Flores Sendo - Blog da Lórien

Lorien's posts with tag: amadurecimento

What are tags? You can give your posts a "tag", which is like a keyword. Tags help you find content which has something in common. You can assign as many tags as you wish to each post.
View posts by people in your network with tag amadurecimento
Blog Entry... o meu (quiroga) está bem complexo ...Apr 17, '08 3:14 PM
for everyone

But true... Veio da câmera escondida na minha casa, com certeza!

A complexidade do panorama não deve assustar você, pois sua alma já foi temperada pelo longo tempo de preocupações e tormentos que finalizou agora. Por isso, aceite a complexidade, pois é neste panorama que a prosperidade desejada acontecerá.


Blog EntryTelemaquia - com um conselho para uma amigaFeb 16, '08 8:47 AM
for everyone
Ia blogar sobre outra coisa. Essa nem era tema de blog. Mas se fez necessário.

Há umas duas semanas atrás, Chronos me contava uma visualização. E eu, empolgada, e meio sem pensar no que dizia, soltei um "como Proteu?". Chronos não conhecia a lenda. Deixei prá ler prá ele depois, da Odisséia, para ele não perder o que dizia.
E quarta à noite me lembrei disso. O primeiro exemplar da Odisséia que veio à minha mão, pois tenho uns três, foi justo a que eu estudei em 2002, cheia de anotações de uma época em que julgaria muito imaginativo aquele que me dissesse que eu ainda ia cultuar os deuses sobre os quais estava lendo.
Achei a citação sobre Proteu muito mais fácil do que imaginava. Achei que ela estivesse depois da parte sobre Circe, e fosse Odisseu quem tivesse se deparado com ele, mas era Menelau quem contava a Telêmaco, ainda na parte incial da Odisseia, a tal Telemaquia do título.
Acontece que o Velho do Mar logo se tornou uma preocupação secundária, uma vez que eu comecei a ler os trechos que eu havia marcado, e minhas observações, tão sucintas, mas tão cheias de significado. E ver minha energia, de quando era seis anos mais jovem do que sou hoje, ainda impregnada naquelas páginas. Foi bem difícil me desgrudar do livro por algum tempo.

Fui lavar a roupa e a louça, agora há pouco, e acabei começando a pensar em algo que lera a pouco. Uma amiga minha havia escrito sobre sua relação com uma determinada divindade. Saber como se aproximar de uma divindade nunca, nunca é fácil, mas se torna ainda mais difícil quando é uma divindade lembrada por poucos, e cuja presença inspira uma veneração muito profunda. E, então, me lembrei de um trecho, que posto aqui. Serve como conselho para ela, e para todos nós, em diferentes situações.

"E eles chegaram a Pilos, a imponente cidade de Neleu.  (...) A tripulação enrizou a vela e enrolou-a, ancorou o navio e desembarcou. Telêmaco também desembarcou, depois Atenéia [ disfarçada como um mortal chamado Mentor], que rompeu o silêncio, dizendo:
-Não deves mostrar-te envergonhado, de modo algum, Telêmaco. Sabes porque fizeste esta viagem: para saber notícias de teu pai (...) Vamos, pois, procurar logo Nestor: vejamos o que ele realmente pensa e sabe a respeito. Deves tu mesmo falar a Nestor, e pedir-lhe para dizer-te toda a verdade. Ele tem muito bons sentimentos para enganar-te.
Telêmaco replicou:
-Como posso ir cumprimentá-lo, Mentor? Não tenho prática de pronunciar discursos corteses. Além disso, um hovem deve se mostrar tímido quando se dirige a um homem idoso,
Encarando-o com seus olhos penetrantes, Atenéia retrucou:
-Pensarás algumas coisas sozinho, Telêmaco, e outras coisas Zeus colocará em teu espírito. Creio que não naceste e foste criado sem as bênçãos do Céu."

Homero, A Odisséia (em forma de Narrativa). 17a. Edição, Ediouro. Canto III.

