Flores Sendo - Blog da Lórien

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Blog EntryCompras estranhas...Jun 11, '08 3:14 PM
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Quarta feira, tradicionalmente compramos nham-nhams no Wall Mart Indianápolis. As melhores promoções da semana (eda região).
Consegui gastar relativamente pouco, e ainda economizei um pouco mais levando um folheto do Pão de Açúcar com uns preços mais baratos. Acabei de chegar em casa e guardar as compras. Mas não é que quando cheguei a banana parecia não estar muito boa, coisa que eu não notei na hora? Acho que me distraí por causa da moça me oferecendo uma amostra grátis de chocolate quando eu estava escolhendo um bom cacho. Tenho que prestar mais atenção.
Prá piorar, quando fui ver, um dos três papayas que eu tinha comprado (o mais madurinho, que eu pensava que ia estar bom prá comer só amanhã) tinha dado uma estouradinha e estava já muito maduro. Semana passada aconteceu algo quase parecido com os abacates.
Me pergunto: Será que eles usam algum tipo de maquiagem nas frutas para só vermos seu real estado quando chegamos em casa...

Pelo menos nada de ruim aconteceu com os ovos...

Saudações!

Há alguns meses eu estou com uma coisa na cabeça, sem saber direito como executar, e um insight da semana passada, junto com os posts recentes da Pietra (sobre amizade na idade antiga) e da Iony (sobre algo que ela lia sobre deusas mães) me deram o feeling de que é tempo de começar.
Eu preciso muito dividir o que estou aprendendo com o livro do Walter Friederich Otto, Os deuses da Grécia. E, por isso, estou fazendo uma coletânea de trechos de um determinado capítulo.
Minha idéia é: Ir postando esses trechos, e, para provocar, colocar perguntas, idéias e opiniões minhas sobre eles. A galera lê, debate, e aprende. Para quem não sabe, eu já fui moderadora de grupos de estudo e leitura presenciais (no projeto Círculos de Leitura, do Instituto Fernand Braudel) e virtuais (eu era uma das pessoas que colaborava num chat semanal de discussão do Silmarillion no site Valinor, há muito tempo atrás, mas acabei deixando de lado quando comecei a namorar com o Chronos, hehehe), o que, hybris à parte, me faz desconfiar que, com participantes tão empolgados quanto eu, o grupo tem como dar um caldo bom.
E aí? Quem topa? O que acham? Alguma modificação à idéia?
Abraços
Lórien

Blog Entry... o meu (quiroga) está bem complexo ...Apr 17, '08 3:14 PM
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But true... Veio da câmera escondida na minha casa, com certeza!

A complexidade do panorama não deve assustar você, pois sua alma já foi temperada pelo longo tempo de preocupações e tormentos que finalizou agora. Por isso, aceite a complexidade, pois é neste panorama que a prosperidade desejada acontecerá.


Blog EntryMêmnonMar 29, '08 7:55 PM
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Contarei a história do embate entre Mêmnon e Aquiles, dois guerreiros de igual dignidade, um dos feitos heróicos da Guerra de Tróia. A chegada de Mêmnon, rei da Etiópia, se deu depois da morte do nobre Heitor, e, por isso, não foi contada por Homero em sua obra.
Quando a gloriosa Tétis, filha de Nereu, soube que Mêmnon chegara, com um exército de milhares de homens, para reforçar a defesa de Tróia, ordenou que seu filho Aquiles fosse imediatamente avisado, e ao rei dos mirmidões foi enviada a seguinte mensagem:
"Nobre guerreiro, acautele-se, pois tens um novo desafio. O jovem filho de Titonus de Tróia e da própria Eos, da prole de Hipérion, reforça as fileiras do exército dos filhos de Príamo. Note que, como tu, ele também foi gerado por mãe divina, apesar da paternidade mortal, sendo reconhecido nas terras que reina como o melhor dentre os guerreiros dessa geração. E, como tu, Mêmnon porta lança e espada, armadura e reluzente escudo, todos forjados por Hefesto, o imortal ferreiro."
Tétis estava apreensiva pelo destino de seu filho, tanto quanto Eos Hemera, a senhora da luz, que seria conhecida por todo o ocidente como Aurora, pois ela não dedicava menos amor aos seus filhos mortais que aos imortais, os ventos e as estrelas. E, tão logo a presença da deusa tornou róseo o céu, o filho dela estava armado e pronto para romper as fileiras dos gregos. Em seu carro, ele atacou o centro do exército inimigo com os melhores homens dele, e esse embate foi desfavorável para o exército grego, que perdeu muitos homens.
Com a noite veio a trégua, e, discutindo sobre o que acontecera, os gregos decidiram que restava apenas uma saída, para evitar que os danos fossem ainda maiores: Um dos mais fortes dentre os capitães deveria desafiar Mêmnon para um combate de um contra um, enquanto outros homens de igual coragem lhe dariam apoio, para garantir que nenhuma deslealdade fosse cometida. No entanto, antes que eles conseguissem executar esse plano, Mêmnon matou Antíloco, filho de Nestor, e este, muito abalado com a morte do filho, dela se lamentou perante Aquiles que decidiu, contrariando os pedidos de cautela da parte de Tétis, resolver o problema com as próprias mãos.
Aquiles se moveu na direção de Mêmnon, e a simples visão de seu carro causava temor nas hostes troianas. Chegando perto do rei dos Etíopes, Aquiles atirou uma pedra no escudo de seu adversário, e o desafiou. As nuvens estavam escuras sob as praias da Ilion sitiada.
No olimpo, os deuses reunidos na corte de Zeus fizeram silêncio ao ver que logo se iniciaria o confronto entre o filho de Tétis e o filho de Eos. Os olhares das duas deusas imploravam a Zeus por misericórdia em relação a seus filhos, mas este, profundamente pensativo, ponderava sobre a situação, decidindo qual dos dois sobreviveria, e qual das duas deusas prantearia primeiro pelo filho morto.
Aquiles lutava em igualdade com Mêmnon, e nenhum deles demonstrava sinal de cansaço ou fraqueza, quase como se aquela batalha fosse entre dois imortais. Um grande círculo de guerreiros de ambos os partidos observava, e todas as hostilidades cessaram, esperando o fim daquela luta.
Quando o destino foi decidido, a vida de Mêmnon se foi sob a espada de Aquiles. E muitos, mortais e imortais, sentiram tristeza pela morte do filho da senhora do amanhecer. Sobre uma poça de sangue, tombou Mêmnon, ao lado de tantos outros guerreiros mortos.
Os combates cessaram, com a retirada dos troianos, e todo o céu parecia mais escuro. Com suas asas brancas, Eos desceu ligeira à terra, e envolveu o corpo de Mêmnon em uma névoa prateada, enquanto os Ventos o levaram para as margens de um rio das proximidades. Alí, Eos tomou o corpo do filho em seus braços e o pranteou, cercada pelas Horas, Plêiades e outras divindades que lhe eram caras, e igualmente expressavam sua dor pela perda do jovem; depois, Memnon foi pranteado e queimado por seus homens, os etíopes.
Alguns dizem que Eos transformou os mais nobres dentre os etíopes em pássaros, que voltam, todos os anos, no aniversário da morte de Mêmnon, ao local onde ele foi pranteado e relembram a morte dele. Outros dizem que quando caminhamos pela grama de manhã bem cedo e ela está molhada, isso acontece porque até hoje Eos continua a prantear seu filho.



