Flores Sendo - Blog da Lórien

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Blog Entrysábias palavras de Neil GaimanJan 31, '08 7:20 PM
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"Quando eu ainda era adolescente (...) resolvi que estava na hora de escrever meu primeiro livro.(...)
Tinha escrito umas cinco páginas do livro quando percebi que não tinha a mínima idéia do que estava fazendo, e parei. (Mais tarde, aprendi que a maior parte dos livros na verdade é escrita por gente que não tem a menor idéia do que está fazendo, mas que mesmo assim acaba de escrever seus livros. Gostaria de saber isso naquela época.)
Anos se passaram. Casei, tive filhos e aprendi a acabar de escrever as coisas que começava."

GAIMAN, Neil. Introdução. In: Os livros da Magia: O Convite. São Paulo: Conrad, 2004.

Por que será que eu me identifiquei com isso? Será que foi pelas histórias fantasiosas da adolescência? Pelas incompletas? Por começar e perceber que não se sabe o que está fazendo? Por deixá-las incompletas por esse motivo? Pelo conjunto?

Blog EntryNovas aquisições sobre druidismoJan 30, '08 6:48 PM
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30 de Janeiro, 9:25 am. Lórien mais de meia hora adiantada para entrevista na Av. Paulista. A primeira coisa que vejo ao sair do metrô: Banca de jornal. A primeira coisa que vejo na banca, no expositor da frente: Pequenas revistas, bem baratinhas, com receitas. Dou uma olhada, para ver se alguma delas me servia. Acho uma legal, de receitas com gelatina. (aliás, decidi fazer um doce de lá para Briganthia, mas isso já é muito off-topic). Dei uma volta na banca inteira, e, quando vou pagar,  vejo em um expositor, que estivera na minha frente o tempo todo, mas para o qual eu não tinha olhado, e nele tinha, (pasmem!) todos os livros da editora Hi-Brasil para vender.
A editora Hi-Brasil foi fundada por alguns apaixonados por cultura celta extremamente respeitáveis, gente que trabalha bem nessa área. Mas, infelizmente, faliu já há algum tempo. Eles conseguiram publicar quatro livros: O Livro da Mitologia Celta, do Claudio Crow Quintino, Xamanismo Celta, do J. Mattews, O Ritual e  Princípios do Druidismo, da Emma Restall-Orr. Eu só tinha o primeiro. O Xamanismo Celta eu nunca sequer tinha visto! Perguntei o preço: 15,00 cada. O Chronos ia ter um treco quando soubesse. Paguei a minha revistinha de receitas, pedi para reservar os três, e liguei para o Chronos, no caminho para a entrevista.
Gastei um dinheiro que não podia ter gasto, mas não é sempre que você acha por acaso um lugar que vende livros bons de uma editora que já fechou por um preço tão modesto.
Mais três livros para a biblioteca da Lórien.
E uma Lórien mais feliz.
Os deuses tornam nossas vidas realmente imprevisíveis!


PS:Eles disseram que têm mais cópias desses livros lá. Se alguém quiser, é na Av. Paulista, 542, e o telefone deles é (11)3266-6802.

...ou ainda, como atrair público.

Saudações!

Vou escrever sobre um tema que tem me incomodado bastante desde o ano passado: Que nome pessoas dão para seus trabalhos no ramo da espiritualidade, e quem eles visam atrair com esses nomes?

Vamos começar com alguns pequenos exemplos:

"ATRAIA A PESSOA AMADA - Como a abelha para o mel, em curtíssimo tempo..."
"ALTA MAGIA - Trago seu amor aos seus pés por mais impossível que seja. Pagamento após resultado."
"VIDENTE DO AMOR - Tarô, Buzios, faz e desfaz trabalhos"
"MAGIAS E RITUAIS DE AMOR PARA 2008! (...) Amuletos de Amor (magia com cristais e ervas) para o final e inicio de ano "
"PAI GALO - Faz a pessoa amada voltar em 7 dias - Trabalhos Grátis - Marque sua consulta e ganhe o talismâ do amor"
"AMOR E MAGIA (...) Trago seu amor aos seus pés apaixonado. Por mais difícil que seja em 24 horas. Facilitamos o pagamento e aceitamos cartão de crédito"
"SIMPATIA INFALÍVEL - Trago o seu amor em seis horas"

