 | Category: | Movies | | Genre: | Animation |
Se a vingança da Terra chegasse, e ela resolvesse purificar toda a sujeira que a raça humana fez nos últimos séculos, e, ainda assim, alguns humanos restassem, quantas gerações eles iam precisar para se dar conta do que realmente aconteceu?
Nausicaa do Vale dos Ventos (Kaze no Tani no Naushika) é uma animação da minha idade: Foi lançada em 1984 no Japão. Assistí-la, no entanto, não traz aquela impressão de animação velha, tanto pela abordagem temática continuar bastante original, quanto pela qualidade de animação. Até mesmo a questão ambiental que está no pano de fundo parece atual. O diretor é Hayao Miyazaki, conhecido no Brasil atualmente pelo trabalho em "A Viagem de Chihiro" e "O castelo animado", mas é diretor de vários outros longas de qualidade no campo da animação japonesa, como "Meu vizinho Totoro" (que, em algum momento, teve uma versão dublada em português e eu gostaria MUITO de ter isso aqui). Salvo engano, todas as cenas dos filmes mais antigos do Miyazaki, como no caso de Nausicaa, foram pintadas à mão, e animadas através de um método bastante tradicional (eu não conheço muito desses aspectos técnicos de produção, mas lembro de ter lido sobre isso). Nausicaa, a jovem protagonista, é a princesa de um reino de fronteira que não foi tocado pela praga de fungos venenosos que destruiu a maior parte da humanidade. O Vale dos Ventos é assim chamado por causa dos bons ventos que sempre fluem através dele. Sua população vive em paz, plantando e cuidando de sua terra, e sem ressentimentos por tudo o que aconteceu à terra no passado. O rei, pai de Nausicaa, foi contaminado pelos gases venenosos quando voava fora do vale, mas, embora esteja debilitado, ainda governa e é respeitado. Todos seguem os conselhos da vovó, (provavelmente a mãe do rei) uma velhinha cega que acredita que um dia um homem, vestido de azul, caminhando sobre um brilho dourado, depois de ter viajado pelo mundo fará uma descoberta que trará a paz e descobrirá o segredo da floresta envenenada... Ela sabe que simplesmente queimar as plantas que soltam o gás venenoso vai atraír a ira dos Ohmu - os grandes insetos - e foi por ela, pelo pai e por um explorador, que Nausicaa foi educada. Nausicaa é muito atenciosa, atenta à natureza ao seu redor, e entende muito bem o comportamento dos animais, mesmo dos insetos gigantes que vieram com a destruição da terra, e, nos outros reinos, são considerados simplesmente como pragas a serem destruídas. Não é, entretanto, simplesmente boazinha, como a maioria das princesas das nossas histórias. Destemida e aventureira, ela vai descobrir segredos sobre a terra e as razões para o estado em que ela se encontra. Enquanto isso, outras nações duelavam por poder e controle do que se tornou o mundo, sem buscar compreender o significado do que aconteceu, e sem qualquer senso de comunhão umas com as outras. Esses duelos, no entanto, vão atingir o Vale dos Ventos por causa da queda de um avião de uma dessas nações no território do Vale. Falando em aviões, uma das coisas que eu realmente gostei no filme foi uma espécie de asa-delta motorizada super divertida que a Nausica usa em suas aventuras, o Meve. Para aqueles que têm sonhos de vôo, é um verdadeiro sonho de consumo. Eu realmente queria um daqueles :p E o bichinho da Nausicaa, uma mistura de raposa com esquilo é muito fofinho.
Eu não podia deixar de mencionar: O nome Nausica vem da Odisséia. Em Homero, Nausica é uma princesa que, guiada por Palas Athena, ajuda Ulisses quando seu navio naufraga e ele é o único a sobreviver. Em algum momento lembro de ter lido algo sobre a homenagem à princesa da Odisséia no nome dessa personagem, mas isso já tem algum tempo, e não me lembro mais com perfeição. Acho que foi por ocasião do lançamento do mangá de Nausicaa no Brasil pela Conrad - que está na minha lista de desejos desde que saiu, mas eu ainda não tive oportunidade financeira de aquirir.

