Flores Sendo - Blog da Lórien

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Blog EntryTelemaquia - com um conselho para uma amigaFeb 16, '08 8:47 AM
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Ia blogar sobre outra coisa. Essa nem era tema de blog. Mas se fez necessário.

Há umas duas semanas atrás, Chronos me contava uma visualização. E eu, empolgada, e meio sem pensar no que dizia, soltei um "como Proteu?". Chronos não conhecia a lenda. Deixei prá ler prá ele depois, da Odisséia, para ele não perder o que dizia.
E quarta à noite me lembrei disso. O primeiro exemplar da Odisséia que veio à minha mão, pois tenho uns três, foi justo a que eu estudei em 2002, cheia de anotações de uma época em que julgaria muito imaginativo aquele que me dissesse que eu ainda ia cultuar os deuses sobre os quais estava lendo.
Achei a citação sobre Proteu muito mais fácil do que imaginava. Achei que ela estivesse depois da parte sobre Circe, e fosse Odisseu quem tivesse se deparado com ele, mas era Menelau quem contava a Telêmaco, ainda na parte incial da Odisseia, a tal Telemaquia do título.
Acontece que o Velho do Mar logo se tornou uma preocupação secundária, uma vez que eu comecei a ler os trechos que eu havia marcado, e minhas observações, tão sucintas, mas tão cheias de significado. E ver minha energia, de quando era seis anos mais jovem do que sou hoje, ainda impregnada naquelas páginas. Foi bem difícil me desgrudar do livro por algum tempo.

Fui lavar a roupa e a louça, agora há pouco, e acabei começando a pensar em algo que lera a pouco. Uma amiga minha havia escrito sobre sua relação com uma determinada divindade. Saber como se aproximar de uma divindade nunca, nunca é fácil, mas se torna ainda mais difícil quando é uma divindade lembrada por poucos, e cuja presença inspira uma veneração muito profunda. E, então, me lembrei de um trecho, que posto aqui. Serve como conselho para ela, e para todos nós, em diferentes situações.

"E eles chegaram a Pilos, a imponente cidade de Neleu.  (...) A tripulação enrizou a vela e enrolou-a, ancorou o navio e desembarcou. Telêmaco também desembarcou, depois Atenéia [ disfarçada como um mortal chamado Mentor], que rompeu o silêncio, dizendo:
-Não deves mostrar-te envergonhado, de modo algum, Telêmaco. Sabes porque fizeste esta viagem: para saber notícias de teu pai (...) Vamos, pois, procurar logo Nestor: vejamos o que ele realmente pensa e sabe a respeito. Deves tu mesmo falar a Nestor, e pedir-lhe para dizer-te toda a verdade. Ele tem muito bons sentimentos para enganar-te.
Telêmaco replicou:
-Como posso ir cumprimentá-lo, Mentor? Não tenho prática de pronunciar discursos corteses. Além disso, um hovem deve se mostrar tímido quando se dirige a um homem idoso,
Encarando-o com seus olhos penetrantes, Atenéia retrucou:
-Pensarás algumas coisas sozinho, Telêmaco, e outras coisas Zeus colocará em teu espírito. Creio que não naceste e foste criado sem as bênçãos do Céu."

Homero, A Odisséia (em forma de Narrativa). 17a. Edição, Ediouro. Canto III.

Blog EntryCarta para JRR TolkienJan 3, '08 2:00 PM
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Querido "São" Tolkien:

