Flores Sendo - Blog da Lórien

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Blog EntryCompras estranhas...Jun 11, '08 3:14 PM
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Quarta feira, tradicionalmente compramos nham-nhams no Wall Mart Indianápolis. As melhores promoções da semana (eda região).
Consegui gastar relativamente pouco, e ainda economizei um pouco mais levando um folheto do Pão de Açúcar com uns preços mais baratos. Acabei de chegar em casa e guardar as compras. Mas não é que quando cheguei a banana parecia não estar muito boa, coisa que eu não notei na hora? Acho que me distraí por causa da moça me oferecendo uma amostra grátis de chocolate quando eu estava escolhendo um bom cacho. Tenho que prestar mais atenção.
Prá piorar, quando fui ver, um dos três papayas que eu tinha comprado (o mais madurinho, que eu pensava que ia estar bom prá comer só amanhã) tinha dado uma estouradinha e estava já muito maduro. Semana passada aconteceu algo quase parecido com os abacates.
Me pergunto: Será que eles usam algum tipo de maquiagem nas frutas para só vermos seu real estado quando chegamos em casa...

Pelo menos nada de ruim aconteceu com os ovos...

Blog EntryHoróscopo do dia:Mar 22, '08 1:52 PM
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22 março 2008

Quando a alma se concentra em grandes assuntos, é decepcionante ter de atender aos pequenos afazeres cotidianos.

pois é Quiroga, pois é... Esse negócio de proximidade de rituais meche mesmo conosco...

 Porém, você pode encará-los como um sinal de que seria melhor diminuir a velocidade, e por isso não haveria razão para se enfadar.

Heinh? Como? Onde? Por que? Não saquei...

Blog EntryThe Sun is ShiningMar 18, '08 10:44 AM
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Acordei, e uma das primeiras coisas que eu disse foi: "e não é que eu estou me sentindo bem disposta hoje a pesar dos sonhos bizarros?" Eu não tinha visto o Sol. Saí de moletom, levando a blusa de lã do uniforme, que eu estava crente de que ia precisar. Quando saí e o vi, fiquei muito surpresa. Que meu ânimo melhora nos dias ensolarados, não é segredo nenhum. Ter acordado bem, mesmo sem ter notícias do sol, e logo depois ele aparecer, me surpreendeu positivamente :)

Agora que o outono já está mostrando a que veio (e sabendo que mais para o fim da semana o tempo vai emburrar, pois ele sempre emburra na sexta-feira da paixão), nada melhor do que aproveitar ao máximo os dias de sol. Ter que carregar um monte de roupas de frio de volta para casa porque o calor veio repentino é o tipo de peso extra do qual eu definitivamente não reclamo!

Salve Apolo :D


Blog EntryUm pouco sobre música e espiritualidadeFeb 28, '08 7:15 PM
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Eu e o Chronos temos ouvido muitas músicas com temáticas voltadas para espiritualidades politeístas nos últimos tempos: Além do Ragalaz´Runedance, que eu já comentei vááárias vezes, estamos ouvindo bastante Omnia e Faunn. Mas nem sempre é em músicas feitas para falar sobre experiências espirituais que encontramos reflexos de nossas experiências mais íntimas.
Voltei a ouvir essa música, que deve ser de dez anos atras, e, devo dizer, agora ela faz um sentido completamente diferente para mim...

La Bela Luna
(Paralamas do Sucesso)

Por mais que eu pense
Que eu sinta, que eu fale
Tem sempre alguma coisa por dizer
Por mais que o mundo dê voltas
Em torno do sol, vem a lua me enlouquecer

A noite passada
Você veio me ver
A noite passada
Eu sonhei com você

Ó lua de cosmo
No céu estampada
Permita que eu possa adormecer
Quem sabe, de novo nessa madrugada
Ela resolva aparecer

A noite passada
Você veio me ver
A noite passada
Eu sonhei com você...

Blog EntryQuiroga para FevereiroFeb 4, '08 7:49 AM
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Saudações!

Ao invés de ficar postando toda a vez que eu quiser comentar algo que o Quiroga escreve no horóscopo, coloco mensalmente, e vou dando replys. Esse é o post para esse fevereiro que começou bizarro

Horóscopo Mensal:

Ainda há muita vida para ser vivida e desfrutada ao máximo, você não precisa gastar nem um pouco de sua preciosa energia emocional duvidando disto. Muitos mortos e magoados ficaram para trás, sua alma também saiu ferida das batalhas, mas lá no fundo a certeza de a vida valer a pena continua intacta. Esta é sua força, esta é sua luz, nutra-a com carinho.

Para Hoje:
Há pessoas que contribuem ativamente para alimentar o turbilhão de emoções que tomou conta de sua vida interior. Porém, há outras que facilitam o esclarecimento e ajudam você a recuperar a calma. Escolha seus relacionamentos.

Tenho precisado refletir muito sobre essa coisa de quem está realmente ajudando. Em um momento como esse, em que tudo anda tão incerto, me manter calma está sendo muito difícil. Eu posso perder muito do que conquistei, ou tudo pode estar melhor do que está hoje em poucos dias. Eta Roda da Fortuna porreta. E tudo o que essas pessoas que me ajudam têm dito é: Tenha calma e fé. Suas preces foram ouvidas, apesar de ainda não terem dado nenhum resultado visível.

Blog EntryMais um achado sobre cultura celta...Feb 1, '08 5:16 PM
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... ou, o que esses deuses querem comigo...

Saudações!