 ATENÇÃO - Esse treco tem spoilers gravíssimos. Se você ainda não chegou nesse episódio e pretende ver Death Note um dia, pare por aqui.
* * * * * Haviam me dito que a série perdia a graça após a morte do L. Mas eu estou curtindo muito esses episódios finais. Esse episódio em especial foi muito bom. Ainda estou meio chocada com o tanto de coisas que aconteceram nele. Mesmo com o Chronos dizendo desde o episódio 2 que alguém da família do Raito ia morrer, e provavelmente ia ser o pai dele, por causa do Death Note, o tipo de morte que ele teve me impressionou. Em primeiro por ele ter feito o acordo pelos olhos de Shinigami, e, depois, pelo tipo de armadilha no qual eles caíram. Estava óbvio de que ele não devia ter feito aquilo. Ele não é o tipo de pessoa que escreveria um nome no Death note. E, apesar da eterna prisão do Raito pela sombra do L, o Mello foi o único que verdadeiramente conseguiu escapar do Raito. E aquele outro Shinigami, dono do primeiro Death Note que primeiro caiu na terra é tão fraco de caráter em relação aos demais, que me incomodou um pouco.
Enfim, esse episódio me chocou um pouco. Desde que comecei a assistir, foi uma das raríssimas vezes que assisti apenas um episódio, sem pegar outros em sequencia. Acho que preciso de algum tempo para pensar. 
| Category: | Books | | Genre: | Other | | Author: | McCANTS, Glynis |
A numerologia nunca foi uma das áreas do oculto que mais me interessou. Entretanto, por umas e outras razões precisei ir pesquisar um pouco. E, na biblioteca da minha mãe, encontrei esse livro, que é um daqueles que não se deve julgar pela capa, pois é menos superficial do que parece, e acabou superando minhas expectativas. Em geral, os livros da ARX que eu li não são ruins, by the way. É um livro introdutório, bqastante feliz em suas colocações. E, por não colocar as coisas de modo rígido, mas a partir de suas aplicações, aquilo vai aumentando a vontade de saber e de pesquisar. É divertido ficar calculando com nomes e datas de nascimento de pessoas próximas, e vendo os resultados que você obtém. Vou zapeando pelo livro, pois um assunto vai puxando o outro, ao invés de ler linearmente. E, depois de um pouco de leitura estou eufórica pelo tanto que aprendi, e em como desejo compartilhar aquele aprendizado!
Nesse mês tão difícil e pesado, nada melhor do que encontrar alívio e contentamento...
 Este anime tem muito a ver com outro desenho japonês relativamente contemporâneo que eu gosto muito: Bleach. "Dãã, ambos tem shinigamis", diz o otaku apressado. Sim, mas, em definitivo, não é só isso. Para começar, o início bobinho. Os primeiros episódios parecem os primeiros episódios de um shonen anime qualquer. Não teria passado deles se não tivesse indicações muito boas sobre o anime. Mesmo assim, passei alguns meses antes de voltar a me interessar pelo CD com os primeiros treze episódios gravados. Passando dos primeiros episódios, vem o que mais se parece com Bleach: A trama complexa e sempre se transformando. Depois de algumas viradas espetaculares, daquelas que fazem com que a falta de um episódio faça com que você não entenda mais nada, fica uma sensação de que é sempre preciso estar atento, pois quando você menos esperar, o que era deixará de ser... E isso é tão forte em Death Note que, em um dado episódio, acontecem duas grandes viradas em sequencia. Se tivesse de assistir apenas um episódio por vez, com intervalos de uma semana, provavelmente estaria pirando na batatinha agora, como no auge da saga da Soul Society em Bleach. Mas, enquanto Bleach é um anime de aventura/ação, gênero já bastante explorado, Death Note é um anime policial, como poucos que fizeram sucesso no ocidente. O clima é extremamente denso, e a dicotomia bem x mal em questão tem um que de intrigante.