Lembra-se daquele ano em que mandei uma carta nessa mesma data? Pensei em fazer disso uma tradição pessoal, que talvez não tenha dado muito certo. Nos anos anteriores acabava esticando aqui e alí, e voltava para casa só depois do brinde em seu nome, e acabava nunca escrevendo.
A grande novidade desse tempão todo é que acabei me apaixonando perdidamente. Daqueles amores que fazem você sair de si e fazer coisas impensáveis até quase enlouquecer, e que podem ser desfrutados melhor quando o tempo tira de nós o veu da insensatez. Por esse amor saí da casa de meus pais e me casei no dia 23 de Setembro. Não pelo aniversário de Frodo e Bilbo, mas talvez pelos mesmos motivos pelos quais o aniversário deles é nesse dia.
Confesso que nesse tempo não avancei muito nos estudos de suas obras, e já descartei quase por completo a hipótese de estudá-las academicamente, pelo menos por um tempo. Tantas coisas novas surgiram na minha vida nos últimos tempos, que tenho a sensação de que, ao estudar, a única coisa que eu descubro são mais coisas para estudar. Tenho criado muito pouco, estou na fase de digestão.
Amigos vieram e foram, e eu estou quase encarando isso com mais tranquilidade. Afinal, se mesmo na comitiva do anel houve quem traísse e quem simplesmente tivesse de se separar, como não seria assim na vida dos mortais de nossa era?
Aliás, tenho comigo - e não tenho certeza, Professor, se o senhor concordaria - que uma das funções das histórias é exatamente ensinar coisas duras sem que precisemos passar por aquelas experiências nossa "vida principal", e nos preparar para lidar com elas quando esses acontecimentos chegam mais perto. Antes eu sinto que era melhor ao lidar com isso, mas esse tanto de coisas que aconteceram nos últimos anos acabaram me dando uma bizarra amnésia de histórias. Eu só me lembrava delas depois que tudo já tinha acontecido, e então pensava que eu devia ter aprendido e ter feito de outro jeito. Quando percebia isso, como me decepcionava comigo mesma! Tudo acabava ficando ainda pior. Mas não precisa se preocupar muito, parece que a amnésia já está passando.
Não sei bem o que vou fazer esse ano que vai se iniciando: Se renovo o contato com coisas antigas, se dedico meu coração a novidades, se consigo equilibrar essas duas coisas. Mas tentarei voltar para te contar algum dia o que aconteceu depois daqui - até porque, agora, estou atrasada...

Muitos abraços
Cayra, ou Lórien

Blog EntryciclosDec 8, '07 10:23 PM
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Já deve fazer um ano ou um pouco mais que tive um insight sobre esse negócio de ciclos da vida. Foi ano passado quando percebi que estava tendo um ano terrível depois de um ano maravilhoso e cheio de descobertas, como se para colocar, na prova de fogo, tudo o que eu tinha construído até então. E escrevi no meu diário físico mais ou menos assim: 2005 está para 1996, assim como 2006 para 1997, e, se mantendo o padrão, as coisas ainda continuam ruins ano que vem.
Bem, continuaram. O padrão se manteve. 2007 foi realmente um ano de continuidade no questionamento das minhas posturas, de desafio constante, de uma virada bizarra a partir do segundo semestre, que, guardadas as proporções, foi muito parecida com a de 1998.
Essas perspectivas são animadoras. pois 1999, e os anos que se seguiram até o dito 2005, foram todos muito bons, mas cada um com sua personalidade.
Em 1999 conheci muitas pessoas. Das irreconciliavelmente diferentes, às que me influenciaram em posturas, as que eram meus pares, e àquelas que, apesar das diferenças, tinha coisas em comum. Eu quero muito isso para mim novamente! Ingressar em novos ciclos e aprender muito!

O mais interessante é que, agora que estou começando a aprender sobre numerologia, isso tudo faz muito, muito sentido. 2008 e 1999 foram, para mim, anos pessoais de número 1. Um ano de renovação de vida e de novos projetos, um ano de força e de impulso criativo.

 Perceber novas perspectivas de algo que já se tinha pensado é tão divertido. A confiança que se desperta assim é uma delícia! E olha que tenho precisado dela!

Venha logo, 2008!

Blog EntryCaminhos para a espiritualidade, parte IVOct 7, '07 12:26 AM
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Uma mente muito inquieta pelas turbulências do dia, uma discussão interessante na Página da Pietra e uma tarefa me trazem de volta, para contar a parte desses caminhos mais próxima ao estágio em que me encontro