Imagem: Eos e Memnon, cerâmica ática, aprox. 480 a.C. Museu do Louvre. Extraída de Wikimedia commons.

Acredita-se que esse tipo de iconografia de Eos segurando o corpo de Memnon tenha inspirado imagens de Maria segurando Jesus Cristo morto.



Recontado por: Lórien

Fontes consultadas: Thomas Bulfinch, O livro de Ouro da Mitologia, ed. Ediouro; Theoi Project

Blog EntryHoróscopo do dia:Mar 22, '08 1:52 PM
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22 março 2008

Quando a alma se concentra em grandes assuntos, é decepcionante ter de atender aos pequenos afazeres cotidianos.

pois é Quiroga, pois é... Esse negócio de proximidade de rituais meche mesmo conosco...

 Porém, você pode encará-los como um sinal de que seria melhor diminuir a velocidade, e por isso não haveria razão para se enfadar.

Heinh? Como? Onde? Por que? Não saquei...

Blog EntryThe Sun is ShiningMar 18, '08 10:44 AM
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Acordei, e uma das primeiras coisas que eu disse foi: "e não é que eu estou me sentindo bem disposta hoje a pesar dos sonhos bizarros?" Eu não tinha visto o Sol. Saí de moletom, levando a blusa de lã do uniforme, que eu estava crente de que ia precisar. Quando saí e o vi, fiquei muito surpresa. Que meu ânimo melhora nos dias ensolarados, não é segredo nenhum. Ter acordado bem, mesmo sem ter notícias do sol, e logo depois ele aparecer, me surpreendeu positivamente :)

Agora que o outono já está mostrando a que veio (e sabendo que mais para o fim da semana o tempo vai emburrar, pois ele sempre emburra na sexta-feira da paixão), nada melhor do que aproveitar ao máximo os dias de sol. Ter que carregar um monte de roupas de frio de volta para casa porque o calor veio repentino é o tipo de peso extra do qual eu definitivamente não reclamo!

Salve Apolo :D


Blog EntryDez de Espadas e a Toca São PauloMar 15, '08 10:16 PM
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Saudações!