O básico do plot é: Yagami Light é um estudante pré-vestibular brilhante, filho de um chefe de polícia, que encontra o caderno de anotações de um deus da morte, onde este escrevia o nome das pessoas que iria matar. Encontrando-o, ele ganha os poderes deste deus da morte, Ryuk, que passa a acompanhá-lo por toda a parte. Então, Yagami decide criar um mundo mais justo, regido por ele, e começa a matar criminosos e, conforme as notícias de mortes misteriosas entre pessoas ruins se alastram, as pessoas do Japão começam a formar a imagem de um herói justiceiro, Kira (nome que vem de killer, no inglês), que é adorado por uns, e detestado por outros. Do ponto de vista da polícia, no entanto, assassinatos são assassinatos, e devem ser punidos como tal. Entretanto, dada a falta de evidências, apenas uma pessoa parece capaz de solucionar o caso: O misterioso L, cuja identidade é desconhecida, mas que é uma mente brilhante que descobriu anteriormente várias evidências para crimes que vinham sido considerados como perfeitos.
Para quem gosta do gênero, vale à pena dar uma olhada! Estou absolutamente viciada! 
| Category: | Books | | Genre: | Religion & Spirituality | | Author: | Diana Ffarington Hook |
Saudações!
Comprei esse livro, de autoria de Diana Ffarington Hook, da Editora Objetiva, em um sebo. O interessante dele é que ele é composto exclusivamente de orientações e explicações sobre o I, o que eu ainda não tinha conseguido encontrar no mercado editorial atual. Compilando desde as informações mais básicas como as mais avançadas em uma ordem não tão difícil de seguir como os estudos mais pesados como o do Legge e do Willihelm, ele vai esclarecendo as funções de certos elementos na interpretação do I-ching. Eu já tinha lido quase tudo nos livros que tenho aqui (se eu não estou enganada, estou com sete livros que são traduções e/ou interpretações do I-ching). O defeito do erro é que ele tem alguns erros (que são, provavelmente, de tradução e diagramação da versão brasileira) que fazem com que, principalmente, a seção de diagramas fique bastante confusa. Ainda assim, dedicando um pouco de atenção e paciência é um ótimo livro de referência, principalmente, mas não apenas, para os inciantes na leitura do oráculo.
O livro parte do básico dos básicos: O que é o I-ching, como se dá seu uso oracular, como se formaram os oito trigramas pelo Yin e pelo Yang, e vai, progressivamente, entrando nas complexidades sugeridas pelos arranjos dos trigramas e dos hexagramas na ordem do livro, nos arranjos dos céu Anterior e Posterior, e nos mapas do Rio Amarelo e do Rio Lo, mostrando como, nesse antiquíssimo e intrincado livro chinês, tudo está conectado. Dentre os diagramas, o que eu vi que prá mim foi novidade foram um relacionando a astrologia ao I-ching, tanto em termos de trigramas quanto de hexagramas (como eu não entendo de astrologia acaba não sendo muito útil), uma tabela através da qual você pode obter previsões mais precisas, com datas aproximadas de movimentos e eventos da mutação. Fora isso, sempre são úteis as tabelas com arranjos de hexagramas nos quais você pode consultar rapidamente qual é a sequencia de hexagramas nucleares e do céu anterior de cada trigrama, sem precisar carregar três ou quatro livros porque cada um traz uma das informações que você procura. Há ainda, no último apêndice, um pequeno glossário com aqueles termos que todo iniciante não sabe direito o que significa quando aparecem no texto de um hexagrama, descritos bem claramente.