Tudo começou quando, na última semana de aula no penúltimo ano de CEFAM, recebemos a notícia de que começaria um novo projeto na escola no ano seguinte: O Círculos de Leitura que, na época, era muito, muito mais modesto do que hoje em dia. O que me interessou logo de cara foi a promessa de que o terceiro livro que seria lido e discutido seria "O Banquete", de Platão. Era uma boa oportunidade  de aumentar os meus conhecimentos. Mas não imaginei que fosse me interessar e envolver tanto.
As discussões eram profundas e me satisfaziam. O tipo de contato proposto com os livros lidos e com a poesia despertavam coisas em mim que eu não sabia nomear. E aquilo tudo me inspirava na escrita e na vida. Havia um sentimento misterioso e muito sutil em jogo, que em muito me alegrava.
Rapidamente me destaquei no projeto - pelos tipos de pensamento que mobilizava, pela carga de leituras que eu tinha antes, pelas poesias que eu comecei a decorar... Eu não era uma figura destacada, várias pessoas emergiam, como pares, cada um como uma flor diferente de um rico jardim. Dentre essas pessoas, superficial ou profundamente, já conhecia praticamente todas; mas foi a que menos conhecia que se tornou o meu companheiro de descobertas, debates e sonhos pelos três anos seguintes: O Chico, que alguns dos que estão lendo aqui provavelmente conhecem.
E nossa primeira coisa compartilhada foi estudar, conjuntamente, a obra de JRR Tolkien. Ler muito, e discutir muito. Por acaso ele tinha "O Hobbit" e foi comprando, ao longo do primeiro semestre daquele ano, as demais obras de Tolkien, e passamos a viver, juntos, um pouco dentro delas.
JRR Tolkien, esse cristão fervoroso, foi uma das pessoas mais importantes para a redescoberta de meu caminho espiritual. Se não foi a mais importante de todas.
E foi empolgante quando ele me ligou nas férias para dizer que tinha comprado O Silmarillion e que ele tinha certeza que eu ia adorar, pois falava de muitos, muitos elfos, e eu adorava elfos. Peguei prá ler, me encantei muito, um tempo depois comprei um para mim para poder fazer anotações... o Silma se tornou minha, nossa Bíblia, por um tempo. E essa expressão, por mais que seja uma brincadeira normal dos Tolkendilli (fãs de Tolkien) foi um pouco verdade para mim. Pois estava vendo e vivenciando uma cosmogonia neopagã novamente, e, mesmo que fosse uma cosmogonia inventada de um mundo inventado, aquilo tudo parecia tão crível... Poderia mesmo ter acontecido em uma realidade paralela, como as histórias que eu escrevia quando estava na sexta série... Estavamos realmente fanáticos por tudo o que se relacionasse à Terra-Média.
O ano de 2003 chegou, entrei na faculdade, comecei a trabalhar no Círculos de Leitura, que realizava sua primeira expansão, junto com o Chico e muitos outros que haviam sido do meu grupo. Vivia um tempo próspero, de realização de sonhos, e tudo isso se gestava em mim. Passou com uma deliciosa leveza.
Para chegar 2004, e, logo no dia 3  de Janeiro, eu tomar coragem e ir, pela primeira vez a um encontro da Toca São Paulo, a sede paulistana do Conselho Branco - Sociedade Tolkien - e começar a conhecer pessoas que são parte muito importante dessa história.
Foi na Toca que conheci, pela primeira vez,  e pessoalmente, pessoas que realmente praticavam o neopaganismo. E foi com eles que comecei, um ano depois. E foi lá que conheci o Chronos, e nunca podia imaginar que aquele carinha tão nulo, com quem mal falei no primeiro ano-e-meio de convivência, ia se casar comigo.
Quando as aulas começaram, tantas coisas novas já tinham acontecido . Estava muito feliz, e, naquele semestre, faria História Medieval! Mas eu, que esperava ouvir da cultura medieval, e do feudalismo, e etc., peguei um professor maravilhoso - o Flávio de Campos - mas que ia se focar em um tema que, para mim, ainda era bem indigesto - a história do cristianismo. Aquilo se engasgou na minha garganta, e disse a mim mesma "ok, vou ter que passar o semestre inteiro estudando isso. Então, vamos tentar tornar as coisas mais leves." E peguei para ler um dos livros que comprara no final do ano anterior, na mega feira que sempre tem na usp com descontos muito bons: "Isto és tu: Redimensionando a Metáfora Religiosa", de Joseph Campbell.
Já havia lido, então, um pedaço d' "O Poder do Mito", e Campbell me encantava muito. Principalmente por que ele havia escrito sobre algo que havia percebido ainda na meninice: Que as mitologias tinham muito em comum umas com as outras - percepção essa que me levou, pela primeira vez, à idéia de cursar História.
O livro do Campbell casou muito bem com as aulas do Flávio, que explicavam a origem da Igreja e do pensamento cristão como o conhecemos, para, através da compreensão racional, ir quebrando  as barreiras ao pensamento cristão que eu tinha me imposto devido às màs experiências do passado. E a conjunção dessas coisas todas foi reacendendo em mim, bem lentamente, um desejo pelo espiritual.
E foi no início do ano seguinte que dei o primeiro passo. Já tinha uma amizade considerável por alguns neopagãos da Toca, e, conversando no MSN no meio do expediente, a Vaire me disse que naquela noite iria à celebração de Briganthia na Hera Mágica. Já havia ido na Hera umas duas vezes, para palestras sobre Tolkien e Rei Arthur do Claudio Quintino. De impulso, decidi ir junto.
Senti muita coisa ao som daqueles tambores, e o que mais me animava era que aquela era uma espiritualidade que compreendia o que eu sentia quando eu declamava um poema, ou lia algo que me encantava. E mais, valorizava esse tipo de sentimento. O pessoal do lado druídico da coisa tem até nome para isso: Awen, o espírito que flui. E, desde esse princípio, eu sempre tive uma relação com o druidismo, embora esse não seja meu caminho principal.
Na celebração seguinte, pela roda do ano, comecei a ir, como visitante, no grupo no qual o pessoal celebrava junto. As práticas eram mistas, com tendências, mas não declaradamente, wiccanas. Acabei entrando para ele, no meio do ano. Mas o grupo estava se desfazendo, pois a maior parte dos participantes estava sendo chamado para caminhos mais específicos. A parte do grupo que se manteve realmente coeso foi a metade dele que resolveu estudar druidismo. Me mantive com essa parte do grupo, já sabendo que o druidismo não era meu caminho, pois ainda não me sentia experiente o suficiente para trilhar as coisas mais independentes. Tudo foi vindo com experiências fortes, mas com tempo de assimilação entre elas, durante meu primeiro ano de celebrações, mas a partir daí as coisas se tornaram mais intensas, e o caminho cada vez mais claro.
Hoje estou aqui, tendo passado por muita coisa, sem nunca ter sido formalmente inciada, sentada de madrugada escrevendo esse texto para aprender a terminar o que começo. Hoje tenho autonomia e confiança na maioria das minhas práticas. Sei me defender e já precisei disso. Leio I-ching, estou engatinhando no tarô. Se alguém me pergunta qual é a minha religião respondo que culuto os deuses da Grécia. Se é alguém que está preparado para saber, digo mais. Honro meus deuses a cada dia, e alguns deles são seres bem próximos de mim. Aprendi a colocar as dúvidas no lugar certo, o primeiro passo para ter um coração forte. Sou casada com um praticante do druidismo, e a diversidade cultural, coisa que parece tão distante para a maioria das pessoas, é cotidiana aqui em casa.
Mas a minha vida não é um mar de rosas. Seguir uma religião como a minha não é fácil. Demanda muito esforço, dedicação, disciplina. Passei por maus bocados por chegar onde estou, e sei que vou passar sempre por eles. Aprendi mesmo a ver a vida como uma sucessão de desequilíbrios. É tudo muito mais difícil do que eu imaginava ao começar.  Aquiles diz a Ulisses no Hades, que poderia ter se contentado em ser um simples  pastor, e ter sido mais feliz, e ter  vida longa.  Eu poderia ter uma vida bem menos complicada sem isso, e talvez fosse mais feliz mesmo. Mas não me arrependo. Pois estou aprendendo a conhecer meu espírito. E esse é o verdadeiro objetivo de uma vida, segundo a minha sabedoria de criança da sexta série...