Aparentemente o público alvo desses anúncios é o mesmo, certo? Aparentemente, esses anúncios poderiam ter sido feitos no mesmo lugar, certo? Todos eles, menos um, foram, de fato, retirados do Metrô News do dia 14. Um, entretanto, é um excerto de um e-mail que recebo de um lugar bastante conceituado, buscando público para um Workshop, e o assunto do e-mail está copiado na íntegra, em maiúsculas.
Dependendo do modo como você anuncia o que está vendendo, você atrai um público diferente. Esses anúncios de jornal estão todos visando um público que acredita que é possível fazer magia, mas que têm a necesidade de um profissional eficiente para que ela seja eficaz.

Acontece que esse Workshop é mais profundo que esses anuncios de jornal. Copio uma parte maior do corpo do e-mail:

Conteúdo:

  • Ritual de Purificação do Coração - Deixando o Passado no passado e preparação para um Futuro Brilhante

  • Ritual de Florescimento: A Renovação e O Desabrochar da Rosa Interior - Vencendo o medo de amar e ser amada

  • Banhos e Poções de Afrodite
    Amuletos de Amor (magia com cristais e ervas) para o final e inicio de ano
    Simbologia do Amor

  • Dança de Afrodite - A Libertação do Ventre Sagrado e a Sensualidade latente

    • Oração e Meditação para o Crescimento do Auto-Amor (Auto-estima)
Pelo corpo, um público um pouco mais instruído poderia se interessar (eu iria em um curso desses se tivesse dinheiro), mas me pergunto quantas dessas pessoas, na pressa, abririam um e-mail com esse título. Talvez seja chatície única e exclusivamente minha (e vcs tem todo o espaço dos comentários para concordar e/ou discordar), mas eu desconfio muitíssimo dessas coisas com títulos muito espalhafatosos.
A questão é que, por trás desses títulos, às vezes coisas interessantes acabam escondidas.O próprio livro de numerologia que eu estou lendo é um exemplo disso. Pelo nome, e pela capa, achava que seria muito fraquinho, e eu estou curtindo muito (postei um pouco sobre ele aqui).
Eu desconfio de tudo o que venha da Rádio Mundial, por exemplo, mas sei que é um preconceito meu que, por causa da minha mãe, ouvia aquilo antes de começar a acreditar em muita coisa, e achava tudo aquilo um absurdo. Mas e se eu tivesse de falar de tudo o que eu vi? Não pareceria tão abobado e superficial quanto tantas coisas que ouvi lá?
Compartilhar experiências sobre o outro mundo não é nada, nada fácil. E é provavelmente por causa desse meu horrror a esse tipo de sensacionalismo que eu sou tão fechada para falar abertamente das coisas que faço, e, principalmente, das que vejo.


Category:Books
Genre: Other
Author:McCANTS, Glynis
A numerologia nunca foi uma das áreas do oculto que mais me interessou. Entretanto, por umas e outras razões precisei ir pesquisar um pouco. E, na biblioteca da minha mãe, encontrei esse livro, que é um daqueles que não se deve julgar pela capa, pois é menos superficial do que parece, e acabou superando minhas expectativas. Em geral, os livros da ARX que eu li não são ruins, by the way.
É um livro introdutório, bqastante feliz em suas colocações. E, por não colocar as coisas de modo rígido, mas a partir de suas aplicações, aquilo vai aumentando a vontade de saber e de pesquisar. É divertido ficar calculando com nomes e datas de nascimento de pessoas próximas, e vendo os resultados que você obtém. Vou zapeando pelo livro, pois um assunto vai puxando o outro, ao invés de ler linearmente. E, depois de um pouco de leitura estou eufórica pelo tanto que aprendi, e em como desejo compartilhar aquele aprendizado!

Nesse mês tão difícil e pesado, nada melhor do que encontrar alívio e contentamento...

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Autora: Rosana Rios.
Local: Nova Cultura, no conjunto nacional.

Eu e o Chronos fomos direto do almoço do nosso casamento civil para lá, por isso estamos a caráter.

