, tanto em seu poder recém-descoberto, quanto no calor de sua paixão. A antiga palavra para âmbar era ‘electrum’, de onde deriva eletricidade, porque esfregar âmbar produz uma carga estática. A cobra sobe pela perna da mulher, e ela não tem medo, ao contrário, reconhece a cobra como aliada do poder feminino. A serpente sempre foi uma representação da Deusa porque ela troca sua velha pele e está constantemente renascendo. Os antigos acreditavam que a cobra era imortal e que quando trocava de pele sua vida era renovada e recomeçava. A pele velha de uma cobra era como a pele enrugada e seca pela idade, e quando a cobra deixava sua pele ela estava deixando a morte para trás. Como a adolescente que está iniciando sua vida como pessoa independente, a cobra tem a habilidade de renovar seu poder e recomeçar. As serpentes sempre estiveram ligadas ao sangue vital e renovador da menstruação, que se renovava como a pele da cobra. Dizia-se que as mulheres começavam a menstruar depois de copular com uma grande serpente. A cobra abria a jovem mulher e tornava sua vida fértil, permitindo ao espírito criativo da Deusa penetrar nela. O leão é um símbolo de força e do poder de um rei. A leoa é a caçadora e a rainha do grupo de leões e é ela quem sustenta a família, fornecendo comida tanto para o companheiro quanto para seus filhos. O leão representa o poder do sol brilhante por causa de sua cor dourada e de sua coragem intensa. A jovem mulher da carta da Força começa o período solar – ou o meio-dia - de sua vida, quando ela controlará seu destino e fará as próprias escolhas. O leão é também um símbolo de paixão e instintos animais, e a alegria da nova sexualidade que a mulher descobrirá. Essa leoa persegue o rabo do leão macho que vem antes dela, representando o poder da mulher de conseguir o que deseja, tanto no aspecto sexual, quanto no material. A leoa corre para simbolizar a força de mudanças rápidas da adolescência. O leão era um atributo da deusa frígia Ciblee, similar à grega Afrodite, a deusa associada à sexualidade. O outro animal representativo de Cibele era a abelha rainha que, como a leoa, era a provedora da família. Como a abelha rainha, Cibele era uma deusa independente que não precisa do homem para fornecer alimento para ela ou definir-lhe o papel. A sexualidade é uma parte do poder dela, e todo dela, a e ela distribui seus favores apenas sob sua própria iniciativa. As adolescentes de hoje – que precisam se definir em relação ao cenário de cultura patriarcal – têm dificuldades de ser independentes como a deusa Cibele, e são forçadas a dar seus corpos por comida, alimento, ou mesmo para salvarem suas vidas. A carta da Força é tanto uma lembrança do verdadeiro papel e poder da mulher e um chamado à nossa sociedade para respeitar, honrar e apoiar as jovens mulheres que tentam, contra a maré, manter o seu poder sexual. Sobre a cabeça da jovem mulher estão as abelhas representando a deusa Cibele. Elas formam o oito que é o símbolo do infinito sobre ela, pois, em seu círculo sem fim, essa forma representa a eternidade. Mas o símbolo do infinito, com seus dois círculos unidos – um se movendo no sentido horário (deosil) e outro no sentido anti-horário (widdershins) – simboliza mais que isso. O movimento em sentido horário do sol do amanhecer ao anoitecer simboliza a força masculina, enquanto o movimento menos óbvio da Lua através de várias noites que parece ocorrer no sentido anti-horário representa a energia feminina. Assim, esse símbolo representa a relação entre opostos e a relação entre homens e mulheres. É um símbolo do dualismo do mundo, e ainda mostra que essas coisas separadas estão unidas na eternidade e são dependentes umas das outras. A abelha em si é um símbolo poderoso do poder feminino. A sociedade das abelhas é toda feminina onde os machos só são úteis momentaneamente para fertilizar os ovos da rainha e onde todas as operárias são irmãs. A abelha representa a doçura da vida, pois ela produz mel, que é simbólico do doce fruto da sexualidade. As antigas sacerdotisas da deusa abelha eram chamadas Melissae (Melissa é o termo grego para mel de abelhas), serviam à deusa em sua forma de ninfa (ou forma sexual) e os homens que cultuavam a deusa Abelha se castravam para servi-la propriamente. A abelha também é um símbolo da primavera, e era associada com a flor do tojo (um arbusto de flores amarelas, uma variedade de giesta) que dão um tom amarelo brilhante a regiões de colinas em toda a região do Mediterrâneo assim que a luz do sol aumenta. As abelhas começam suas jornadas para fora das colméias com o intuito de juntar pólen assim que elas aparecem. Tanto a cor solar amarela das flores quanto a primavera em que elas surgem estão relacionados ao período da adolescência em que florescem as características femininas. A giesta está ligada à letra 'O', a vogal que representa a Segunda parte da deusa de cinco partes (veja o cinco de espadas para mais informações sobre isso) e está conectada com a menarca. A letra ‘O’ representa o útero da mulher que ainda não foi aberto pelo parto. A mulher da carta segura uma bandeira hasteada; como uma varinha, ela