Estava eu indo para o meu emprego atual (sim, eu tenho um emprego apesar de estar procurando outros, pois a minha carga horária lá está baixíssima), que, se eu tivesse de descrever com a metáfora de um arcano maior seria, definitivamente, a Roda da Fortuna, e, saindo da Paulista fui passar pela passarela subterrânea que dá acesso ao ponto de ônibus no meio da Consolação.
Na verdade, estava andando bem avoada. Pensava em várias coisas ao mesmo tempo, e parece que eu havia me decidido a pintar alguma coisa hoje à noite, para ser distribuído para quem estiver no ritual de Briganthia amanhã. E eis que eu vejo um livro: Anam Cara, um livro de sabedoria celta, de Jonh O'Donohue.
Eu ouvi falar desse livro pela primeira vez quando estava no curso de druidismo do Claudio Crow Quintino, deve fazer um ano e meio. E, na época, o procurei, mas estava esgotado. E, de repente, ele me aparece. Demorei uns segundos para me ligar de que realmente tinha visto aquilo, e tinha. Pedi para a vendedora para ver por dentro, pois estava emplasticado: Novinho em folha, apenas com cheiro de guardado, uma etiquetinha indicando que ele foi comprado na Hera Mágica há muito, muito tempo atrás. Pediam 25 reais, eu só tinha 20. Chorei desconto, comprei, e subi para o ponto feliz da vida por mais uma nova aquisição.
Quando cheguei novamente ao ar livre eu parei, e percebi o que tinha acontecido: Em três dias, tinha comprado quatro livros sobre celtas, sabendo que to super apertada de grana. E eles tinham me aparecido por total acaso.
O que os deuses celtas estão querendo de mim? Pois eu, sendo bem sincera, não acredito em coincidências. E justo uns poucos dias antes de Briganthia, o festival com o qual comecei minha primeira roda do ano, festival dedicado a Brighit, a deusa das chamas da forja, da inspiração e da cura? E se meu quatro de paus não era o que eu imaginava que fosse, quem me garante que ele não se refere à celebração de amanhã? Isso me deixa naquela situação gostosa que só conhecem aqueles que já aprenderam a esperar o inesperado, e estar abertos a ele. Se há uma mensagem a ser dada, se há algo que eu possa aprender com o povo do meu marido sem que isso interfira nas minhas próprias crenças, que venha!
Que amanhã o awen flua novamente através de mim, que não deixe de fluir nunca! O despertar de coisas novas esses desejos e essas coisas malucas, são, no fundo, o que eu escolhi para a minha vida. Uma escolha que eu tracei há tanto tempo, e que começou a se concretizar três anos atrás...

Blog EntryNovas aquisições sobre druidismoJan 30, '08 6:48 PM
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30 de Janeiro, 9:25 am. Lórien mais de meia hora adiantada para entrevista na Av. Paulista. A primeira coisa que vejo ao sair do metrô: Banca de jornal. A primeira coisa que vejo na banca, no expositor da frente: Pequenas revistas, bem baratinhas, com receitas. Dou uma olhada, para ver se alguma delas me servia. Acho uma legal, de receitas com gelatina. (aliás, decidi fazer um doce de lá para Briganthia, mas isso já é muito off-topic). Dei uma volta na banca inteira, e, quando vou pagar,  vejo em um expositor, que estivera na minha frente o tempo todo, mas para o qual eu não tinha olhado, e nele tinha, (pasmem!) todos os livros da editora Hi-Brasil para vender.
A editora Hi-Brasil foi fundada por alguns apaixonados por cultura celta extremamente respeitáveis, gente que trabalha bem nessa área. Mas, infelizmente, faliu já há algum tempo. Eles conseguiram publicar quatro livros: O Livro da Mitologia Celta, do Claudio Crow Quintino, Xamanismo Celta, do J. Mattews, O Ritual e  Princípios do Druidismo, da Emma Restall-Orr. Eu só tinha o primeiro. O Xamanismo Celta eu nunca sequer tinha visto! Perguntei o preço: 15,00 cada. O Chronos ia ter um treco quando soubesse. Paguei a minha revistinha de receitas, pedi para reservar os três, e liguei para o Chronos, no caminho para a entrevista.
Gastei um dinheiro que não podia ter gasto, mas não é sempre que você acha por acaso um lugar que vende livros bons de uma editora que já fechou por um preço tão modesto.
Mais três livros para a biblioteca da Lórien.
E uma Lórien mais feliz.
Os deuses tornam nossas vidas realmente imprevisíveis!


PS:Eles disseram que têm mais cópias desses livros lá. Se alguém quiser, é na Av. Paulista, 542, e o telefone deles é (11)3266-6802.

Blog EntryPlease Mr. PostmanJan 22, '08 5:25 PM
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Há alguns meses esperava por uma determinada correspondência. Era uma carta importante, que eu sabia que, mais dia, menos dia, ia chegar. E ela chegou, carta registrada, semana passada. Quando o carteiro tocou a campainha, no entanto, nem pensei que pudesse ser ela. E, quando vi o remetente, soube que era a carta que eu esperava. Eu não sabia se ria, se chorava, que divindade deveria agradecer primeiro, se eu dava um abraço no carteiro... preferi me conter a abrir a carta primeiro.
Ela não trazia exatamente o conteúdo que eu esperava, mas ainda assim eram notícias valorosas. No dia seguinte, quando vi um carteiro ao longe, abri aquele sorriso. E não pude me conter de cantar a velha canção, que me é tão cara, na qual uma moça espera notícias de seu namorado que está tão longe (e eu nunca consegui imaginar outro lugar onde ele pudesse estar senão a Guerra do Vietnã). Canção criada por um grupo que ninguém conhece hoje em dia, reinterpretada pelos Beatles e pelos Carpenters.
E, depois desse dia, tenho visto tantos carteiros...Toda vez que saio encontro pelo menos um. Ao sair dessa tarde foram três, entre a minha casa e o ponto onde deveria pegar ônibus, fora o que eu já tinha visto de manhã. E não é simplesmente uma questão de entregas de cartas: Vejo carteiros vindo entregar sedex e outras encomendas, quer de manhã, quer de tarde. Até carteiro correndo prá pegar ônibus eu andei vendo.
O primeiro dos que ví à tarde foi logo após ter dito o nome de Hermes, o mensageiro dos deuses. E, de alguma forma, ligo a proliferação de carteiros no meu bairro à presença dele. Ligo essa boa nova, que me chegou depois de meses de espera, com uma das últimas conversas que tive com ele, com todas as preces de agradecimento, com todas as oferendas e libações que já lhe fiz. Hermes é um deus que eu tenho em alta conta. Que tenho admirado há muito tempo. É um deus que gosta de rir da nossa cara de vez em quando, e atrasar as coisas quando esquecemos dele um pouco, mas que sempre me traz muitos desafios, muito aprendizado, e muitos pequenos e grandes milagres.
Hoje não pude deixar de saudá-lo. Ele se fez presente no múndo físico, assim como Apolo se fez presente no mundo onírico... Estou extremamente feliz, e esperançosa.