De toda a leitura, o que mais ficou marcado em mim foi a mportância dos dois primeiros e dois últimos hexagramas, representando, nas palavras da autora, "a criação [hex 1], ou recepção [hex 2], ou perfeição [hex 63] ou transição [hex 64]" (p. 86) No fundo, a essência do I-ching está no fato de que esses são os quatro estados possíveis de uma situação. Todos os outros hexagramas, se fizermos as derivações de hexagramas nucleares, chegarão nesses quatro, sendo que o nuclear do 1 e do 2 são eles mesmo, o do 63 é o 64 e o do 64 é o 63, mostrando uma outra grande verdade: O equilíbrio é uma sucessão de desequilíbrios, como disse certa vez o Claudio Crow. Novamente nas palavras da autora: "Quanto mais se lê o I Ching, mais aparece o fato dele mostrar um todo em harmonia, ilustrando como as leis fundamentais e os princípios da vida devem ser aplicados em todas as coisas e ocasiões, desde o funcionamento do corpo humano até como opera o vasto universo."
São essas lições que desejo que fiquem gravadas na minha alma dentre as que conheci, ou reconheci, nesse livro.
     | Mushishi | Apr 17, '06 10:56 AM for everyone |
Juro que pensei que tivesse feito esse review antes. Mas não, só postei a letra da música de abertura, "The Sore Feet Song", que você pode encontrar em algum lugar dos arquivos. Mushishi não é um anime apenas para quem gosta de desenho japonês, muito pelo contrário: O estilo, belo e melancólico, não lembra em quase nada o estilo geral das animações japonesas. Os cenários são, muitas vezes, construídos digitalmente, e sempre têm muito verde, que é misturado com dourado, preto, azul ou banco, dependendo do episódio. O rítmo é lento, e muitos dos episódios são profundamente tristes. Entretanto, outros são esperançosos. A história contada é a de Ginko, um peregrino que caça Mushis, criaturas vivas elementares, que não tem forma corpórea, mas muitas vezes parasitam seres que têm um corpo. Conforme viaja, Ginko vai solucionando problemas que as pessoas têm com os mushis em pequenos vilarejos espalhados pelo Japão. O tempo é indefinível. A história poderia se passar hoje, nos pontos mais remotos e tradicionais do Japão, ou a séculos atrás. Longe de mostrar um sobrenatural explícito e escancarado, como o comum dos desenhos japoneses, o que é mostrado é um sobrenatural triste, belo e profundamente misterioso.
Fica a recomendação!
Saudações!
Lí os dois primeiros volumes de Negima, do Ken Akamatsu, publicados pela JBC. Senti alguma influência de Metanetei Conan (que eu nunca assisti, mas morro de vontade) na medida em que mostra um menininho fofo que tem uma profissão de adulto. É uma mistura dos clichês "jovenzinho - inocente - no - meio - de - um - monte - de - garotas - peitudas" (que o autor já tinha explorado em Love Hina) com o "menininho - que - tem - um - sonho - e - sai - pelo - mundo - para - realizá-lo". É uma obra de fanservice divertido (daqueles que não incomoda), mas não é tão bom quanto Love Hina ou Itsudatte My Santa (uma série de 2 OVAs. Eu só vi o primeiro, mas nunca tinha dado tanta risada com um anime na minha vida!). Acho que é preciso deixar a história progredir um pouco prá ver se se torna interessante ou não.