Blog EntryNovo adendo à Jornada: Quando o Arco-íris vierJun 10, '06 3:34 PM
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A história hoje é longa. Então sentem nesses puffs roxos e vermelhos que estão espalhados pela sala, e curtam a estada!

Quando me despedi de meu primeiro amor, que nunca deu certo, vindo embora para São Paulo, ouvia muito a trilha sonora do filme Armageddon, que era um lançamento. O Cd era de minha prima (que ficou com um tempo com o menino, mas isso é detalhe), e eu trouxe uma cópia em fita k7 prá ouvir aqui. Ainda não existia internet grátis, e eu mal tinha um lugar onde tocar a fita. só fui ter som com cd 2 anos depois, foi a prmeira coisa que comprei com meu dinheiro :)
Fui ouvindo, ouvindo e ouvindo o cd, por muito tempo. Tentava, com meu parco inglês, decifrar o que as músicas diziam, mas mesmo hoje não tenho um listening perfeito.
Há uns 2 anos atrás, comprei o CD original, quando já até tinha esquecido do assunto. Encontrei por acaso, a R$10,00, numa loja de Cds que nunca mais fui. Ouvi esporadicamente desde então.
Agora, coloquei prá ouvir enquanto arrumava o quarto. É um disco bom, e que me traz a sensação de estar em casa, que eu realmente tenho precisado.
Ouvindo, me deu vontade de procurar a letra de uma música que e ainda não consigo pegar completamente de ouvido: When The Rainbow Comes, da Shawn Colvin. Que coisa, não fazia idéia de que ela imaginava do que fala!  Posto ela aqui e ofereco para... Hum... vocês sabem quem né? Claro que é prá você que está lendo!!!! Ba-ka! Olhe para o céu, e veja o mundo por todos os lados! Pense que se vc está cedendo, nós também tivemos que ceder! Compartilhe da minha alegria! Faça um novo dia brilhante!!!!!! Assim é o mundo!