Blog EntryPanteões diferentes convivendo juntos?Jan 10, '08 11:04 AM
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Saudações!

Um post da Inês causou polêmica sobre a mistura de deuses de panteões diferentes. Eu já resvalei na minha opinião sobre o assunto neste e neste (também polêmico) escrito, mas nunca cheguei a dar uma opinião mais direcionada e profunda. Então, aí vai:

Em princípio, eu não aprendi nada com ninguém que siga, ou tenha seguido, o mesmo caminho que o meu. Li sobre o meu caminho, mas o aprendizado prático e/ou de convívio físico, foi todo com pessoas que seguem caminhos diferentes, e eu agradeço muito essas pessoas,e honro o jeito que fui, intencionalmente ou não, ensinada (pois a maioria dos que nos ensinam não têm a meta explícita de nos ensinar; eles estão vivendo a vida deles, e acabamos aprendendo com seus exemplos). Isso por sí só seria motivo para mim honrar, pelo menos, os quatro festivais celtas.
E, bem... Eu sou casada com outro neopagão, mas que não segue a mesma linha que eu. O Chronos pratica o druidismo, e eu cultuo os deuses da Grécia. É impossível para mim ignorar a existência do altar dele como a pimeira coisa que olhamos quando acordamos de manhã, assim como é impossível para ele que o meu altar para Héstia não seja a primeira coisa que ele olhe ao chegar em casa.
Há quem diga, mesmo entre praticantes extremamente sérios e conceituados do druidismo que é possível praticar o druidismo honrando deuses de outros panteões. Mas essa NÃO é a minha opinião. Eu já estudei um pouco de druidismo (nem metade do que eu gostaria), mas nunca vai ser o meu caminho. Não funciona assim comigo, apesar de eu usar muitas influências do druidismo nas minhas práticas.
Isso porque os meus deuses têm outras demandas. Meu conceito de ritual é muito mais solene, exige preparações e práticas que não necessáriamente são necessárias no druidismo. Ao mesmo tempo tem coisas importantes lá que não são importantes para mim. Então uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
No entanto, isso continua não impedindo em nada que eu celebre com o Chronos e outras pessoas que conheço que seguem o druidismo, nem que o Chronos ou quem quer que seja celebre os meus deuses comigo, mesmo se guiando por panteões diferentes. Inclusive, dependendo do caso, dentro de uma mesma celebração.
Só é importante distinguir uma coisa da outra. Perante os celtas, ou os nórdicos, ou os deuses afro-brasileiros (nunca assisti um ritual a eles, mas morro de vontade!), eu sempre me sentirei uma estrangeira, e me portarei como minha cultura diz que um estrangeiro deve portar-se: Respeitando os costumes de quem hospeda, sem jamais desprezar a hospitalidade, mas também sem trair meus preceitos.
Se para mim realizar um ritual exige preparações de purificação, não iria para qualquer ritual sem preparo, mesmo que para a religião "do outro" isso não seja necessário porque (como alguém disse em um reply a um dos posts que mencionei lá em cima) para ela tudo é rito. Para mim os deuses estão em todos os momentos de nossas vidas, e em todos eles lhes glorifico, mas existem momentos mais especiais, que são as celebrações, e  essas festas para os deuses  exigem cuidados muito especiais. Se eu não me apresentaria suja em uma festa dedicada aos deuses a que honro, não seria um desrespeito fazer isso perante os deuses honrados pelos meus amigos?
Sempre ao ir a algum ritual de outra cultura, me purifico como se fosse honrar aos meus próprios deuses, e, antes de sair, faço uma prece, avisando que estarei como estrangeira em terras de amigos (e nada mais familiar aos gregos que viajar, que ser estrangeiro e receber o estrangeiro - aliás, muitos de nossos deuses não são, em origem gregos, mas foram trazidos para o que se chama de Grécia Antiga, e assimilados e adaptados por essas populações), e reafirmo que não estou abandonando nada por estar ali. Desde que peguei esse jeito de me comportar, nunca mais tive problemas com o temido (e pesadíssimo) choque de egrégora, e conhecer o estrangeiro só me ajudou e acrescentou.
Quando celebramos de modo misto, seguimos tudo o que é necessário em ambos os modos de celebrar: Eu faço libações e oferendas como meu costume, e o Chronos, que é quem em geral celebra comigo de modo misto, conduz as preces necessárias pelo costume dele. E vamos indo bem assim, sem perder em profundidade, e sem se desrespeitar.

Uma coisa que gosto de lembrar sobre esse assunto é que, para muitos dos modos de se cultuar os deuses da Grécia, mesmo deuses do nosso panteão são inconciliáveis. Já lí várias vezes pela Internet que se deve cultuar apenas os deuses do Olimpo, e que esse negócio de mecher com Titãs ou divindades pré-olímpicas no geral não dá certo, pois "as cargas deles são muito pesadas para que os humanos suportem", e coisas assim. Nem sempre tão nitidamente, mas eu mesma tenho separado: Ou faço um ritual aos olímpicos, ou celebro os titãs e os espíritos da natureza. Mas ainda estou estudando mais, para resolver esse problema na minha mente, pois ainda não sei se preciso, ou não, seguir essa ortodoxia. E mesmo para quem cultua só um panteão, tem aqueles deuses que vemos todo dia, outros em ocasiões especiais...
Vejo tantos problemas em pessoas que misturam panteões quanto os que vejo naquelas que não se informam sobre as individualidades de cada deus, mesmo que cultuando dentro de um único panteão, ou se contentam com informações superficiais. Nada contra alguém que cultue deuses de mais de um panteão, respeitando as particularidades de cada deus e sabendo separar as coisas quando a separação é necessária.

E, se assim não fosse, que direito teríamos de cultuar deuses que não são de nossas terras, sendo que todas as "mitologias" eram geograficamente localizadas? Assim, acho que precisamos tentar não tomar posturas radicais contrárias a determinadas práticas, sem checar a possibilidade de aprofundar nelas antes. O que deve ser criticado, e combatido, e lembrado como exemplo para não fazer, é a superficialidade e o desleixo de certas práticas, o desrespeito às particularidades de cada deus e de cada cultura, e a prática de coisas sérias como se fossem brincadeiras, sem o preparo e o estudo necessário. Como disse o Chronos ontem, "nesse ramo, pior que o mal intencionado só o mal informado".

