Flores Sendo - Blog da Lórien

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Photo AlbumHobbit Con 2007 (18 photos)Jan 6, '08 8:31 AM
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Associação de Osaka, na Vila Mariana. Foi um dia muito divertido, depois de meses de preparo intenso.

Blog EntryCarta para JRR TolkienJan 3, '08 2:00 PM
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Querido "São" Tolkien:

Lembra-se daquele ano em que mandei uma carta nessa mesma data? Pensei em fazer disso uma tradição pessoal, que talvez não tenha dado muito certo. Nos anos anteriores acabava esticando aqui e alí, e voltava para casa só depois do brinde em seu nome, e acabava nunca escrevendo.
A grande novidade desse tempão todo é que acabei me apaixonando perdidamente. Daqueles amores que fazem você sair de si e fazer coisas impensáveis até quase enlouquecer, e que podem ser desfrutados melhor quando o tempo tira de nós o veu da insensatez. Por esse amor saí da casa de meus pais e me casei no dia 23 de Setembro. Não pelo aniversário de Frodo e Bilbo, mas talvez pelos mesmos motivos pelos quais o aniversário deles é nesse dia.
Confesso que nesse tempo não avancei muito nos estudos de suas obras, e já descartei quase por completo a hipótese de estudá-las academicamente, pelo menos por um tempo. Tantas coisas novas surgiram na minha vida nos últimos tempos, que tenho a sensação de que, ao estudar, a única coisa que eu descubro são mais coisas para estudar. Tenho criado muito pouco, estou na fase de digestão.
Amigos vieram e foram, e eu estou quase encarando isso com mais tranquilidade. Afinal, se mesmo na comitiva do anel houve quem traísse e quem simplesmente tivesse de se separar, como não seria assim na vida dos mortais de nossa era?
Aliás, tenho comigo - e não tenho certeza, Professor, se o senhor concordaria - que uma das funções das histórias é exatamente ensinar coisas duras sem que precisemos passar por aquelas experiências nossa "vida principal", e nos preparar para lidar com elas quando esses acontecimentos chegam mais perto. Antes eu sinto que era melhor ao lidar com isso, mas esse tanto de coisas que aconteceram nos últimos anos acabaram me dando uma bizarra amnésia de histórias. Eu só me lembrava delas depois que tudo já tinha acontecido, e então pensava que eu devia ter aprendido e ter feito de outro jeito. Quando percebia isso, como me decepcionava comigo mesma! Tudo acabava ficando ainda pior. Mas não precisa se preocupar muito, parece que a amnésia já está passando.
Não sei bem o que vou fazer esse ano que vai se iniciando: Se renovo o contato com coisas antigas, se dedico meu coração a novidades, se consigo equilibrar essas duas coisas. Mas tentarei voltar para te contar algum dia o que aconteceu depois daqui - até porque, agora, estou atrasada...

Muitos abraços
Cayra, ou Lórien

Blog EntryCaminhos para a espiritualidade, parte IVOct 7, '07 12:26 AM
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Uma mente muito inquieta pelas turbulências do dia, uma discussão interessante na Página da Pietra e uma tarefa me trazem de volta, para contar a parte desses caminhos mais próxima ao estágio em que me encontro