Estou para postar isso desde quinta, só agora consegui tempo!
Como eu já expliquei num post láááá atrás, meu contato com o neo paganismo e eu ter conhecido o meu marido foram graças ao conselho branco, um fã-clube de JRR Tolkien, com uma proposta extremamente interessante:  Dentre todos os que formam a Federação Tolkendili Brasileira, é o único que (a) se divide em núcleos regionais, para discussões ao vivo (a Valinor, por exemplo, é principalmente nacional, embora tenha os encontros) e (b) tem uma gestão democrática, com sistema de ouvidoria, e cargos eletivos. Isso fez com que eu me apaixonasse cada vez mais pelo CB, e logo o preferisse a todas as outras associações.
E, assim que comecei a participar dos encontros da Toca, entrei de cabeça: eles estavam começando de um grupo de leitura e discussão, e eu me ofereci para ajudar, uma vez que, na época, eu trabalhava mediando desses grupos. Em pouco tempo a pessoa que tinha proposto o projeto se afastou, e eu me tornei a coordenadora desse grupo por um bom tempo.
Depois, fui coordenadora cultural da sede regional (a tal Toca SP), e diretora nacional de comunicação.
Tendo a oportunidade de ver a coisa um pouco mais por dentro, vamos percebendo que ela não é perfeita como imaginamos, mas, mesmo com as imperfeições, era um local onde eu me sentia em casa, onde eu fiz muitos amigos, e fui muito feliz. Até cerca de um ano e meio atrás, quando eu escolhi me afastar dos encontros nacionais, aparecendo de vez em quando prá matar a saudade dos amigos: Não gostava do jeito que a coisa estava sendo administrada pela pessoa que era a diretora regional. Nunca votei nela, mas, no início, estava muito disposta a colaborar e ajudar (a idéia de oficializar quatro picnics por ano, um a cada estação, por exemplo, foi minha, na primeira  reunião de diretoria logo que ela assumiu). O primeiro mandato dela foi estilo Kassab: mostrou serviço mas fez absurdos. E desde a reeleição, há um ano atrás, tudo está errado: Ela é autoritária, trata mal sócios e pessoas da diretoria quando eles discordam dela, prefere varrer a sujeira prá baixo da porta ao invés de expô-la, etc.
Iniciou-se o ano, veio o período eleitoral. Então, como eu não sou de ficar quieta com situações que me desagradam, me candidatei a um cargo, o que eu achei que poderia cumprir melhor, dada a minha disponibilidade atual. Assim, o que quer que acontecesse, jamais poderia dizer que não havia tentado.
Não passou pela minha cabeça em momento nenhum a situação que se passou daí prá diante: Todos os cargos que tinham concorrentes - e eram só 4 - eram candidatos únicos. E, passados dois dias da campanha eleitoral, ninguém perguntou mais nada, ninguém deu idéias, sugestões, conselhos, nada. Uma chatície. Nunca tinha visto tanta pasmaceira numa eleição da Toca.
Veio a Lua Nova, e tiramos cartas novas. Eu tirei um dez de espadas, e fiquei com um medo imenso do que poderia acontecer. A iconografia tradicional é um cara morto, com dez espadas fincadas no peito dele, e a afirmação mais comum sobre a carta é "você foi derrotado". Deu medo, principalmente porque o Chronos morre de medo das espadas (só no baralho mesmo :p). Mas. no fundo, não fazia o menor sentido para mim no período maravilhoso que estou vivendo. Outras interpretações da carta são: Se fazer de vítima ou se sentir a vítima do mundo,  fazer tempestade num copo d'água, se tornar um mártir, ou, simplesmente, reconhecer que alguma coisa terminou, e não mecher mais, não se preocupar mais, "não chutar cachorro morto", como disse a Pietra, que tirou a mesma carta antes de mim.
O resultado das eleições, para mim, foi a manifestação do dez de espadas. Sim, não ganhei. Ninguém ganhou. Todos os cargos tiveram mais votos reprovando que aprovando os candidatos. Mas quem perdeu mesmo foi o coletivo, o grupo, a Toca São Paulo do Conselho Branco.
Três minutos depois, passou a surpresa, e eu estava, pasmem, internamente muito feliz com o resultado: Tinha livrado minha consiência, ao me oferecer para ajudar, mas, já que não querem a ajuda, posso desencanar do assunto, do CB e da Toca, tornar essa etapa mais uma experiência legal do passado, e curtir coisas novas! O tempo que eu ia usar com a administração da Toca, posso usar pintando, fazendo aula de dança do ventre, escrevendo, estudando sobre o que eu quiser! Posso usar sendo eu mesma, sem máscaras sem politicagem adolescente, indo e voltando com liberdade. De repente, estava tomada de um sentimento delicioso! No fim tem coisas que só O Eremita faz por você, pois se eu estivesse com os Enamorados teria desabado de chorar, se estivesse com a Temperança teria saido apontando dedos como fiz da outra vez, se estivesse com A Força ia controlar a raiva, mas ela não ia deixar de existir.
Mas eu saí limpíssima. Roseamente purificada (pq a minha cor é o rosa, não o branco :p) Com um peso a menos nas costas, e mais preparada para viver o presente. e é raro eu reconhecer o valor positivo de coisas como essas tão rapidamente.  Perceber que tava encarando numa boa me fez sentir mais forte ainda!
É, as espadas só são ruins se não sabemos ver. Se cartas em geral positivas, ou pelo menos calmas, como Os Enamorados, A Temperança, e O Mundo podem às vezes vir em suas faces enlouquecedoras, por que isso não aconteceria ao inverso? E por que não aconteceria também nos menores?

As espadas são o ar em movimento. E o ar muda nossas mentes. Eu precisava desses ventos da mudança!