é símbolo de realizações e poder. De fato, ela porta duas bandeiras: A dourada bandeira solar e a bandeira branca da lua. Como ela é uma mulher, a bandeira da lunar esta acima da bandeira solar. Isso simboliza sua conexão íntima com o ciclo da lua, como evidenciado pela mestruação mensal (a palavra vem do latim, no qual a palavra para mês é mensis). O ciclo completo da lua é mostrado na própria bandeira de quatro fases. Esses quatro ícones, mais o ícone do sol completam cinco emblemas nas bandeiras, simbolizando a natureza quíntupla da vida feminina. A estrada é um símbolo da jornada da vida e o caminho adiante simboliza a o portal para a maternidade, o próximo marcador no caminho da vida dessa mulher. O lago simboliza a água da vida e o útero fértil. A montanha simboliza os desafios da vida e os objetivos distantes. Há uma outra referência a Cibele, que era uma deusa de montanha e a rainha do Monte Ida na Frigia. O fogo na colina no fundo simboliza os fogos do meio do verão e representa o movimento da primavera para o verão que a carta da Força personifica. O fogo também representa a paixão ardente da adolescência, ir em direção ao mundo deixando a infância para trás. Quando essa carta surge em sua leitura, preste atenção ao que você tem paixão e use essa paixão para avançar em sua vida. É uma carta de uma imensa coragem, vitalidade e poder de alcançar tudo o que puder imaginar. O poder que você tem não é um poder sobre os outros, mas um poder interno, uma força que você tem que é realmente sua. Você não precisa usar essa força interior para fazer com que os outros façam o que você deseja, mas se a usar com calma, através do exemplo muitos outros podem conhecer esta força poderosa. Essa é também uma carta de iniciação; assim como a nova mulher é iniciada no ser mulher quando sua menstruação desce, você é iniciada em algo novo e especial quando esta carta aparece em sua leitura. É um bom momento para começar algo novo e algo que você ame e pelo que tenha paixão. Como os arbustos floridos de que falamos antes, você também vai se tornar algo brilhante e amável. É um momento especial para o amor e a sexualidade e para paixões que venham de qualquer coisa realmente comovente. Você está saindo do controle dos outros e pode tomar suas próprias decisões. Essa é uma carta de liberdade e poder feminino, e por isso uma carta particularmente poderosa para mulheres. Se você tem deixado que outros decidam por você, é um bom momento para tomar para si esse poder, e, como a mulher da Força – dirija o leão!
Saudações! Desde que eu tirei Os Enamorados pela segunda lunação consecutiva (e achei isso péssimo), pensei em comprar um tarot novo, para tirar a carta do próximo mês. É claro, era uma boa desculpa para aumentar a coleção. Me dei ao trabalho de ir na internet pesquisar o tarot que eu queria comparando os preços e os designs. Conclui que queria o Feng Shui tarot pois, além das cartas serem lindas, os autores estabeleceram alguma co-relação entre elas e os trigramas do ba-gua, e seria interessante ver como eles fizeram isso e estudar. E a idéia tinha ficado na cabeça, para ser executada. Ontem, fui à Pallas Atena, com o Chronos, ver o lançamento de um livro sobre budismo. Entretanto, estava muito lotado, e, quando chegamos, só era possível ouvir a palestra dos fundos do auditório. Ouvimos o início, mas, quando chegou a parte das perguntas para o tradutor do livro o Chronos já tinha se dispersado faz tempo, e eu já estava cansada e começando a sentir frio. Achei que era a hora do meu plano entrar em ação. Fui para o outro lado da Paulista, na Cultura. E, mesmo já tendo em mente o que eu queria, ví todos os tarots. Quis levar além dele um outro, chamado "The Golden Tarot, com imagens de pinturas medievais e renascentistas famosas, mas estava conhecendo-o na hora (não tinha visto imagens dele na Net, e não achei na Taroteca agora há pouco) e era um gasto excessivo para alguém que está com a grana curta. Na verdade, ter comprado um tarot já foi um excesso que talvez eu não devesso ter cometido. Comprei. O que planejava. E está aqui, lindo. também comprei o livro com as guidelines sobre ele, e estou começando a ler. E, é claro, estou ansiosíssima prá saber o que vou tirar na próxima lunação, apesar do Chronos estar agourando que tiro um terceiro Enamorados. Mas poxa, esse mês eu não fui tão má menina assim...
Eu to há dias prá postar esse poema aqui, acompanhando a viagem da Pietra com a carta "A Morte" do Tarot, mas sempre me vinha à mente, e sempre me esquecia. Posto, antes que me esqueça de novo. Um amigo sempre recitava de cor para nós.
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As Mortes
quando o primeiro amor morreu eu disse: morri
quando o meu pai se foi coração descontrolado eu disse: morri
quando as irmãs mortas a tia morta eu disse: morri
depois, a avó do Norte os amigos da sorte os primos perdidos o pequinês, o siamês morri, morri
estou vivo a poesia pulsa a natureza explode o amor me beija na boca um Deus insiste que sim
sei não acho que só vou morrer depois de mim
(Tanussi Cardoso)
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