Blog EntryTarot novo ^^Dec 18, '07 10:20 AM
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Saudações!

Desde que eu tirei Os Enamorados pela segunda lunação consecutiva (e achei isso péssimo), pensei em comprar um tarot novo, para tirar a carta do próximo mês. É claro, era uma boa desculpa para aumentar a coleção.
Me dei ao trabalho de ir na internet pesquisar o tarot que eu queria comparando os preços e os designs. Conclui que queria o Feng Shui tarot pois, além das cartas serem lindas, os autores estabeleceram alguma co-relação entre elas e os trigramas do ba-gua, e seria interessante ver como eles fizeram isso e estudar. E a idéia tinha ficado na cabeça, para ser executada.
Ontem, fui à Pallas Atena, com o Chronos, ver o lançamento de um livro sobre budismo. Entretanto, estava muito lotado, e, quando chegamos, só era possível ouvir a palestra dos fundos do auditório. Ouvimos o início, mas, quando chegou a parte das perguntas para o tradutor do livro o Chronos já tinha se dispersado faz tempo, e eu já estava cansada e começando a sentir frio. Achei que era a hora do meu plano entrar em ação.
Fui para o outro lado da Paulista, na Cultura. E, mesmo já tendo em mente o que eu queria, ví todos os tarots. Quis levar além dele um outro, chamado "The Golden Tarot, com imagens de pinturas medievais e renascentistas famosas, mas estava conhecendo-o na hora (não tinha visto imagens dele na Net, e não achei na Taroteca agora há pouco) e era um gasto excessivo para alguém que está com a grana curta. Na verdade, ter comprado um tarot já foi um excesso que talvez eu não devesso ter cometido.
Comprei. O que planejava. E está aqui, lindo. também comprei o livro com as guidelines sobre ele, e estou começando a ler. E, é claro, estou ansiosíssima prá saber o que vou tirar na próxima lunação, apesar do Chronos estar agourando que tiro um terceiro Enamorados. Mas poxa, esse mês eu não fui tão má menina assim...
 

...ou ainda, como atrair público.

Saudações!

Vou escrever sobre um tema que tem me incomodado bastante desde o ano passado: Que nome pessoas dão para seus trabalhos no ramo da espiritualidade, e quem eles visam atrair com esses nomes?

Vamos começar com alguns pequenos exemplos:

"ATRAIA A PESSOA AMADA - Como a abelha para o mel, em curtíssimo tempo..."
"ALTA MAGIA - Trago seu amor aos seus pés por mais impossível que seja. Pagamento após resultado."
"VIDENTE DO AMOR - Tarô, Buzios, faz e desfaz trabalhos"
"MAGIAS E RITUAIS DE AMOR PARA 2008! (...) Amuletos de Amor (magia com cristais e ervas) para o final e inicio de ano "
"PAI GALO - Faz a pessoa amada voltar em 7 dias - Trabalhos Grátis - Marque sua consulta e ganhe o talismâ do amor"
"AMOR E MAGIA (...) Trago seu amor aos seus pés apaixonado. Por mais difícil que seja em 24 horas. Facilitamos o pagamento e aceitamos cartão de crédito"
"SIMPATIA INFALÍVEL - Trago o seu amor em seis horas"

Aparentemente o público alvo desses anúncios é o mesmo, certo? Aparentemente, esses anúncios poderiam ter sido feitos no mesmo lugar, certo? Todos eles, menos um, foram, de fato, retirados do Metrô News do dia 14. Um, entretanto, é um excerto de um e-mail que recebo de um lugar bastante conceituado, buscando público para um Workshop, e o assunto do e-mail está copiado na íntegra, em maiúsculas.
Dependendo do modo como você anuncia o que está vendendo, você atrai um público diferente. Esses anúncios de jornal estão todos visando um público que acredita que é possível fazer magia, mas que têm a necesidade de um profissional eficiente para que ela seja eficaz.

Acontece que esse Workshop é mais profundo que esses anuncios de jornal. Copio uma parte maior do corpo do e-mail:

Conteúdo:

  • Ritual de Purificação do Coração - Deixando o Passado no passado e preparação para um Futuro Brilhante

  • Ritual de Florescimento: A Renovação e O Desabrochar da Rosa Interior - Vencendo o medo de amar e ser amada

  • Banhos e Poções de Afrodite
    Amuletos de Amor (magia com cristais e ervas) para o final e inicio de ano
    Simbologia do Amor

  • Dança de Afrodite - A Libertação do Ventre Sagrado e a Sensualidade latente

    • Oração e Meditação para o Crescimento do Auto-Amor (Auto-estima)
Pelo corpo, um público um pouco mais instruído poderia se interessar (eu iria em um curso desses se tivesse dinheiro), mas me pergunto quantas dessas pessoas, na pressa, abririam um e-mail com esse título. Talvez seja chatície única e exclusivamente minha (e vcs tem todo o espaço dos comentários para concordar e/ou discordar), mas eu desconfio muitíssimo dessas coisas com títulos muito espalhafatosos.
A questão é que, por trás desses títulos, às vezes coisas interessantes acabam escondidas.O próprio livro de numerologia que eu estou lendo é um exemplo disso. Pelo nome, e pela capa, achava que seria muito fraquinho, e eu estou curtindo muito (postei um pouco sobre ele aqui).
Eu desconfio de tudo o que venha da Rádio Mundial, por exemplo, mas sei que é um preconceito meu que, por causa da minha mãe, ouvia aquilo antes de começar a acreditar em muita coisa, e achava tudo aquilo um absurdo. Mas e se eu tivesse de falar de tudo o que eu vi? Não pareceria tão abobado e superficial quanto tantas coisas que ouvi lá?
Compartilhar experiências sobre o outro mundo não é nada, nada fácil. E é provavelmente por causa desse meu horrror a esse tipo de sensacionalismo que eu sou tão fechada para falar abertamente das coisas que faço, e, principalmente, das que vejo.


Blog EntryApenas as coisas boas?Nov 1, '07 6:27 PM
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Saudações!