Abraços a todos!
Lórien

Blog EntryUm pouco sobre música e espiritualidadeFeb 28, '08 7:15 PM
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Eu e o Chronos temos ouvido muitas músicas com temáticas voltadas para espiritualidades politeístas nos últimos tempos: Além do Ragalaz´Runedance, que eu já comentei vááárias vezes, estamos ouvindo bastante Omnia e Faunn. Mas nem sempre é em músicas feitas para falar sobre experiências espirituais que encontramos reflexos de nossas experiências mais íntimas.
Voltei a ouvir essa música, que deve ser de dez anos atras, e, devo dizer, agora ela faz um sentido completamente diferente para mim...

La Bela Luna
(Paralamas do Sucesso)

Por mais que eu pense
Que eu sinta, que eu fale
Tem sempre alguma coisa por dizer
Por mais que o mundo dê voltas
Em torno do sol, vem a lua me enlouquecer

A noite passada
Você veio me ver
A noite passada
Eu sonhei com você

Ó lua de cosmo
No céu estampada
Permita que eu possa adormecer
Quem sabe, de novo nessa madrugada
Ela resolva aparecer

A noite passada
Você veio me ver
A noite passada
Eu sonhei com você...

Blog EntryTelemaquia - com um conselho para uma amigaFeb 16, '08 8:47 AM
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Ia blogar sobre outra coisa. Essa nem era tema de blog. Mas se fez necessário.

Há umas duas semanas atrás, Chronos me contava uma visualização. E eu, empolgada, e meio sem pensar no que dizia, soltei um "como Proteu?". Chronos não conhecia a lenda. Deixei prá ler prá ele depois, da Odisséia, para ele não perder o que dizia.
E quarta à noite me lembrei disso. O primeiro exemplar da Odisséia que veio à minha mão, pois tenho uns três, foi justo a que eu estudei em 2002, cheia de anotações de uma época em que julgaria muito imaginativo aquele que me dissesse que eu ainda ia cultuar os deuses sobre os quais estava lendo.
Achei a citação sobre Proteu muito mais fácil do que imaginava. Achei que ela estivesse depois da parte sobre Circe, e fosse Odisseu quem tivesse se deparado com ele, mas era Menelau quem contava a Telêmaco, ainda na parte incial da Odisseia, a tal Telemaquia do título.
Acontece que o Velho do Mar logo se tornou uma preocupação secundária, uma vez que eu comecei a ler os trechos que eu havia marcado, e minhas observações, tão sucintas, mas tão cheias de significado. E ver minha energia, de quando era seis anos mais jovem do que sou hoje, ainda impregnada naquelas páginas. Foi bem difícil me desgrudar do livro por algum tempo.

Fui lavar a roupa e a louça, agora há pouco, e acabei começando a pensar em algo que lera a pouco. Uma amiga minha havia escrito sobre sua relação com uma determinada divindade. Saber como se aproximar de uma divindade nunca, nunca é fácil, mas se torna ainda mais difícil quando é uma divindade lembrada por poucos, e cuja presença inspira uma veneração muito profunda. E, então, me lembrei de um trecho, que posto aqui. Serve como conselho para ela, e para todos nós, em diferentes situações.

"E eles chegaram a Pilos, a imponente cidade de Neleu.  (...) A tripulação enrizou a vela e enrolou-a, ancorou o navio e desembarcou. Telêmaco também desembarcou, depois Atenéia [ disfarçada como um mortal chamado Mentor], que rompeu o silêncio, dizendo:
-Não deves mostrar-te envergonhado, de modo algum, Telêmaco. Sabes porque fizeste esta viagem: para saber notícias de teu pai (...) Vamos, pois, procurar logo Nestor: vejamos o que ele realmente pensa e sabe a respeito. Deves tu mesmo falar a Nestor, e pedir-lhe para dizer-te toda a verdade. Ele tem muito bons sentimentos para enganar-te.
Telêmaco replicou:
-Como posso ir cumprimentá-lo, Mentor? Não tenho prática de pronunciar discursos corteses. Além disso, um hovem deve se mostrar tímido quando se dirige a um homem idoso,
Encarando-o com seus olhos penetrantes, Atenéia retrucou:
-Pensarás algumas coisas sozinho, Telêmaco, e outras coisas Zeus colocará em teu espírito. Creio que não naceste e foste criado sem as bênçãos do Céu."

Homero, A Odisséia (em forma de Narrativa). 17a. Edição, Ediouro. Canto III.

Blog EntryQuiroga para FevereiroFeb 4, '08 7:49 AM
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Saudações!

Ao invés de ficar postando toda a vez que eu quiser comentar algo que o Quiroga escreve no horóscopo, coloco mensalmente, e vou dando replys. Esse é o post para esse fevereiro que começou bizarro

Horóscopo Mensal:

Ainda há muita vida para ser vivida e desfrutada ao máximo, você não precisa gastar nem um pouco de sua preciosa energia emocional duvidando disto. Muitos mortos e magoados ficaram para trás, sua alma também saiu ferida das batalhas, mas lá no fundo a certeza de a vida valer a pena continua intacta. Esta é sua força, esta é sua luz, nutra-a com carinho.

Para Hoje:
Há pessoas que contribuem ativamente para alimentar o turbilhão de emoções que tomou conta de sua vida interior. Porém, há outras que facilitam o esclarecimento e ajudam você a recuperar a calma. Escolha seus relacionamentos.