Com amor
Lórien, ou Lúthien, ou Cayra, ou Sakura

C'mon pack your bags
Clear the floor
Let's step out through the open door
Leave a note that says goodbye

And build a new house
Down by the sea
Get to the place we were meant to be
You'll know it when you smile

Up at the window
Search in the sky
Looking for the rainbow
And don't ask why
I wanna see the rainbow come

Hey!
We'll be leaving on all sides, ooooh!
When the rainbow comes
La la la la la la la la
La la la la la la la la
When the rainbow comes

Mr. Postman look and see
If there's a message in your bag for me
Could be a bomb or it could be a letter
It don't matter it can only get better
hey Mr. Postman look and see
If there's a message in your bag for me
You know it's been such a long long time
Since I could laugh at this world of mine

Slippin' and slidin' around in your head
It's be-bop-a-lula then baby you're dead
So c'mon make a bright new day
I need a prayer here
Need a blessing
Cast an eye back as you run
Turn around boy!
See the rainbow come

Hey You'll be leaving on all sides
When the rainbow comes
When the rainbow comes
See the world from all sides
When the rainbow comes
When the rainbow comes
La la la la la la la la
La la la la la la la la
When the rainbow comes

(mais alguém curtiu a citação aos The Carpenters?)


Blog EntryPlanos para o novo larJan 18, '06 5:49 AM
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Acabo de decidir uma coisa para quando eu tiver um lar novamente. Na porta da cozinha - isto é, o primeiro lugar que eu realmente olho ao acordar, já que tenho o hábito (saudável, alguns diriam, viciante, acho eu) de beber água todos os dias assim que levanto, uma pintura feita por mim, e, logo abaixo dela, uma cópia, fofamente emoldurada, de Aurora, dos The Carpenters:

Morning opens quietly
A shadow vision over me
I know you well
Hidden by the window pane
And all my sadness gone charade
Begins to fade
How long it stayed

Patterns of another day
Awaken slowly out of gray
A tolling bell
Rolling down the alleyway
It's calling all my dreams away
My dreams are songs
I play...

E, logo de frente para a entrada do meu quarto, que é a única coisa que eu realmente olho depois que eu chego em casa, haverá um quadrinho semelhante, com a letra de Eventide, tbm dos The Carpenters, e que, complementar a ela, é cantada sobre exatamente o mesmo insturmental:

Lying under barren skies
The light escaping from my eyes
Below the moon
Walking down the avenue
I'm followed by the afterglow
The velvet rose
Of evening grows

Weary to be home again
Among the faces of my friends
The day is done
Candles burning by the sea
Are waiting for me patiently
I wish the same
For you...

Não são a manhã e o entardecer perfeitos? deuses, eu REALMENTE quero sentir isso tudo!
The Carpenters funciona muito bem comigo...

Blog Entryinício de 2006 com um adendo à "jornada"Jan 9, '06 6:31 AM
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"Não terá sido a morte o primeiro navegador? Muito antes que os vivos confiassem eles próprios às àguas, não terão colocado o ataúde no mar, na torrente? O ataúde, nesta hipótese mitológica, não seria a última barca. Seria a primeira barca. A morte não seria a última viagem. Seria a primeira viagem.
.......
Para enfrentar a navegação é preciso que haja interesses poderosos. Ora, os verdadeiros interesses poderosos são os interesses quiméricos. (...) O herói do mar é um herói da morte. O primeiro marujo é o primeiro homem vivo que foi tão corajoso quanto um morto.
......
A morte é uma viagem e a viagem é uma morte. "Partir é morrer um pouco." Morrer é verdadeiramente partir, só se parte bem, corajosamente, nitidamente, quando se segue o fluir da água, a corrente do largo rio. Todos os rios desembocam no rio dos mortos.
......
Assim, o adeus a beira-mar é simultaneamente o mais dilacerante e o mais literário dos adeuses. Sua poesia explora um velho fundo de sonho e de heroísmo."

BACHELARD, G. A água e os sonhos - Ensaio sobre a imaginação da Matéria. São Paulo, Martins Fontes, 1997, p 75-77.

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