Deve fazer já uns dois anos, eu e uma amiga minha decidimos escrever um blog contando só as coisas boas que aconteciam conosco: Chamava-se Motto Sugoi e estava no live journal. Não contamos para ninguém que escreveríamos, a princípio nem nossos namorados iam saber. O blog foi uma experiência gostosa, mas teve uma vida curta. E, by the way, essa amiga se distanciou bastante, por causa das tais diferenças de escolhas que separam destinos, mesmo os daquelas pessoas que, ao se encontrarem, percebem que já compartilharam mais vidas que muitos jamais pensaram existir.
A idéia do blog vinha do fato de vermos tanta desgraça do mundo, enquanto a inspiração é uma coisa bela e traz o belo. No quanto às vezes precisamos nos desligar dessa desgraceira toda e ouvir coisas belas para conquistar prazer.
E essa semana não escrevi antes porque fiquei pensando: Qual é o valor de escrever um monte de desgraça? Qual é a autenticidade em escrever apenas a parte boa escondendo que, no balanço das coisas, a situação não está legal? Prá deixar a maioria que lê meu blog porque gosta de mim e de minhas idéias preocupados, e aqueles que estão lendo por inveja exultarem de triunfo?
Fiquei a semana inteira em casa sim. Com um corpo mole e um desânimo terríveis, com a imunidade lá embaixo, porque peguei ao mesmo tempo uma conjuntivite e uma infecção na garganta. Com um monte de tempo extra, consegui fazer pouca coisa, do bolo delas que tenho para fazer. Foi uma situação sisífica, se é que existe esse adjetivo.
Tive cuidado e carinho. Precisei deles, e, também fiz aquela manhinha gostosa. Mas tive muita rosnação na semana de Minguante que me traz a TPM todos os meses. Tive um acesso de fúria, controlei outro. Eu não tinha acessos de fúria como esses antes. Mas evitava lidar com minha agressividade. Agora, que estou trabalhando com ela, às vezes o controle se esvai.
Mas sabe? É tão mais complicado falar sobre tanta coisa quando seu blog está sendo lido! Por causa do grupo de estudos de tarot agora tem gente que eu estou conhecendo aos poucos e está lendo tudo isso. Por causa da tal da "network" do multiply li coisas que me interessaram em outros blogs, comentei, e as pessoas passaram a me ler também. Por causa de um post que você encontra aí um pouco mais prá baixo que feriu o ego de alguém, agora meu blog é considerado por alguns uma ferramenta inadequada nas mãos de uma tola violenta e ensandecida. E estes agora me leem para ver de quem eu vou falar mal da próxima vez. Para ver que injustiça eu vou cometer em nome da minha visão torpe da realidade...
Ao contrário do Motto Sugoi, agora este blog está sendo lido. Lido por pessoas que tem diferentes Lóriens, ou Lúthiens, ou Sakuras mentais. É bom ser lido. Dá uma sensação gostosa. E isso é apenas um blog, eu não tenho que agradar a todos.
Mas é fato que, estar sendo lida me estimula e me faz postar mais. Me faz querer compartilhar. Postei 4 vezes em Outubro, uma em Setembro, e antes disso, postei em Maio. Estou contando apenas o "blog" prá efeito de estatística, mas dá prá ter uma idéia de como estou mais empolgada com toda a coisa. Mas foi por estar sendo lida que desfiei a desgraceira sem vômito. Mas foi por estar sendo lida que pensei em contar também o lado bom...
Parafraseando Drummond: "Eta vida besta, meu Deus"

Blog EntryDesrespeitando a própria religiãoOct 7, '07 12:49 PM
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Ontem aconteceu uma coisa que me deixou frustrada, e com um sentimento muito ruim.

Bem, na verdade não começou ontem, mas quinta, quando eu cheguei cansada e preocupada com meu trabalho de História dos Estados Unidos, para entregar a proposta em duas semanas, sendo que eu nem tinha definido o tema. Mas aparentemente ia ter o sábado mais ou menos livre, e, com algum esforço, seria fácil lidar com isso.
Meu marido me avisou, então, que haviamos sido convidados para um sarau por uma amiga dele. Ia ser com um pessoal que pratica o druidismo, com alguns afetos e alguns desafetos dessa pessoa que vos fala. Coisa que eu tento levar ao máximo numa boa, cansada de atritos e tentando uma "política conciliatória".

De qualquer maneira, não costumo recusar convites a saraus. Sinto falta da época onde tinha pelo menos um deles para ir por semana. Já começa a ficar difícil lembrar algumas das poesias que eu tenho de cor. Eu ia dar um jeito de ir.
Dei, e fui com ele, na maior alegria.  Chegamos lá, encontramos o pessoal, começamos a conversar. E, papo vai, papo vem, algumas pessoas começam a chamar o encontro de "ritual", e a coisa foi se tornando meio estranha. Resolvemos perguntar. "É, parece que vai ter um ritual", diz alguém. Vamos diretamente a quem nos convidou, perguntar o que ia realmente acontecer. Ela simplesmente havia esquecido de avisar que era um ritual. Ritual a quem, ou prá que? Eu já estava irritada demais prá perguntar.

As pessoas estão cansadas de saber que eu não sigo o druidismo. As pessoas estão cansadas de saber que eu participo e gosto de rituais de outras linhas, mas se eu não me preparar antes de sair de casa eu sinto choque de egrégora. Mais do que isso, pelo meu jeito de lidar com deuses e celebrações é definitivamente impensável celebrar a qualquer coisa sem um bom banho com a intenção de purificação para o ritual antes. Eu tinha tomado um banho, mas não era a mesma coisa.

Eu simplesmente não podia ficar. Tinha ido para lá à toa. Fui ficando com mais e mais raiva, pensando na minha roupa não lavada, no meu trabalho não feito... Para ficar sentada sozinha no Jardim Botânico, enquanto os outros se divertiam.

Mais do que isso. Como alguém vai a um ritual e se esquece do fato? Como alguém convida outras pessoas para algo tão sagrado com tanta displicência? No fundo, eu fui percebendo, ela não estava desrespeitando a mim e ao meu marido. Estava desrespeitando aos deuses dela, e a ela própria. Não foi uma iniciante que fez isso. Eu ainda nem sonhava em saber o que é neo-paganismo quando ela começou a estudar. E é uma pessoa iniciada em mega-ultra-plus trecos, supostamente graduada para ensinar os outros. Como uma pessoa estuda tanto para continuar tão tola, fraca e desrespeitosa?