No meio do lançamento, apareceu lá perto a Morgana, do Castelo Rá-tim-Bum, e aproveitamos para satisfazer nossas crianças crescidas ^^

Blog EntryCaminhos para a espiritualidade, parte IVOct 7, '07 12:26 AM
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Uma mente muito inquieta pelas turbulências do dia, uma discussão interessante na Página da Pietra e uma tarefa me trazem de volta, para contar a parte desses caminhos mais próxima ao estágio em que me encontro

Tudo começou quando, na última semana de aula no penúltimo ano de CEFAM, recebemos a notícia de que começaria um novo projeto na escola no ano seguinte: O Círculos de Leitura que, na época, era muito, muito mais modesto do que hoje em dia. O que me interessou logo de cara foi a promessa de que o terceiro livro que seria lido e discutido seria "O Banquete", de Platão. Era uma boa oportunidade  de aumentar os meus conhecimentos. Mas não imaginei que fosse me interessar e envolver tanto.
As discussões eram profundas e me satisfaziam. O tipo de contato proposto com os livros lidos e com a poesia despertavam coisas em mim que eu não sabia nomear. E aquilo tudo me inspirava na escrita e na vida. Havia um sentimento misterioso e muito sutil em jogo, que em muito me alegrava.
Rapidamente me destaquei no projeto - pelos tipos de pensamento que mobilizava, pela carga de leituras que eu tinha antes, pelas poesias que eu comecei a decorar... Eu não era uma figura destacada, várias pessoas emergiam, como pares, cada um como uma flor diferente de um rico jardim. Dentre essas pessoas, superficial ou profundamente, já conhecia praticamente todas; mas foi a que menos conhecia que se tornou o meu companheiro de descobertas, debates e sonhos pelos três anos seguintes: O Chico, que alguns dos que estão lendo aqui provavelmente conhecem.
E nossa primeira coisa compartilhada foi estudar, conjuntamente, a obra de JRR Tolkien. Ler muito, e discutir muito. Por acaso ele tinha "O Hobbit" e foi comprando, ao longo do primeiro semestre daquele ano, as demais obras de Tolkien, e passamos a viver, juntos, um pouco dentro delas.
JRR Tolkien, esse cristão fervoroso, foi uma das pessoas mais importantes para a redescoberta de meu caminho espiritual. Se não foi a mais importante de todas.
E foi empolgante quando ele me ligou nas férias para dizer que tinha comprado O Silmarillion e que ele tinha certeza que eu ia adorar, pois falava de muitos, muitos elfos, e eu adorava elfos. Peguei prá ler, me encantei muito, um tempo depois comprei um para mim para poder fazer anotações... o Silma se tornou minha, nossa Bíblia, por um tempo. E essa expressão, por mais que seja uma brincadeira normal dos Tolkendilli (fãs de Tolkien) foi um pouco verdade para mim. Pois estava vendo e vivenciando uma cosmogonia neopagã novamente, e, mesmo que fosse uma cosmogonia inventada de um mundo inventado, aquilo tudo parecia tão crível... Poderia mesmo ter acontecido em uma realidade paralela, como as histórias que eu escrevia quando estava na sexta série... Estavamos realmente fanáticos por tudo o que se relacionasse à Terra-Média.
O ano de 2003 chegou, entrei na faculdade, comecei a trabalhar no Círculos de Leitura, que realizava sua primeira expansão, junto com o Chico e muitos outros que haviam sido do meu grupo. Vivia um tempo próspero, de realização de sonhos, e tudo isso se gestava em mim. Passou com uma deliciosa leveza.
Para chegar 2004, e, logo no dia 3  de Janeiro, eu tomar coragem e ir, pela primeira vez a um encontro da Toca São Paulo, a sede paulistana do Conselho Branco - Sociedade Tolkien - e começar a conhecer pessoas que são parte muito importante dessa história.
Foi na Toca que conheci, pela primeira vez,  e pessoalmente, pessoas que realmente praticavam o neopaganismo. E foi com eles que comecei, um ano depois. E foi lá que conheci o Chronos, e nunca podia imaginar que aquele carinha tão nulo, com quem mal falei no primeiro ano-e-meio de convivência, ia se casar comigo.