Blog EntryMais um achado sobre cultura celta...Feb 1, '08 5:16 PM
for everyone
... ou, o que esses deuses querem comigo...

Saudações!

Estava eu indo para o meu emprego atual (sim, eu tenho um emprego apesar de estar procurando outros, pois a minha carga horária lá está baixíssima), que, se eu tivesse de descrever com a metáfora de um arcano maior seria, definitivamente, a Roda da Fortuna, e, saindo da Paulista fui passar pela passarela subterrânea que dá acesso ao ponto de ônibus no meio da Consolação.
Na verdade, estava andando bem avoada. Pensava em várias coisas ao mesmo tempo, e parece que eu havia me decidido a pintar alguma coisa hoje à noite, para ser distribuído para quem estiver no ritual de Briganthia amanhã. E eis que eu vejo um livro: Anam Cara, um livro de sabedoria celta, de Jonh O'Donohue.
Eu ouvi falar desse livro pela primeira vez quando estava no curso de druidismo do Claudio Crow Quintino, deve fazer um ano e meio. E, na época, o procurei, mas estava esgotado. E, de repente, ele me aparece. Demorei uns segundos para me ligar de que realmente tinha visto aquilo, e tinha. Pedi para a vendedora para ver por dentro, pois estava emplasticado: Novinho em folha, apenas com cheiro de guardado, uma etiquetinha indicando que ele foi comprado na Hera Mágica há muito, muito tempo atrás. Pediam 25 reais, eu só tinha 20. Chorei desconto, comprei, e subi para o ponto feliz da vida por mais uma nova aquisição.
Quando cheguei novamente ao ar livre eu parei, e percebi o que tinha acontecido: Em três dias, tinha comprado quatro livros sobre celtas, sabendo que to super apertada de grana. E eles tinham me aparecido por total acaso.
O que os deuses celtas estão querendo de mim? Pois eu, sendo bem sincera, não acredito em coincidências. E justo uns poucos dias antes de Briganthia, o festival com o qual comecei minha primeira roda do ano, festival dedicado a Brighit, a deusa das chamas da forja, da inspiração e da cura? E se meu quatro de paus não era o que eu imaginava que fosse, quem me garante que ele não se refere à celebração de amanhã? Isso me deixa naquela situação gostosa que só conhecem aqueles que já aprenderam a esperar o inesperado, e estar abertos a ele. Se há uma mensagem a ser dada, se há algo que eu possa aprender com o povo do meu marido sem que isso interfira nas minhas próprias crenças, que venha!
Que amanhã o awen flua novamente através de mim, que não deixe de fluir nunca! O despertar de coisas novas esses desejos e essas coisas malucas, são, no fundo, o que eu escolhi para a minha vida. Uma escolha que eu tracei há tanto tempo, e que começou a se concretizar três anos atrás...

Blog Entrysábias palavras de Neil GaimanJan 31, '08 7:20 PM
for everyone
"Quando eu ainda era adolescente (...) resolvi que estava na hora de escrever meu primeiro livro.(...)
Tinha escrito umas cinco páginas do livro quando percebi que não tinha a mínima idéia do que estava fazendo, e parei. (Mais tarde, aprendi que a maior parte dos livros na verdade é escrita por gente que não tem a menor idéia do que está fazendo, mas que mesmo assim acaba de escrever seus livros. Gostaria de saber isso naquela época.)
Anos se passaram. Casei, tive filhos e aprendi a acabar de escrever as coisas que começava."

GAIMAN, Neil. Introdução. In: Os livros da Magia: O Convite. São Paulo: Conrad, 2004.

Por que será que eu me identifiquei com isso? Será que foi pelas histórias fantasiosas da adolescência? Pelas incompletas? Por começar e perceber que não se sabe o que está fazendo? Por deixá-las incompletas por esse motivo? Pelo conjunto?

© 2008 Multiply, Inc.    About · Blog · Terms · Privacy · Corp Info · Contact Us · Help