Tudo começou quando, na última semana de aula no penúltimo ano de CEFAM, recebemos a notícia de que começaria um novo projeto na escola no ano seguinte: O Círculos de Leitura que, na época, era muito, muito mais modesto do que hoje em dia. O que me interessou logo de cara foi a promessa de que o terceiro livro que seria lido e discutido seria "O Banquete", de Platão. Era uma boa oportunidade  de aumentar os meus conhecimentos. Mas não imaginei que fosse me interessar e envolver tanto.
As discussões eram profundas e me satisfaziam. O tipo de contato proposto com os livros lidos e com a poesia despertavam coisas em mim que eu não sabia nomear. E aquilo tudo me inspirava na escrita e na vida. Havia um sentimento misterioso e muito sutil em jogo, que em muito me alegrava.
Rapidamente me destaquei no projeto - pelos tipos de pensamento que mobilizava, pela carga de leituras que eu tinha antes, pelas poesias que eu comecei a decorar... Eu não era uma figura destacada, várias pessoas emergiam, como pares, cada um como uma flor diferente de um rico jardim. Dentre essas pessoas, superficial ou profundamente, já conhecia praticamente todas; mas foi a que menos conhecia que se tornou o meu companheiro de descobertas, debates e sonhos pelos três anos seguintes: O Chico, que alguns dos que estão lendo aqui provavelmente conhecem.
E nossa primeira coisa compartilhada foi estudar, conjuntamente, a obra de JRR Tolkien. Ler muito, e discutir muito. Por acaso ele tinha "O Hobbit" e foi comprando, ao longo do primeiro semestre daquele ano, as demais obras de Tolkien, e passamos a viver, juntos, um pouco dentro delas.
JRR Tolkien, esse cristão fervoroso, foi uma das pessoas mais importantes para a redescoberta de meu caminho espiritual. Se não foi a mais importante de todas.
E foi empolgante quando ele me ligou nas férias para dizer que tinha comprado O Silmarillion e que ele tinha certeza que eu ia adorar, pois falava de muitos, muitos elfos, e eu adorava elfos. Peguei prá ler, me encantei muito, um tempo depois comprei um para mim para poder fazer anotações... o Silma se tornou minha, nossa Bíblia, por um tempo. E essa expressão, por mais que seja uma brincadeira normal dos Tolkendilli (fãs de Tolkien) foi um pouco verdade para mim. Pois estava vendo e vivenciando uma cosmogonia neopagã novamente, e, mesmo que fosse uma cosmogonia inventada de um mundo inventado, aquilo tudo parecia tão crível... Poderia mesmo ter acontecido em uma realidade paralela, como as histórias que eu escrevia quando estava na sexta série... Estavamos realmente fanáticos por tudo o que se relacionasse à Terra-Média.
O ano de 2003 chegou, entrei na faculdade, comecei a trabalhar no Círculos de Leitura, que realizava sua primeira expansão, junto com o Chico e muitos outros que haviam sido do meu grupo. Vivia um tempo próspero, de realização de sonhos, e tudo isso se gestava em mim. Passou com uma deliciosa leveza.
Para chegar 2004, e, logo no dia 3  de Janeiro, eu tomar coragem e ir, pela primeira vez a um encontro da Toca São Paulo, a sede paulistana do Conselho Branco - Sociedade Tolkien - e começar a conhecer pessoas que são parte muito importante dessa história.
Foi na Toca que conheci, pela primeira vez,  e pessoalmente, pessoas que realmente praticavam o neopaganismo. E foi com eles que comecei, um ano depois. E foi lá que conheci o Chronos, e nunca podia imaginar que aquele carinha tão nulo, com quem mal falei no primeiro ano-e-meio de convivência, ia se casar comigo.
Quando as aulas começaram, tantas coisas novas já tinham acontecido . Estava muito feliz, e, naquele semestre, faria História Medieval! Mas eu, que esperava ouvir da cultura medieval, e do feudalismo, e etc., peguei um professor maravilhoso - o Flávio de Campos - mas que ia se focar em um tema que, para mim, ainda era bem indigesto - a história do cristianismo. Aquilo se engasgou na minha garganta, e disse a mim mesma "ok, vou ter que passar o semestre inteiro estudando isso. Então, vamos tentar tornar as coisas mais leves." E peguei para ler um dos livros que comprara no final do ano anterior, na mega feira que sempre tem na usp com descontos muito bons: "Isto és tu: Redimensionando a Metáfora Religiosa", de Joseph Campbell.
Já havia lido, então, um pedaço d' "O Poder do Mito", e Campbell me encantava muito. Principalmente por que ele havia escrito sobre algo que havia percebido ainda na meninice: Que as mitologias tinham muito em comum umas com as outras - percepção essa que me levou, pela primeira vez, à idéia de cursar História.
O livro do Campbell casou muito bem com as aulas do Flávio, que explicavam a origem da Igreja e do pensamento cristão como o conhecemos, para, através da compreensão racional, ir quebrando  as barreiras ao pensamento cristão que eu tinha me imposto devido às màs experiências do passado. E a conjunção dessas coisas todas foi reacendendo em mim, bem lentamente, um desejo pelo espiritual.
E foi no início do ano seguinte que dei o primeiro passo. Já tinha uma amizade considerável por alguns neopagãos da Toca, e, conversando no MSN no meio do expediente, a Vaire me disse que naquela noite iria à celebração de Briganthia na Hera Mágica. Já havia ido na Hera umas duas vezes, para palestras sobre Tolkien e Rei Arthur do Claudio Quintino. De impulso, decidi ir junto.
Senti muita coisa ao som daqueles tambores, e o que mais me animava era que aquela era uma espiritualidade que compreendia o que eu sentia quando eu declamava um poema, ou lia algo que me encantava. E mais, valorizava esse tipo de sentimento. O pessoal do lado druídico da coisa tem até nome para isso: Awen, o espírito que flui. E, desde esse princípio, eu sempre tive uma relação com o druidismo, embora esse não seja meu caminho principal.
Na celebração seguinte, pela roda do ano, comecei a ir, como visitante, no grupo no qual o pessoal celebrava junto. As práticas eram mistas, com tendências, mas não declaradamente, wiccanas. Acabei entrando para ele, no meio do ano. Mas o grupo estava se desfazendo, pois a maior parte dos participantes estava sendo chamado para caminhos mais específicos. A parte do grupo que se manteve realmente coeso foi a metade dele que resolveu estudar druidismo. Me mantive com essa parte do grupo, já sabendo que o druidismo não era meu caminho, pois ainda não me sentia experiente o suficiente para trilhar as coisas mais independentes. Tudo foi vindo com experiências fortes, mas com tempo de assimilação entre elas, durante meu primeiro ano de celebrações, mas a partir daí as coisas se tornaram mais intensas, e o caminho cada vez mais claro.
Hoje estou aqui, tendo passado por muita coisa, sem nunca ter sido formalmente inciada, sentada de madrugada escrevendo esse texto para aprender a terminar o que começo. Hoje tenho autonomia e confiança na maioria das minhas práticas. Sei me defender e já precisei disso. Leio I-ching, estou engatinhando no tarô. Se alguém me pergunta qual é a minha religião respondo que culuto os deuses da Grécia. Se é alguém que está preparado para saber, digo mais. Honro meus deuses a cada dia, e alguns deles são seres bem próximos de mim. Aprendi a colocar as dúvidas no lugar certo, o primeiro passo para ter um coração forte. Sou casada com um praticante do druidismo, e a diversidade cultural, coisa que parece tão distante para a maioria das pessoas, é cotidiana aqui em casa.
Mas a minha vida não é um mar de rosas. Seguir uma religião como a minha não é fácil. Demanda muito esforço, dedicação, disciplina. Passei por maus bocados por chegar onde estou, e sei que vou passar sempre por eles. Aprendi mesmo a ver a vida como uma sucessão de desequilíbrios. É tudo muito mais difícil do que eu imaginava ao começar.  Aquiles diz a Ulisses no Hades, que poderia ter se contentado em ser um simples  pastor, e ter sido mais feliz, e ter  vida longa.  Eu poderia ter uma vida bem menos complicada sem isso, e talvez fosse mais feliz mesmo. Mas não me arrependo. Pois estou aprendendo a conhecer meu espírito. E esse é o verdadeiro objetivo de uma vida, segundo a minha sabedoria de criança da sexta série...