Tenho precisado refletir muito sobre essa coisa de quem está realmente ajudando. Em um momento como esse, em que tudo anda tão incerto, me manter calma está sendo muito difícil. Eu posso perder muito do que conquistei, ou tudo pode estar melhor do que está hoje em poucos dias. Eta Roda da Fortuna porreta. E tudo o que essas pessoas que me ajudam têm dito é: Tenha calma e fé. Suas preces foram ouvidas, apesar de ainda não terem dado nenhum resultado visível.

Blog EntryHow addicted to blogging are you?Feb 2, '08 10:36 AM
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Blog EntryMais um achado sobre cultura celta...Feb 1, '08 5:16 PM
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... ou, o que esses deuses querem comigo...

Saudações!

Estava eu indo para o meu emprego atual (sim, eu tenho um emprego apesar de estar procurando outros, pois a minha carga horária lá está baixíssima), que, se eu tivesse de descrever com a metáfora de um arcano maior seria, definitivamente, a Roda da Fortuna, e, saindo da Paulista fui passar pela passarela subterrânea que dá acesso ao ponto de ônibus no meio da Consolação.
Na verdade, estava andando bem avoada. Pensava em várias coisas ao mesmo tempo, e parece que eu havia me decidido a pintar alguma coisa hoje à noite, para ser distribuído para quem estiver no ritual de Briganthia amanhã. E eis que eu vejo um livro: Anam Cara, um livro de sabedoria celta, de Jonh O'Donohue.
Eu ouvi falar desse livro pela primeira vez quando estava no curso de druidismo do Claudio Crow Quintino, deve fazer um ano e meio. E, na época, o procurei, mas estava esgotado. E, de repente, ele me aparece. Demorei uns segundos para me ligar de que realmente tinha visto aquilo, e tinha. Pedi para a vendedora para ver por dentro, pois estava emplasticado: Novinho em folha, apenas com cheiro de guardado, uma etiquetinha indicando que ele foi comprado na Hera Mágica há muito, muito tempo atrás. Pediam 25 reais, eu só tinha 20. Chorei desconto, comprei, e subi para o ponto feliz da vida por mais uma nova aquisição.
Quando cheguei novamente ao ar livre eu parei, e percebi o que tinha acontecido: Em três dias, tinha comprado quatro livros sobre celtas, sabendo que to super apertada de grana. E eles tinham me aparecido por total acaso.
O que os deuses celtas estão querendo de mim? Pois eu, sendo bem sincera, não acredito em coincidências. E justo uns poucos dias antes de Briganthia, o festival com o qual comecei minha primeira roda do ano, festival dedicado a Brighit, a deusa das chamas da forja, da inspiração e da cura? E se meu quatro de paus não era o que eu imaginava que fosse, quem me garante que ele não se refere à celebração de amanhã? Isso me deixa naquela situação gostosa que só conhecem aqueles que já aprenderam a esperar o inesperado, e estar abertos a ele. Se há uma mensagem a ser dada, se há algo que eu possa aprender com o povo do meu marido sem que isso interfira nas minhas próprias crenças, que venha!
Que amanhã o awen flua novamente através de mim, que não deixe de fluir nunca! O despertar de coisas novas esses desejos e essas coisas malucas, são, no fundo, o que eu escolhi para a minha vida. Uma escolha que eu tracei há tanto tempo, e que começou a se concretizar três anos atrás...

Blog Entrysábias palavras de Neil GaimanJan 31, '08 7:20 PM
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"Quando eu ainda era adolescente (...) resolvi que estava na hora de escrever meu primeiro livro.(...)
Tinha escrito umas cinco páginas do livro quando percebi que não tinha a mínima idéia do que estava fazendo, e parei. (Mais tarde, aprendi que a maior parte dos livros na verdade é escrita por gente que não tem a menor idéia do que está fazendo, mas que mesmo assim acaba de escrever seus livros. Gostaria de saber isso naquela época.)
Anos se passaram. Casei, tive filhos e aprendi a acabar de escrever as coisas que começava."

GAIMAN, Neil. Introdução. In: Os livros da Magia: O Convite. São Paulo: Conrad, 2004.

Por que será que eu me identifiquei com isso? Será que foi pelas histórias fantasiosas da adolescência? Pelas incompletas? Por começar e perceber que não se sabe o que está fazendo? Por deixá-las incompletas por esse motivo? Pelo conjunto?