Ela só podia ter feito isso de caso pensado. Para eu ser forçada a me isolar e as pessoas ficarem apontando o dedo para mim e dizendo "olha lá aquela criança bobona e anti-social que não sabe lidar com os outros e não quer participar de novo. Quando ela vai crescer? Aquela alí não aguenta o tranco, vive à sombra do marido e só está arrunando a vida dele, na verdade nem quer nada com neo-paganismo nenhum", como já disseram tantas e tantas vezes. Era muito difícil acreditar em outra explicação vinda de alguém como ela.

Chrorei mesmo. E de montão. De berrar, espernear, alí, sozinha. Não podia acreditar que uma pessoa mesquinha como aquela é modelo para pessoas que eu confio e amo, é celebrada como representante de uma religião tão legal quanto o druidismo. Como alguém em uma posição como a dela podia fazer tão pouco caso de si mesma?

Blog EntryCaminhos para a espiritualidade, parte IVOct 7, '07 12:26 AM
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Uma mente muito inquieta pelas turbulências do dia, uma discussão interessante na Página da Pietra e uma tarefa me trazem de volta, para contar a parte desses caminhos mais próxima ao estágio em que me encontro

Tudo começou quando, na última semana de aula no penúltimo ano de CEFAM, recebemos a notícia de que começaria um novo projeto na escola no ano seguinte: O Círculos de Leitura que, na época, era muito, muito mais modesto do que hoje em dia. O que me interessou logo de cara foi a promessa de que o terceiro livro que seria lido e discutido seria "O Banquete", de Platão. Era uma boa oportunidade  de aumentar os meus conhecimentos. Mas não imaginei que fosse me interessar e envolver tanto.
As discussões eram profundas e me satisfaziam. O tipo de contato proposto com os livros lidos e com a poesia despertavam coisas em mim que eu não sabia nomear. E aquilo tudo me inspirava na escrita e na vida. Havia um sentimento misterioso e muito sutil em jogo, que em muito me alegrava.
Rapidamente me destaquei no projeto - pelos tipos de pensamento que mobilizava, pela carga de leituras que eu tinha antes, pelas poesias que eu comecei a decorar... Eu não era uma figura destacada, várias pessoas emergiam, como pares, cada um como uma flor diferente de um rico jardim. Dentre essas pessoas, superficial ou profundamente, já conhecia praticamente todas; mas foi a que menos conhecia que se tornou o meu companheiro de descobertas, debates e sonhos pelos três anos seguintes: O Chico, que alguns dos que estão lendo aqui provavelmente conhecem.
E nossa primeira coisa compartilhada foi estudar, conjuntamente, a obra de JRR Tolkien. Ler muito, e discutir muito. Por acaso ele tinha "O Hobbit" e foi comprando, ao longo do primeiro semestre daquele ano, as demais obras de Tolkien, e passamos a viver, juntos, um pouco dentro delas.
JRR Tolkien, esse cristão fervoroso, foi uma das pessoas mais importantes para a redescoberta de meu caminho espiritual. Se não foi a mais importante de todas.
E foi empolgante quando ele me ligou nas férias para dizer que tinha comprado O Silmarillion e que ele tinha certeza que eu ia adorar, pois falava de muitos, muitos elfos, e eu adorava elfos. Peguei prá ler, me encantei muito, um tempo depois comprei um para mim para poder fazer anotações... o Silma se tornou minha, nossa Bíblia, por um tempo. E essa expressão, por mais que seja uma brincadeira normal dos Tolkendilli (fãs de Tolkien) foi um pouco verdade para mim. Pois estava vendo e vivenciando uma cosmogonia neopagã novamente, e, mesmo que fosse uma cosmogonia inventada de um mundo inventado, aquilo tudo parecia tão crível... Poderia mesmo ter acontecido em uma realidade paralela, como as histórias que eu escrevia quando estava na sexta série... Estavamos realmente fanáticos por tudo o que se relacionasse à Terra-Média.
O ano de 2003 chegou, entrei na faculdade, comecei a trabalhar no Círculos de Leitura, que realizava sua primeira expansão, junto com o Chico e muitos outros que haviam sido do meu grupo. Vivia um tempo próspero, de realização de sonhos, e tudo isso se gestava em mim. Passou com uma deliciosa leveza.
Para chegar 2004, e, logo no dia 3  de Janeiro, eu tomar coragem e ir, pela primeira vez a um encontro da Toca São Paulo, a sede paulistana do Conselho Branco - Sociedade Tolkien - e começar a conhecer pessoas que são parte muito importante dessa história.
Foi na Toca que conheci, pela primeira vez,  e pessoalmente, pessoas que realmente praticavam o neopaganismo. E foi com eles que comecei, um ano depois. E foi lá que conheci o Chronos, e nunca podia imaginar que aquele carinha tão nulo, com quem mal falei no primeiro ano-e-meio de convivência, ia se casar comigo.
Quando as aulas começaram, tantas coisas novas já tinham acontecido . Estava muito feliz, e, naquele semestre, faria História Medieval! Mas eu, que esperava ouvir da cultura medieval, e do feudalismo, e etc., peguei um professor maravilhoso - o Flávio de Campos - mas que ia se focar em um tema que, para mim, ainda era bem indigesto - a história do cristianismo. Aquilo se engasgou na minha garganta, e disse a mim mesma "ok, vou ter que passar o semestre inteiro estudando isso. Então, vamos tentar tornar as coisas mais leves." E peguei para ler um dos livros que comprara no final do ano anterior, na mega feira que sempre tem na usp com descontos muito bons: "Isto és tu: Redimensionando a Metáfora Religiosa", de Joseph Campbell.
Já havia lido, então, um pedaço d' "O Poder do Mito", e Campbell me encantava muito. Principalmente por que ele havia escrito sobre algo que havia percebido ainda na meninice: Que as mitologias tinham muito em comum umas com as outras - percepção essa que me levou, pela primeira vez, à idéia de cursar História.
O livro do Campbell casou muito bem com as aulas do Flávio, que explicavam a origem da Igreja e do pensamento cristão como o conhecemos, para, através da compreensão racional, ir quebrando  as barreiras ao pensamento cristão que eu tinha me imposto devido às màs experiências do passado. E a conjunção dessas coisas todas foi reacendendo em mim, bem lentamente, um desejo pelo espiritual.
E foi no início do ano seguinte que dei o primeiro passo. Já tinha uma amizade considerável por alguns neopagãos da Toca, e, conversando no MSN no meio do expediente, a Vaire me disse que naquela noite iria à celebração de Briganthia na Hera Mágica. Já havia ido na Hera umas duas vezes, para palestras sobre Tolkien e Rei Arthur do Claudio Quintino. De impulso, decidi ir junto.
Senti muita coisa ao som daqueles tambores, e o que mais me animava era que aquela era uma espiritualidade que compreendia o que eu sentia quando eu declamava um poema, ou lia algo que me encantava. E mais, valorizava esse tipo de sentimento. O pessoal do lado druídico da coisa tem até nome para isso: Awen, o espírito que flui. E, desde esse princípio, eu sempre tive uma relação com o druidismo, embora esse não seja meu caminho principal.
Na celebração seguinte, pela roda do ano, comecei a ir, como visitante, no grupo no qual o pessoal celebrava junto. As práticas eram mistas, com tendências, mas não declaradamente, wiccanas. Acabei entrando para ele, no meio do ano. Mas o grupo estava se desfazendo, pois a maior parte dos participantes estava sendo chamado para caminhos mais específicos. A parte do grupo que se manteve realmente coeso foi a metade dele que resolveu estudar druidismo. Me mantive com essa parte do grupo, já sabendo que o druidismo não era meu caminho, pois ainda não me sentia experiente o suficiente para trilhar as coisas mais independentes. Tudo foi vindo com experiências fortes, mas com tempo de assimilação entre elas, durante meu primeiro ano de celebrações, mas a partir daí as coisas se tornaram mais intensas, e o caminho cada vez mais claro.
Hoje estou aqui, tendo passado por muita coisa, sem nunca ter sido formalmente inciada, sentada de madrugada escrevendo esse texto para aprender a terminar o que começo. Hoje tenho autonomia e confiança na maioria das minhas práticas. Sei me defender e já precisei disso. Leio I-ching, estou engatinhando no tarô. Se alguém me pergunta qual é a minha religião respondo que culuto os deuses da Grécia. Se é alguém que está preparado para saber, digo mais. Honro meus deuses a cada dia, e alguns deles são seres bem próximos de mim. Aprendi a colocar as dúvidas no lugar certo, o primeiro passo para ter um coração forte. Sou casada com um praticante do druidismo, e a diversidade cultural, coisa que parece tão distante para a maioria das pessoas, é cotidiana aqui em casa.
Mas a minha vida não é um mar de rosas. Seguir uma religião como a minha não é fácil. Demanda muito esforço, dedicação, disciplina. Passei por maus bocados por chegar onde estou, e sei que vou passar sempre por eles. Aprendi mesmo a ver a vida como uma sucessão de desequilíbrios. É tudo muito mais difícil do que eu imaginava ao começar.  Aquiles diz a Ulisses no Hades, que poderia ter se contentado em ser um simples  pastor, e ter sido mais feliz, e ter  vida longa.  Eu poderia ter uma vida bem menos complicada sem isso, e talvez fosse mais feliz mesmo. Mas não me arrependo. Pois estou aprendendo a conhecer meu espírito. E esse é o verdadeiro objetivo de uma vida, segundo a minha sabedoria de criança da sexta série...