 "Pessoas do passado, obrigada. A Terra está indo bem. E, de certa forma, eu estou indo bem"
Imagine um tempo onde fazem quase dois séculos em que não há nenhuma guerra. Nesse tempo nenhuma das pessoas que estão vivas viu uma guerra, e as crianças mal sabem o significado dessa palavra, exceto pelos livros de história "acho que guerra era quando um país lutava com o outro", um diria. "Mas não existem mais países há 120 anos, como pode haver guerra?" alguém pergunta. "Não, acho que se um monte de gente lutasse com um outro tanto seria uma guerra". "Mas quantas pessoas seriam um monte de gente?" "Acho que umas mil..." Isso foi possível depois da Terra ter sido afetada pela explosão da estrela Hydrus Beta, que se tornou uma supernova. A luz e o calor provenientes da explosão causou vários desastres na terra, dizimando parte de sua população, o céu se tornou verde, e os cientistas logo descobriram que, cento e noventa anos adiante, uma segunda onda de impacto, com os restos da estrela explodida se chocariam contra a terra, e aquele provavelmente seria o fim do planeta. Foi aí que os homens se uniram por um interesse maior, impedir a destruição total da humanidade. Uchuu no Stellvia conta a história de Shima Katase, que, 189 anos depois da explosão da Hydrus Beta entra na academia espacial da Fundação Stellvia, para aprender pilotagem com o objetivo de ver o céu, não de baixo, mas estando no céu. Todos se preparam para a Grande Missão - Isso é, anular a segunda onda de impacto da explosão estelar, mas, apesar disso, continuam suas vidas normalmente. Partindo do Peru para a base espacial de Stellvia a bordo de um dispositivo anti-gravitacional, já durante a viagem ela encontra aquela que se tornará sua mais inseparável amiga: Arisa (seria algo como Alice para os ocidentais - esse é um nome difícil de lembrar de modo que, fãs de Bleach que eu conheço e nos quais me incluo que assistiram Stellvia costumam chamá-la de "filhinha do Abarai"), uma jovem brincalhona e espirituosa, além de uma pessoa muito importante que, a princípio, elas acham que deve ser "o dono da barraquinha de doces de Stellvia". Shima, apelidada de Shippon por seus colegas de sala, é muito inteligente, mas, em determinados momentos, fica tão nervosa que não consegue fazer nada direito. Assim, o anime que começa com um clima alegre e trivial, vai se aprofundando com o correr dos episódios e o crescimento dos personagens, para se tornar sutilmente psicológico mais adiante, com os personagens estabelecendo relações profundas entre eles, e se expressando mudamente, a partir de olhares e gestos que trocam uns com os outros. A profundidade do anime em nada fica a dever para a de "Sokyuu no Fafner", anime da mesma produtora que foi feito depois de Stellvia. o design do anime é lindo. Tanto em termos de cenários, quanto em termos de naves (mas a computação gráfica assusta um pouco no início até nos acostumarmos a vê-la mesclada ao anime), e em termos de roupas. Quando os cosplayers descobrirem Stellvia nossos eventos certamente terão mais brilho com todos aqueles uniformes fofos e coloridos!
Por fim, atentem para a trilha sonora: Toda a parte musical do anime é maravilhosa, mas especialmente as aberturas e encerramentos maravilhosamente cantados por Angela (que fez também a trilha de Fafner). Na verdade, eu cheguei até Stellvia procurando pela versão lenta de "Asu e no Brilliant Road", que descobri ser a música de abertura do anime. E, certamente, não me arrependo pela descoberta. Stellvia é lindo, e viciante.

As salas ficaram boas. os stands, razoáveis. O lugar do show meio complicado prá alguém com cosplay claro que não quisesse submetê-lo a um tratamento de Candida Bleach quando chegasse em casa, mas dava prá assistir, o lugar do concurso de cosplays, péssimo, o animeke muito bom, mas não perfeito. Muito melhor que ano passado, na média de organização de evento de anime. Eu vou ano que vem, mas eles ainda precisam melhorar.
Os desrespeitados da vez foram os cosplayers e fotógrafos de cosplay. Tá, somos a minoria, mas dizem os rumores que os cosplayers têm dinheiro e gastam no evento, que eles enfeitam a festa, etc.
Na verdade, a Anime Friends é um show, não um evento de anime.
Abraços
Cayra
| Category: | Music | | Genre: | Hard Rock & Metal | | Artist: | Blind Guardian |
Voltando em grande estilo, continuo o review do maravilhoso Cd Nightfall in Middle-Earth:
11. Noldor: Vários trechos marcantes. Aqui, voltamos à Maldição de Mandos. Toda a dor dos elfos dessa família sofrendo seu terrível destino, por ter sangue em suas mãos. imperdível.