Blog EntryNovas aquisições sobre druidismoJan 30, '08 6:48 PM
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30 de Janeiro, 9:25 am. Lórien mais de meia hora adiantada para entrevista na Av. Paulista. A primeira coisa que vejo ao sair do metrô: Banca de jornal. A primeira coisa que vejo na banca, no expositor da frente: Pequenas revistas, bem baratinhas, com receitas. Dou uma olhada, para ver se alguma delas me servia. Acho uma legal, de receitas com gelatina. (aliás, decidi fazer um doce de lá para Briganthia, mas isso já é muito off-topic). Dei uma volta na banca inteira, e, quando vou pagar,  vejo em um expositor, que estivera na minha frente o tempo todo, mas para o qual eu não tinha olhado, e nele tinha, (pasmem!) todos os livros da editora Hi-Brasil para vender.
A editora Hi-Brasil foi fundada por alguns apaixonados por cultura celta extremamente respeitáveis, gente que trabalha bem nessa área. Mas, infelizmente, faliu já há algum tempo. Eles conseguiram publicar quatro livros: O Livro da Mitologia Celta, do Claudio Crow Quintino, Xamanismo Celta, do J. Mattews, O Ritual e  Princípios do Druidismo, da Emma Restall-Orr. Eu só tinha o primeiro. O Xamanismo Celta eu nunca sequer tinha visto! Perguntei o preço: 15,00 cada. O Chronos ia ter um treco quando soubesse. Paguei a minha revistinha de receitas, pedi para reservar os três, e liguei para o Chronos, no caminho para a entrevista.
Gastei um dinheiro que não podia ter gasto, mas não é sempre que você acha por acaso um lugar que vende livros bons de uma editora que já fechou por um preço tão modesto.
Mais três livros para a biblioteca da Lórien.
E uma Lórien mais feliz.
Os deuses tornam nossas vidas realmente imprevisíveis!


PS:Eles disseram que têm mais cópias desses livros lá. Se alguém quiser, é na Av. Paulista, 542, e o telefone deles é (11)3266-6802.

Blog EntryPlease Mr. PostmanJan 22, '08 5:25 PM
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Há alguns meses esperava por uma determinada correspondência. Era uma carta importante, que eu sabia que, mais dia, menos dia, ia chegar. E ela chegou, carta registrada, semana passada. Quando o carteiro tocou a campainha, no entanto, nem pensei que pudesse ser ela. E, quando vi o remetente, soube que era a carta que eu esperava. Eu não sabia se ria, se chorava, que divindade deveria agradecer primeiro, se eu dava um abraço no carteiro... preferi me conter a abrir a carta primeiro.
Ela não trazia exatamente o conteúdo que eu esperava, mas ainda assim eram notícias valorosas. No dia seguinte, quando vi um carteiro ao longe, abri aquele sorriso. E não pude me conter de cantar a velha canção, que me é tão cara, na qual uma moça espera notícias de seu namorado que está tão longe (e eu nunca consegui imaginar outro lugar onde ele pudesse estar senão a Guerra do Vietnã). Canção criada por um grupo que ninguém conhece hoje em dia, reinterpretada pelos Beatles e pelos Carpenters.
E, depois desse dia, tenho visto tantos carteiros...Toda vez que saio encontro pelo menos um. Ao sair dessa tarde foram três, entre a minha casa e o ponto onde deveria pegar ônibus, fora o que eu já tinha visto de manhã. E não é simplesmente uma questão de entregas de cartas: Vejo carteiros vindo entregar sedex e outras encomendas, quer de manhã, quer de tarde. Até carteiro correndo prá pegar ônibus eu andei vendo.
O primeiro dos que ví à tarde foi logo após ter dito o nome de Hermes, o mensageiro dos deuses. E, de alguma forma, ligo a proliferação de carteiros no meu bairro à presença dele. Ligo essa boa nova, que me chegou depois de meses de espera, com uma das últimas conversas que tive com ele, com todas as preces de agradecimento, com todas as oferendas e libações que já lhe fiz. Hermes é um deus que eu tenho em alta conta. Que tenho admirado há muito tempo. É um deus que gosta de rir da nossa cara de vez em quando, e atrasar as coisas quando esquecemos dele um pouco, mas que sempre me traz muitos desafios, muito aprendizado, e muitos pequenos e grandes milagres.
Hoje não pude deixar de saudá-lo. Ele se fez presente no múndo físico, assim como Apolo se fez presente no mundo onírico... Estou extremamente feliz, e esperançosa.

Blog EntryA Força - TraduçãoJan 13, '08 3:20 PM
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Saudações!

Estou devendo traduzir esse texto desde que tirei pela primeira vez a carta como carta de lunação. Eu acho algumas coisas no texto muito extremistas, mas ele dá uma visão diferente e interessante sobre o que pode significar a carta. Em muitos momentos, o texto se refere à imagem que está junto dele. Minha tradução não está perfeita. O texto original foi traduzido de: http://www.wheelofchange.com/Strength_Text.html

Aí  vai. Espero que gostem

Abraços

Lórien

A Força
Dirigindo o Leão

 

 

A Força representa a menarca e a nova jornada da mulher da adolescência à maternidade. Ela está ganhando vitalidade, evidenciada em sua nova e poderosa força vital e na habilidade da menina-moça de criar uma nova vida a partir de seu corpo.

Em nossa cultura as meninas parecem perder sua visão interior e sua força nesse ponto de suas vidas. Elas têm dificuldade em aceitar seu novo poder criativo, e se encontram no meio de escolhas terríveis com pouca auto-confiança.

Por vivermos em uma sociedade patriarcal e hierárquica, as meninas reconhecem de modo inato que quando elas entram na adolescência suas vidas serão diferentes das dos meninos com as quais elas cresceram. Eles vão encontrar desafios e medos que são de difícil compreensão para jovens homens. Na Força vemos a imagem do poder, alegria, beleza e orgulho que a jovem mulher deveria sentir quando começa a menstruar. Nesse momento importante nas vidas femininas, elas dão um passo adiante com o poder de crescimento vital dentro delas e contêm o futuro de toda a humanidade nos ciclos sagrados delas.