Blog EntryreciclandoSep 23, '07 1:03 PM
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9:00 a.m.
eu saio, com um fardo de jornal velho, o sensei com uma sacola de garrafas (mais conhecida como "a prova da manguaça"). Iamos depositar essas coisas na lata de lixo reciclável do Parque da Conceição. Um conjunto de latas de lixo pequenas, na frente do parque, que era o melhor lugar prá jogá-los que conhecíamos.
Até que vimos uma senhora que também carregava lixo reciclável. Era uma quantidade imensa de gerrafas, latas, etc. Mas ela entrou no parque. Concordamos que ela devia saber de uma lixeira maior e mais adequada, que não conheciamos, e a seguimos. Depois de um tempo, perdemos a vergonha e perguntamos se ela estava indo jogar, e se podíamos acompanhar para ver aonde. Atrás do parque havia um conjunto de lixeiras grandes, embora não divididas em papéis, metais, plásticos e vidros.
Ela disse "é, se ninguém fizer..." e sabe? Aquilo deu um sentimento bom. Não somos os únicos que pensamos assim. Não somos os únicos preocupados em dar um destino mais adequado a todo o lixo que pudermos, como uma forma de agradecer à Terra por tudo o que extraimos dela. Isso me fez sentir bem e mais animada.

Blog EntryO Prato do diaJul 12, '06 1:44 PM
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Se há algo que explica no meio de que turbilhão estou, é essa música:

<B>O Prato do Dia</b>
<i>Pato Fu</i>

Não é tão ruim assim
Não é de todo mau
Quando me corto sem querer
É bom pra me lembrar
que todo esse sangue
que vejo por ai
está por aqui também

Moço, hoje eu vou querer
a comida mais estranha (esquisita)
a que menos se pareça comigo
Tô me sentindo meio jantar hoje
Tô me sentindo meio arroz com feijão

Quem vamos ter pra hoje?
quem vai ser, quem?
Quem vamos ter pra hoje?
quem vai ser, quem, o prato do dia?

Não gosto mais de ler jornal
pensei: é melhor pra mim
fazer as contas do que vi
e nem quero me lembrar
que todo esso sangue
que vejo por ai
está por aqui também

Quem vamos ter pra hoje?
quem vai ser, quem?
Quem vamos ter pra hoje?
quem vai ser, quem, o prato do dia?