Quando as aulas começaram, tantas coisas novas já tinham acontecido . Estava muito feliz, e, naquele semestre, faria História Medieval! Mas eu, que esperava ouvir da cultura medieval, e do feudalismo, e etc., peguei um professor maravilhoso - o Flávio de Campos - mas que ia se focar em um tema que, para mim, ainda era bem indigesto - a história do cristianismo. Aquilo se engasgou na minha garganta, e disse a mim mesma "ok, vou ter que passar o semestre inteiro estudando isso. Então, vamos tentar tornar as coisas mais leves." E peguei para ler um dos livros que comprara no final do ano anterior, na mega feira que sempre tem na usp com descontos muito bons: "Isto és tu: Redimensionando a Metáfora Religiosa", de Joseph Campbell.
Já havia lido, então, um pedaço d' "O Poder do Mito", e Campbell me encantava muito. Principalmente por que ele havia escrito sobre algo que havia percebido ainda na meninice: Que as mitologias tinham muito em comum umas com as outras - percepção essa que me levou, pela primeira vez, à idéia de cursar História.
O livro do Campbell casou muito bem com as aulas do Flávio, que explicavam a origem da Igreja e do pensamento cristão como o conhecemos, para, através da compreensão racional, ir quebrando  as barreiras ao pensamento cristão que eu tinha me imposto devido às màs experiências do passado. E a conjunção dessas coisas todas foi reacendendo em mim, bem lentamente, um desejo pelo espiritual.
E foi no início do ano seguinte que dei o primeiro passo. Já tinha uma amizade considerável por alguns neopagãos da Toca, e, conversando no MSN no meio do expediente, a Vaire me disse que naquela noite iria à celebração de Briganthia na Hera Mágica. Já havia ido na Hera umas duas vezes, para palestras sobre Tolkien e Rei Arthur do Claudio Quintino. De impulso, decidi ir junto.
Senti muita coisa ao som daqueles tambores, e o que mais me animava era que aquela era uma espiritualidade que compreendia o que eu sentia quando eu declamava um poema, ou lia algo que me encantava. E mais, valorizava esse tipo de sentimento. O pessoal do lado druídico da coisa tem até nome para isso: Awen, o espírito que flui. E, desde esse princípio, eu sempre tive uma relação com o druidismo, embora esse não seja meu caminho principal.
Na celebração seguinte, pela roda do ano, comecei a ir, como visitante, no grupo no qual o pessoal celebrava junto. As práticas eram mistas, com tendências, mas não declaradamente, wiccanas. Acabei entrando para ele, no meio do ano. Mas o grupo estava se desfazendo, pois a maior parte dos participantes estava sendo chamado para caminhos mais específicos. A parte do grupo que se manteve realmente coeso foi a metade dele que resolveu estudar druidismo. Me mantive com essa parte do grupo, já sabendo que o druidismo não era meu caminho, pois ainda não me sentia experiente o suficiente para trilhar as coisas mais independentes. Tudo foi vindo com experiências fortes, mas com tempo de assimilação entre elas, durante meu primeiro ano de celebrações, mas a partir daí as coisas se tornaram mais intensas, e o caminho cada vez mais claro.
Hoje estou aqui, tendo passado por muita coisa, sem nunca ter sido formalmente inciada, sentada de madrugada escrevendo esse texto para aprender a terminar o que começo. Hoje tenho autonomia e confiança na maioria das minhas práticas. Sei me defender e já precisei disso. Leio I-ching, estou engatinhando no tarô. Se alguém me pergunta qual é a minha religião respondo que culuto os deuses da Grécia. Se é alguém que está preparado para saber, digo mais. Honro meus deuses a cada dia, e alguns deles são seres bem próximos de mim. Aprendi a colocar as dúvidas no lugar certo, o primeiro passo para ter um coração forte. Sou casada com um praticante do druidismo, e a diversidade cultural, coisa que parece tão distante para a maioria das pessoas, é cotidiana aqui em casa.
Mas a minha vida não é um mar de rosas. Seguir uma religião como a minha não é fácil. Demanda muito esforço, dedicação, disciplina. Passei por maus bocados por chegar onde estou, e sei que vou passar sempre por eles. Aprendi mesmo a ver a vida como uma sucessão de desequilíbrios. É tudo muito mais difícil do que eu imaginava ao começar.  Aquiles diz a Ulisses no Hades, que poderia ter se contentado em ser um simples  pastor, e ter sido mais feliz, e ter  vida longa.  Eu poderia ter uma vida bem menos complicada sem isso, e talvez fosse mais feliz mesmo. Mas não me arrependo. Pois estou aprendendo a conhecer meu espírito. E esse é o verdadeiro objetivo de uma vida, segundo a minha sabedoria de criança da sexta série...