A mulher forte e bela da carta da Força utiliza um leão como montaria, segurando uma bandeira que proclama sua fonte de poder. Ela está nua porque sente orgulho de seu corpo feminilizado; está completamente confiante no mundo do jeito que ela é. Não sente necessidade de ocultar seu poder sob alguma veste, nem de interpretar algum papel vestindo alguma roupa em particular. As espirais pintadas em seu corpo falam da natureza cíclica de toda a vida e dão uma expressão ao próprio ciclo menstrual dela. Ela usa um rosário de âmbar que proclama sua relação com o sol, já que ela é como o sol nascente, tanto em seu poder recém-descoberto, quanto no calor de sua paixão. A antiga palavra para âmbar era ‘electrum’, de onde deriva eletricidade, porque esfregar âmbar produz uma carga estática.

A cobra sobe pela perna da mulher, e ela não tem medo, ao contrário, reconhece a cobra como aliada do poder feminino. A serpente sempre foi uma representação da Deusa porque ela troca sua velha pele e está constantemente renascendo. Os antigos acreditavam que a cobra era imortal e que quando trocava de pele sua vida era renovada e recomeçava. A pele velha de uma cobra era como a pele enrugada e seca pela idade, e quando a cobra deixava sua pele ela estava deixando a morte para trás. Como a adolescente que está iniciando sua vida como pessoa independente, a cobra tem a habilidade de renovar seu poder e recomeçar. As serpentes sempre estiveram ligadas ao sangue vital e renovador da menstruação, que se renovava como a pele da cobra. Dizia-se que as mulheres começavam a menstruar depois de copular com uma grande serpente. A cobra abria a jovem mulher e tornava sua vida fértil, permitindo ao espírito criativo da Deusa penetrar nela.

O leão é um símbolo de força e do poder de um rei. A leoa é a caçadora e a rainha do grupo de leões e é ela quem sustenta a família, fornecendo comida tanto para o companheiro quanto para seus filhos. O leão representa o poder do sol brilhante por causa de sua cor dourada e de sua coragem intensa. A jovem mulher da carta da Força começa o período solar – ou o meio-dia - de sua vida, quando ela controlará seu destino e fará as próprias escolhas. O leão é também um símbolo de paixão e instintos animais, e a alegria da nova sexualidade que a mulher descobrirá. Essa leoa persegue o rabo do leão macho que vem antes dela, representando o poder da mulher de conseguir o que deseja, tanto no aspecto sexual, quanto no material.  A leoa corre para simbolizar a força de mudanças rápidas  da adolescência.

O leão era um atributo da deusa frígia Ciblee, similar à grega Afrodite, a deusa associada à sexualidade. O outro animal representativo de Cibele era a abelha rainha que, como a leoa, era a provedora da família. Como a abelha rainha, Cibele era uma deusa independente que não precisa do homem para fornecer alimento para ela ou definir-lhe o papel. A sexualidade é uma parte do poder dela, e todo dela, a e ela distribui seus favores apenas sob sua própria iniciativa. As adolescentes de hoje – que precisam se definir em relação ao cenário de cultura patriarcal – têm dificuldades de ser independentes como a deusa Cibele, e são forçadas a dar seus corpos por comida, alimento, ou mesmo para salvarem suas vidas. A carta da Força é tanto uma lembrança do verdadeiro papel e poder da mulher e um chamado à nossa sociedade para respeitar, honrar e apoiar as jovens mulheres que tentam, contra a maré, manter o seu poder sexual.

Sobre a cabeça da jovem mulher estão as abelhas representando a deusa Cibele. Elas formam o oito que é o símbolo do infinito sobre ela, pois, em seu círculo sem fim, essa forma representa a eternidade. Mas o símbolo do infinito, com seus dois círculos unidos – um se movendo no sentido horário (deosil) e outro no sentido anti-horário (widdershins) – simboliza mais que isso. O movimento em sentido horário do sol do amanhecer ao anoitecer simboliza a força masculina, enquanto o movimento menos óbvio da Lua através de várias noites que parece ocorrer no sentido anti-horário representa a energia feminina.  Assim, esse símbolo representa a relação entre opostos e a relação entre homens e mulheres. É um símbolo do dualismo do mundo, e ainda mostra que essas coisas separadas estão unidas na eternidade e são dependentes umas das outras.

A abelha em si é um símbolo poderoso do poder feminino. A sociedade das abelhas é toda feminina onde os machos só são úteis momentaneamente para fertilizar os ovos da rainha e onde todas as operárias são irmãs. A abelha representa a doçura da vida, pois ela produz mel, que é simbólico do doce fruto da sexualidade. As antigas sacerdotisas da deusa abelha eram chamadas Melissae (Melissa é o termo grego para mel de abelhas), serviam à deusa em sua forma de ninfa (ou forma sexual) e os homens que cultuavam a deusa Abelha se castravam para servi-la propriamente.