12. Time Stand Still (in the iron hill) Melhor ainda: A queda de Fingolfin, quando, após uma batalha perdida, aquele que se tornara o rei dos Noldor, sem vontade de ser "The King of the lost" vai sozinho aos portões de Angband e desafia Morgoth. Na hora em que Morgoth aceita o desafio e sai prá duelar, tanto no livro como na música, dá um medão...
14: The Dark Elf: A única frase dessa pequena música, diz tudo o que pode ser dito. Se refere a Maeglin, filho de Eöl e Maeglin. A figura de Maeglin é explorada melhor na música seguinte, Thorn, que eu não acho que é uma das geniais do CD...
16. The Eldar - Ma-ra-vi-lho-so. A trajetória triste de um elfo que tem certa eternidade, mas que, em certo momento, depois de uma trajetória sente seu fim. Provavelmente, essa música tem relação com o Finrod Felagund
17. Nom, the Wise: Beren lamenta a morte de Finrod, em mais uma musica de meio minutinho. Mas cara, é lindo de arrepiar. Depois vem "When Sorrow Sang", com Lúthien cantando prá Mandos, mas também não é uma das minhas preferidas também.
20. The steadfast: Morgoth fala que é o senhor do destino e Húrin Thalion, pai de Turin, rí. Mas uma música curta significativa, a última delas do cd.
21.A dark Passage: Outra música meio morna. Ainda sobre a sensação de vitória de Morgoth.
22. Final charpter: A história é interrompida nas Nirnaeth. O que fica é um gostinho de quero mais.
| Category: | Music | | Genre: | Hard Rock & Metal | | Artist: | Blind Guardian |
Finalmente tive a oportunidade de escutar esse CD todo. Nossa, é muito bom! é uma adaptação de uma parte do livro O Silmarillion, do Tolkien, que se inicia na queda das Duas Árvores de Valinor, e termina na Quinta Batalha, a Ninareth Arnoediad, tudo isso na Primeira Era de Arda (o Senhor dos Anéis é na Terceira). Eles fazem uma síntese bem legal das 174 Páginas que isso representa (acho que eles deviam fazer uma continuação prá isso, só com a Saga turiniana), e eu vou comentar agora os pontos que eu acho de maior destaque:
2: Into the Storm: A primeira estrofe "Give it to me /I must have it/ Precious treasure/ I deserve it" já lembra o Senhor dos Anéis. Aqui o objeto de desejo não é o Anel Um, mas as Silmarils. A agona de Morgoth perante Ungoliant é muito bem expressa nessa música (e a seguinte é Lammoth, o Grito Ecoante) , por exemplo no seguinte trecho do refrão "Where can I run How can I hide The Silmarils", que dá uma agonia danada! Ungoliant diz "I did my part /Now it's your turn/ And remember/ What you've promised" que é quase o mesmo que ela diz no livro, numa passagem bastante interessante.
4: Nightfall: Cançà o lindÃssima. Dá todo o cenário, os motivos da guerra, numa das cenas mais tensas de todo o Silmarillion: Yavanna pede as Silmarils a Fëanor, pois sem elas não poderia reconstruir as árvores. Enquanto isso, Morgoth está matando o pai de Fëanor e pegando as Silmarils. Daà vêm "The words of a banished king/ "I swear revenge" "
5. The ministrel: Tem algo misterioso nessa pequena canção. Encantador e assustador, mas eu não sei definir o que é!
6. The curse of Fëanor: Expressa plenamente minha revolta perante a figura desse cabeça-oca. Essa música, apesar de não ser em si triste, me faz sentir toda a tristeza do FratricÃdio... "Truth might be changed by victory" é realmente o tipo de frase que eu imagino o EspÃrito-de-Fogo falando, e é o tipo de coisa que me dá raiva nele. Ele não tem ressentimento algum pelo que faz, por mais cruel que seja. E ele pergunta "Tell: was I right or wrong? /When anger breaks through/ I'll leave mercy behind". Perfeita.