LinkLivro Senhoras dos Anéis - site oficialJul 11, '05 8:37 AM
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Link: http://www.senhorasdosaneis.com.br

Este é o site do livro que estamos lançando - Senhoras dos Anéis, o feminino nas obras de JRR Tolkien. É um livro de autoria coletiva, de diversos membros da Toca São Paulo do Conselho Branco.


ReviewReviewReviewReviewReviewNightfall in Middle-earth - Parte IIMar 9, '05 2:36 PM
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Category:Music
Genre: Hard Rock & Metal
Artist:Blind Guardian
Voltando em grande estilo, continuo o review do maravilhoso Cd Nightfall in Middle-Earth:

11. Noldor: Vários trechos marcantes. Aqui, voltamos à Maldição de Mandos. Toda a dor dos elfos dessa família sofrendo seu terrível destino, por ter sangue em suas mãos. imperdível.

12. Time Stand Still (in the iron hill) Melhor ainda: A queda de Fingolfin, quando, após uma batalha perdida, aquele que se tornara o rei dos Noldor, sem vontade de ser "The King of the lost" vai sozinho aos portões de Angband e desafia Morgoth. Na hora em que Morgoth aceita o desafio e sai prá duelar, tanto no livro como na música, dá um medão...

14: The Dark Elf: A única frase dessa pequena música, diz tudo o que pode ser dito. Se refere a Maeglin, filho de Eöl e Maeglin. A figura de Maeglin é explorada melhor na música seguinte, Thorn, que eu não acho que é uma das geniais do CD...

