Flores Sendo - Blog da Lórien

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ReviewReviewReviewReviewReviewStellvia in the UniverseNov 22, '05 12:40 PM
for everyone
Category:Other
"Pessoas do passado, obrigada. A Terra está indo bem. E, de certa forma, eu estou indo bem"

Imagine um tempo onde fazem quase dois séculos em que não há nenhuma guerra. Nesse tempo nenhuma das pessoas que estão vivas viu uma guerra, e as crianças mal sabem o significado dessa palavra, exceto pelos livros de história "acho que guerra era quando um país lutava com o outro", um diria. "Mas não existem mais países há 120 anos, como pode haver guerra?" alguém pergunta. "Não, acho que se um monte de gente lutasse com um outro tanto seria uma guerra". "Mas quantas pessoas seriam um monte de gente?" "Acho que umas mil..."
Isso foi possível depois da Terra ter sido afetada pela explosão da estrela Hydrus Beta, que se tornou uma supernova. A luz e o calor provenientes da explosão causou vários desastres na terra, dizimando parte de sua população, o céu se tornou verde, e os cientistas logo descobriram que, cento e noventa anos adiante, uma segunda onda de impacto, com os restos da estrela explodida se chocariam contra a terra, e aquele provavelmente seria o fim do planeta. Foi aí que os homens se uniram por um interesse maior, impedir a destruição total da humanidade.
Uchuu no Stellvia conta a história de Shima Katase, que, 189 anos depois da explosão da Hydrus Beta entra na academia espacial da Fundação Stellvia, para aprender pilotagem com o objetivo de ver o céu, não de baixo, mas estando no céu. Todos se preparam para a Grande Missão - Isso é, anular a segunda onda de impacto da explosão estelar, mas, apesar disso, continuam suas vidas normalmente.
Partindo do Peru para a base espacial de Stellvia a bordo de um dispositivo anti-gravitacional, já durante a viagem ela encontra aquela que se tornará sua mais inseparável amiga: Arisa (seria algo como Alice para os ocidentais - esse é um nome difícil de lembrar de modo que, fãs de Bleach que eu conheço e nos quais me incluo que assistiram Stellvia costumam chamá-la de "filhinha do Abarai"), uma jovem brincalhona e espirituosa, além de uma pessoa muito importante que, a princípio, elas acham que deve ser "o dono da barraquinha de doces de Stellvia". Shima, apelidada de Shippon por seus colegas de sala, é muito inteligente, mas, em determinados momentos, fica tão nervosa que não consegue fazer nada direito. Assim, o anime que começa com um clima alegre e trivial, vai se aprofundando com o correr dos episódios e o crescimento dos personagens, para se tornar sutilmente psicológico mais adiante, com os personagens estabelecendo relações profundas entre eles, e se expressando mudamente, a partir de olhares e gestos que trocam uns com os outros. A profundidade do anime em nada fica a dever para a de "Sokyuu no Fafner", anime da mesma produtora que foi feito depois de Stellvia.
o design do anime é lindo. Tanto em termos de cenários, quanto em termos de naves (mas a computação gráfica assusta um pouco no início até nos acostumarmos a vê-la mesclada ao anime), e em termos de roupas. Quando os cosplayers descobrirem Stellvia nossos eventos certamente terão mais brilho com todos aqueles uniformes fofos e coloridos!

Por fim, atentem para a trilha sonora: Toda a parte musical do anime é maravilhosa, mas especialmente as aberturas e encerramentos maravilhosamente cantados por Angela (que fez também a trilha de Fafner). Na verdade, eu cheguei até Stellvia procurando pela versão lenta de "Asu e no Brilliant Road", que descobri ser a música de abertura do anime. E, certamente, não me arrependo pela descoberta. Stellvia é lindo, e viciante.


ReviewReviewReviewI, RobotSep 3, '04 7:57 AM
for everyone
Category:Movies
Genre: Science Fiction & Fantasy
Finalmente fiz o que tanto queria fazer: Ví Eu: Robo. Até comprei o livro num sebo, para ler, mas não lí antes de ver o filme. Infelizmente não deu tempo. Não sei bem de onde, entretanto, tenho a impressão de que conhecia a história, e acabei adivinhando o final.
Eu gosto de filmes de ficção científica. Eles trazem reflexões interessantes sobre a espécie humana. E trazem uma visão de determinada época sobre o futuro. É muito interessante ver como essa visão de futuro mudou, desde a época de séries de ficção como Star Wars, até hoje. Acho que abandonamos as grandes naves e piratas espaciais, e estamos vendo o futuro mais como em Final Fantasy: The Spirits Within, que foi tão detonado pelos fãs, mas que eu adorei: Se nada acontecer em contrário, nos vemos confinados em espaços criados artificialmente onde a vida pode existir enquanto o resto do planeta se tornou insípido. A alma dele nos pede ajuda, e não sabemos o que fazer, estando dominados por interesses de "grandes": grandes políticos e cientistas que trabalham para grandes corporações e acabam causando grandes catástrofes. Mas essa grande questão (tá, a piadinha sobre grandeza já encheu) já foi tratada por Ashimov em sua obra adaptada para os cinemas.
O que eu não gostei no filme foi a propaganda descarada de algumas marcas: a primeira cena parece um comercial múltiplo: É ao mesmo tempo ridículo e bastante questionador: Nos lembra que em nosso mundo não temos paz: Estamos sempre fixados em imagens dissonantes trazidas pela mídia, mesmo quando vamos a uma sala fechada e com som alto para nos conectarmos somente em uma determinada imagem. É uma ironia curiosa. E triste, pois, como diria Yves Bonnefoy (num ensaio num livro do Edgar Morrin chamado "a religação dos saberes"), essa saturação de imagens nos torna superficiais, pois não nos dá tempo de nos aprofundarmos em imagens singulares...
Sabe, se tivese seguido um clima mais denso, o filme poderia ter sido mais profundo... Que saudades de Minority Report ou Inteligência artificial...


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