8. Blood Tears. Fala de um pequeno episódio, mas bastante interessante. Fingon resgata Maedhros, seu amigo, preso por Morgoth como Prometeu por Zeus (mas essa é outra história). A música é muito sensÃvel.
9. Mirror Mirror: Contagiante. "Mirror Mirror on the wall /True hope lies beyond the coast /You're a damned kind can't you see /That the winds will change" E, além do mais, Gondolin é sempre uma coisa fantástica. Acho que minha alma é meio Gondolindrin. "A leader's task so clearly / To find a path out of the dark", também é uma ótima descrição do Turgon. Mas todas as contradições desse rei estão lá, quando a música diz "Merciless he's poisoning our hearts". The Curse of Fëanor é o motivo de uma estrela dessas aÃ, essa é outro.
Depois eu continuo o Review...
| Category: | Movies | | Genre: | Mystery & Suspense |
Uns anos atrás, eu tinha uma piração (agora estou mais sossegada e de bem com o mundo, já lí bastante Alberto Caieiro...) sobre como nossos sentidos podem ser manipulados e como o que achamos que é pode não ser. Todos podem estar achando que estão vendo algo que na verdade não existe, ou achando que não existe algo porque eles não vêem. Esse é um pensamento labiríntico e ambíguo explorado, de certa forma, nesse filme. Em muitos pontos, eu percebà temas bem semelhantes aos do jogo de RPG Mago: A Ascensão, mas não posso explicar tudo porque não deve ter a mínima graaça ver esse filme conhecendo bem a história. Então, dêem uma conferida :)
| Category: | Movies | | Genre: | Science Fiction & Fantasy |
Finalmente fiz o que tanto queria fazer: Ví Eu: Robo. Até comprei o livro num sebo, para ler, mas não lí antes de ver o filme. Infelizmente não deu tempo. Não sei bem de onde, entretanto, tenho a impressão de que conhecia a história, e acabei adivinhando o final. Eu gosto de filmes de ficção científica. Eles trazem reflexões interessantes sobre a espécie humana. E trazem uma visão de determinada época sobre o futuro. É muito interessante ver como essa visão de futuro mudou, desde a época de séries de ficção como Star Wars, até hoje. Acho que abandonamos as grandes naves e piratas espaciais, e estamos vendo o futuro mais como em Final Fantasy: The Spirits Within, que foi tão detonado pelos fãs, mas que eu adorei: Se nada acontecer em contrário, nos vemos confinados em espaços criados artificialmente onde a vida pode existir enquanto o resto do planeta se tornou insípido. A alma dele nos pede ajuda, e não sabemos o que fazer, estando dominados por interesses de "grandes": grandes políticos e cientistas que trabalham para grandes corporações e acabam causando grandes catástrofes. Mas essa grande questão (tá, a piadinha sobre grandeza já encheu) já foi tratada por Ashimov em sua obra adaptada para os cinemas. O que eu não gostei no filme foi a propaganda descarada de algumas marcas: a primeira cena parece um comercial múltiplo: É ao mesmo tempo ridículo e bastante questionador: Nos lembra que em nosso mundo não temos paz: Estamos sempre fixados em imagens dissonantes trazidas pela mídia, mesmo quando vamos a uma sala fechada e com som alto para nos conectarmos somente em uma determinada imagem. É uma ironia curiosa. E triste, pois, como diria Yves Bonnefoy (num ensaio num livro do Edgar Morrin chamado "a religação dos saberes"), essa saturação de imagens nos torna superficiais, pois não nos dá tempo de nos aprofundarmos em imagens singulares... Sabe, se tivese seguido um clima mais denso, o filme poderia ter sido mais profundo... Que saudades de Minority Report ou Inteligência artificial...
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