16. The Eldar - Ma-ra-vi-lho-so. A trajetória triste de um elfo que tem certa eternidade, mas que, em certo momento, depois de uma trajetória sente seu fim. Provavelmente, essa música tem relação com o Finrod Felagund

17. Nom, the Wise: Beren lamenta a morte de Finrod, em mais uma musica de meio minutinho. Mas cara, é lindo de arrepiar. Depois vem "When Sorrow Sang", com Lúthien cantando prá Mandos, mas também não é uma das minhas preferidas também.

20. The steadfast: Morgoth fala que é o senhor do destino e Húrin Thalion, pai de Turin, rí. Mas uma música curta significativa, a última delas do cd.

21.A dark Passage: Outra música meio morna. Ainda sobre a sensação de vitória de Morgoth.

22. Final charpter: A história é interrompida nas Nirnaeth. O que fica é um gostinho de quero mais.

ReviewReviewReviewReviewReviewNightfall in the Middle-Earth -Parte 1Dec 5, '04 3:40 PM
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Category:Music
Genre: Hard Rock & Metal
Artist:Blind Guardian
Finalmente tive a oportunidade de escutar esse CD todo. Nossa, é muito bom!
é‰ uma adaptação de uma parte do livro O Silmarillion, do Tolkien, que se inicia na queda das Duas Árvores de Valinor, e termina na Quinta Batalha, a Ninareth Arnoediad, tudo isso na Primeira Era de Arda (o Senhor dos Anéis é na Terceira). Eles fazem uma sí­ntese bem legal das 174 Páginas que isso representa (acho que eles deviam fazer uma continuação prá isso, só com a Saga turiniana), e eu vou comentar agora os pontos que eu acho de maior destaque:

2: Into the Storm: A primeira estrofe "Give it to me /I must have it/ Precious treasure/ I deserve it" já lembra o Senhor dos Anéis. Aqui o objeto de desejo não é o Anel Um, mas as Silmarils. A agona de Morgoth perante Ungoliant é muito bem expressa nessa música (e a seguinte é Lammoth, o Grito Ecoante) , por exemplo no seguinte trecho do refrão "Where can I run
How can I hide The Silmarils", que dá uma agonia danada! Ungoliant diz "I did my part /Now it's your turn/ And remember/ What you've promised" que é quase o mesmo que ela diz no livro, numa passagem bastante interessante.

4: Nightfall: Cançà o lindíssima. Dá todo o cenário, os motivos da guerra, numa das cenas mais tensas de todo o Silmarillion: Yavanna pede as Silmarils a Fëanor, pois sem elas não poderia reconstruir as árvores. Enquanto isso, Morgoth está matando o pai de Fëanor e pegando as Silmarils. Daí vêm "The words of a banished king/ "I swear revenge" "

5. The ministrel: Tem algo misterioso nessa pequena canção. Encantador e assustador, mas eu não sei definir o que é!

6. The curse of Fëanor: Expressa plenamente minha revolta perante a figura desse cabeça-oca. Essa música, apesar de não ser em si triste, me faz sentir toda a tristeza do Fratricídio... "Truth might be changed by victory" é realmente o tipo de frase que eu imagino o Espírito-de-Fogo falando, e é o tipo de coisa que me dá raiva nele. Ele não tem ressentimento algum pelo que faz, por mais cruel que seja. E ele pergunta "Tell: was I right or wrong? /When anger breaks through/ I'll leave mercy behind". Perfeita.

8. Blood Tears. Fala de um pequeno episódio, mas bastante interessante. Fingon resgata Maedhros, seu amigo, preso por Morgoth como Prometeu por Zeus (mas essa é outra história). A música é muito sensível.

9. Mirror Mirror: Contagiante. "Mirror Mirror on the wall /True hope lies beyond the coast /You're a damned kind can't you see /That the winds will change" E, além do mais, Gondolin é sempre uma coisa fantástica. Acho que minha alma é meio Gondolindrin. "A leader's task so clearly / To find a path out of the dark", também é uma ótima descrição do Turgon. Mas todas as contradições desse rei estão lá, quando a música diz "Merciless he's poisoning our hearts". The Curse of Fëanor é o motivo de uma estrela dessas aí, essa é outro.



Depois eu continuo o Review...

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