Blog Entryaprendendo com os dois K.Jul 10, '06 10:42 AM
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[11:22] L: será que um dia eu leio tudo?
[11:22] k2: ahuauauhuh
[11:22] k2: eu tp me divertindo
[11:22] k2: vendo como eu estava PODRE
[11:22] k2: eu me sinto melhor hj
[11:23] L: é, às vezes isso faz melhorarmos
[11:26] L: queria ter um blog tão long quanto o seu
[11:26] k2: questão de tempo
[11:26] L: tive vários blogs, mas já devem ter sido todos deletados pelos servidores
[11:26] L: a duração deles é de cerca de 6 meses, sempre
[11:27] L: depois abandono e vou prá outro canto
[11:27] L: a única coisa menos instável é o multiply
[11:27] L: http://luthienbr.multiply.com/
[11:27] L: preciso parar com a mania de dividir minha vida em fases
[11:27] K2: ah, eu não abandono nada meu
[11:27] K2: op meu DJ tem fases
[11:27] K2: mtas delas

Blog Entryum pouco de tudoJul 7, '06 3:50 PM
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Estou cansada hoje. E estou um pouco de tudo, sabe? Um pouco feliz, um pouco melancólica, um pouco solitária, um pouco decepcionada comigo mesma. Um pouco pensativa, um pouco romântica. Até mesmo um pouco confiante. Estou um pouco entusiasmada, um pouco preocupada, um pouco esperançosa.
Sabe? É tão engraçado estar assim.
Acordei impressionada com um sonho que estava tendo. Era festa de ano novo, todos estavam comemorando, mas eu não estava com pressa, não estava ansiosa, não estava comemorativa. Apenas olhava. Na hora em que, em sonho, me levantei, disse a mim mesma que era hora de prestar a devida atenção aos deuses e ia acender um incenso na areia, meu pai me acordou. Fustração. Voltei a dormir. Me atrasei em uqas uma hora. Mas cumpri, e, o mais curioso, me lembro do sonho. Não costumo lembrar em situações assim.

Pouquíssimas pessoas vão entender minha próxima frase. Mas acho que, nessa nova madrugada, estou quase acordando. Meus olhos ainda doem um pouco, e me dá uma preguiça estranha, mas estou voltando à vida.
Já.
Não esperava que isso acontecesse tão cedo assim!

Blog EntryNovo adendo à Jornada: Quando o Arco-íris vierJun 10, '06 3:34 PM
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A história hoje é longa. Então sentem nesses puffs roxos e vermelhos que estão espalhados pela sala, e curtam a estada!

Quando me despedi de meu primeiro amor, que nunca deu certo, vindo embora para São Paulo, ouvia muito a trilha sonora do filme Armageddon, que era um lançamento. O Cd era de minha prima (que ficou com um tempo com o menino, mas isso é detalhe), e eu trouxe uma cópia em fita k7 prá ouvir aqui. Ainda não existia internet grátis, e eu mal tinha um lugar onde tocar a fita. só fui ter som com cd 2 anos depois, foi a prmeira coisa que comprei com meu dinheiro :)
Fui ouvindo, ouvindo e ouvindo o cd, por muito tempo. Tentava, com meu parco inglês, decifrar o que as músicas diziam, mas mesmo hoje não tenho um listening perfeito.
Há uns 2 anos atrás, comprei o CD original, quando já até tinha esquecido do assunto. Encontrei por acaso, a R$10,00, numa loja de Cds que nunca mais fui. Ouvi esporadicamente desde então.
Agora, coloquei prá ouvir enquanto arrumava o quarto. É um disco bom, e que me traz a sensação de estar em casa, que eu realmente tenho precisado.
Ouvindo, me deu vontade de procurar a letra de uma música que e ainda não consigo pegar completamente de ouvido: When The Rainbow Comes, da Shawn Colvin. Que coisa, não fazia idéia de que ela imaginava do que fala!  Posto ela aqui e ofereco para... Hum... vocês sabem quem né? Claro que é prá você que está lendo!!!! Ba-ka! Olhe para o céu, e veja o mundo por todos os lados! Pense que se vc está cedendo, nós também tivemos que ceder! Compartilhe da minha alegria! Faça um novo dia brilhante!!!!!! Assim é o mundo!

Com amor
Lórien, ou Lúthien, ou Cayra, ou Sakura

C'mon pack your bags
Clear the floor
Let's step out through the open door
Leave a note that says goodbye

And build a new house
Down by the sea
Get to the place we were meant to be
You'll know it when you smile

Up at the window
Search in the sky
Looking for the rainbow
And don't ask why
I wanna see the rainbow come

Hey!
We'll be leaving on all sides, ooooh!
When the rainbow comes
La la la la la la la la
La la la la la la la la
When the rainbow comes

Mr. Postman look and see
If there's a message in your bag for me
Could be a bomb or it could be a letter
It don't matter it can only get better
hey Mr. Postman look and see
If there's a message in your bag for me
You know it's been such a long long time
Since I could laugh at this world of mine

Slippin' and slidin' around in your head
It's be-bop-a-lula then baby you're dead
So c'mon make a bright new day
I need a prayer here
Need a blessing
Cast an eye back as you run
Turn around boy!
See the rainbow come

Hey You'll be leaving on all sides
When the rainbow comes
When the rainbow comes
See the world from all sides
When the rainbow comes
When the rainbow comes
La la la la la la la la
La la la la la la la la
When the rainbow comes

(mais alguém curtiu a citação aos The Carpenters?)


Blog EntryPlanos para o novo larJan 18, '06 5:49 AM
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Acabo de decidir uma coisa para quando eu tiver um lar novamente. Na porta da cozinha - isto é, o primeiro lugar que eu realmente olho ao acordar, já que tenho o hábito (saudável, alguns diriam, viciante, acho eu) de beber água todos os dias assim que levanto, uma pintura feita por mim, e, logo abaixo dela, uma cópia, fofamente emoldurada, de Aurora, dos The Carpenters:

Morning opens quietly
A shadow vision over me
I know you well
Hidden by the window pane
And all my sadness gone charade
Begins to fade
How long it stayed

Patterns of another day
Awaken slowly out of gray
A tolling bell
Rolling down the alleyway
It's calling all my dreams away
My dreams are songs
I play...

E, logo de frente para a entrada do meu quarto, que é a única coisa que eu realmente olho depois que eu chego em casa, haverá um quadrinho semelhante, com a letra de Eventide, tbm dos The Carpenters, e que, complementar a ela, é cantada sobre exatamente o mesmo insturmental:

Lying under barren skies
The light escaping from my eyes
Below the moon
Walking down the avenue
I'm followed by the afterglow
The velvet rose
Of evening grows

Weary to be home again
Among the faces of my friends
The day is done
Candles burning by the sea
Are waiting for me patiently
I wish the same
For you...

Não são a manhã e o entardecer perfeitos? deuses, eu REALMENTE quero sentir isso tudo!
The Carpenters funciona muito bem comigo...

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