LinkTao Te ChingDec 16, '06 8:05 AM
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Link: http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/humanas/religiaoetc/tao_te_chi...

Por tudo o que eu tenho estudado e ouvido sobre o idioma chinês, estou cada vez mais convencida da impossibilidade de traduzir algo do chinês para o português, pois os sistemas de pensamento são tão diferentes que as linguagens não os alcançam. Toda tradução do chinês é uma adaptação, o que é bem diferente da tradução de outras línguas, cuja perda de sentido é bem menor.
Bem, anyway, o que temos nesse link é um PDF, do Tao Te Ching, uma das principais obras antigas do taoísmo, se não a principal. Acredito que, mesmo com essas limitações, vale tentar ler!

Blog Entryúltimo dia de serviçoDec 23, '05 5:53 AM
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Apolo, dedico esse dia a você! Que sol maravilhoso.

Último dia de serviço. Correria total, já que temos que desmontar o escritório, uma vez que ele vai ser pintado. As pessoas fazem muita bagunça.
Cheguei cedo, e estou ouvindo j-rock enquanto arrumo as coisas.
A cidade já está bem mais vazia hoje. Comparando a segunda, ou terça-feira, é quase o paraíso. Na verdade, to na consolação, não na paraíso, então isso não é uma piada com os nomes das estações de metrô de sampa...
Sabe, eu gosto da cidade. Entendo os sentimentos do Jovem Sonhador do Noites Brancas de Dostoiévski, apesar de não estar tão melancólica quanto ele por ter mais espaço prá caminhar e poder atravessar sem esperar o sinal vermelho. Estou, na verdade, bastante feliz hoje. Mas os movimentos da cidade são tão belos e intrigantes para mim! Acho que ano que vem vou escrever crônicas urbanas. Que tal se chamarem "São Paulo-Babilônia" em homenagem ao Tokyo Babylon do CLAMP? As reflexões sobre a urbanidade do Tokyo Babylon também são muito interessante. A maior parte da história se passa através por conflitos entre as pessoas que surgiram com as grandes cidades contemporâneas...

Bom, um mês de férias me aguardam, e eu estou escrevendo aqui. Escrevendo para não ser lida. Se você chegou até aqui, muito obrigada, e parabéns. Mas ultimamente parece que ninguém mais lê meu multiply

Saudações!


"O folclore, as lendas, os mitos e os contos de fadas
acompanham a infância através dos tempos, pois toda a
criança saudável adora histórias fantásticas e
manifestamente irreais. As fadas aladas de Grimm e
Andersen trouxeram mais felicidade aos corações
infantis que qualquer outra criação humana
Entretanto, os antigos contos de fadas podem ser
considerados hoje como "históricos" na biblioteca das
crianças, pois chegou a época de uma nova série de
"contos maravilhosos" em que gênios, anões e fadas
estereotipados são eliminados, junto com as aventuras
de gelar o sangue criadas por seus autores para
sublinhar uma moral terrível para cada conto. A
educação moderna inclui a moralidade, portanto, a
criança busca somente o divertimento em seus contos
fantásticos e dispensa todos os incidentes
desagradáveis.
Mantendo este pensamento em mente, a história do
"maravilhoso Mágico de Oz" foi escrita unicamente para
agraar as crianças de hoje. Pretende ser um conto de
fadas modernizado, em que o encanto e a alegria são
mantidos, enquanto os sofrimentos e pesadelos são
deixados de fora.

L.Frank Baum
Chicago, Abril de 1900."

in: O Mágico de Oz, Porto Alegre, L&PM, 2001.

LinkLivro Senhoras dos Anéis - site oficialJul 11, '05 8:37 AM
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Link: http://www.senhorasdosaneis.com.br

Este é o site do livro que estamos lançando - Senhoras dos Anéis, o feminino nas obras de JRR Tolkien. É um livro de autoria coletiva, de diversos membros da Toca São Paulo do Conselho Branco.


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