A abelha também é um símbolo da primavera, e era associada com a flor do tojo (um arbusto de flores amarelas, uma variedade de giesta) que dão um tom amarelo brilhante a regiões de colinas em toda a região do Mediterrâneo assim que a luz do sol aumenta. As abelhas começam suas jornadas para fora das colméias com o intuito de juntar pólen assim que elas aparecem. Tanto a cor solar amarela das flores quanto a primavera em que elas surgem estão relacionados ao período da adolescência em que florescem as características femininas.  A giesta está ligada à letra 'O', a vogal que representa a Segunda parte da deusa de cinco partes (veja o cinco de espadas para mais informações sobre isso) e está conectada com a menarca. A letra ‘O’ representa o útero da mulher que ainda não foi aberto pelo parto.

A mulher da carta segura uma bandeira hasteada; como uma varinha, ela é símbolo de realizações e poder. De fato, ela porta duas bandeiras: A dourada bandeira solar e a bandeira branca da lua. Como ela é uma mulher, a bandeira da lunar esta acima da bandeira solar. Isso simboliza sua conexão íntima com o ciclo da lua, como evidenciado pela mestruação mensal (a palavra vem do latim, no qual a palavra para mês é mensis). O ciclo completo da lua é mostrado na própria bandeira de quatro fases. Esses quatro ícones, mais o ícone do sol completam cinco emblemas nas bandeiras, simbolizando a natureza quíntupla da vida feminina.

A estrada é um símbolo da jornada da vida e o caminho adiante simboliza a o portal para a maternidade, o próximo marcador no caminho da vida dessa mulher. O lago simboliza a água da vida e o útero fértil. A montanha simboliza os desafios da vida e os objetivos distantes. Há uma outra referência a Cibele, que era uma deusa de montanha e a rainha do Monte Ida na Frigia. O fogo na colina no fundo simboliza os fogos do meio do verão e representa o movimento da primavera para o verão que a carta da Força personifica. O fogo também representa a paixão ardente da adolescência, ir em direção ao mundo deixando a infância para trás.

 Quando essa carta surge em sua leitura, preste atenção ao que você tem paixão e use essa paixão para avançar em sua vida. É uma carta de uma imensa coragem, vitalidade e poder de alcançar tudo o que puder imaginar. O poder que você tem não é um poder sobre os outros, mas um poder interno, uma força que você tem que é realmente sua. Você não precisa usar essa força interior para fazer com que os outros façam o que você deseja, mas se a usar com calma, através do exemplo muitos outros podem conhecer esta força poderosa.

Essa é também uma carta de iniciação; assim como a nova mulher é iniciada no ser mulher quando sua menstruação desce, você é iniciada em algo novo e especial quando esta carta aparece em sua leitura. É um bom momento para começar algo novo e algo que você ame e pelo que tenha paixão. Como os arbustos floridos de que falamos antes, você também vai se tornar algo brilhante e amável.

É um momento especial para o amor e a sexualidade e para paixões que venham de qualquer coisa realmente comovente. Você está saindo do controle dos outros e pode tomar suas próprias decisões. Essa é uma carta de liberdade e poder feminino, e por isso uma carta particularmente poderosa para mulheres. Se você tem deixado que outros decidam por você, é um bom momento para tomar para si esse poder, e, como a mulher da Força – dirija o leão!


Blog EntryPanteões diferentes convivendo juntos?Jan 10, '08 11:04 AM
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Saudações!

Um post da Inês causou polêmica sobre a mistura de deuses de panteões diferentes. Eu já resvalei na minha opinião sobre o assunto neste e neste (também polêmico) escrito, mas nunca cheguei a dar uma opinião mais direcionada e profunda. Então, aí vai:

Em princípio, eu não aprendi nada com ninguém que siga, ou tenha seguido, o mesmo caminho que o meu. Li sobre o meu caminho, mas o aprendizado prático e/ou de convívio físico, foi todo com pessoas que seguem caminhos diferentes, e eu agradeço muito essas pessoas,e honro o jeito que fui, intencionalmente ou não, ensinada (pois a maioria dos que nos ensinam não têm a meta explícita de nos ensinar; eles estão vivendo a vida deles, e acabamos aprendendo com seus exemplos). Isso por sí só seria motivo para mim honrar, pelo menos, os quatro festivais celtas.
E, bem... Eu sou casada com outro neopagão, mas que não segue a mesma linha que eu. O Chronos pratica o druidismo, e eu cultuo os deuses da Grécia. É impossível para mim ignorar a existência do altar dele como a pimeira coisa que olhamos quando acordamos de manhã, assim como é impossível para ele que o meu altar para Héstia não seja a primeira coisa que ele olhe ao chegar em casa.
Há quem diga, mesmo entre praticantes extremamente sérios e conceituados do druidismo que é possível praticar o druidismo honrando deuses de outros panteões. Mas essa NÃO é a minha opinião. Eu já estudei um pouco de druidismo (nem metade do que eu gostaria), mas nunca vai ser o meu caminho. Não funciona assim comigo, apesar de eu usar muitas influências do druidismo nas minhas práticas.
Isso porque os meus deuses têm outras demandas. Meu conceito de ritual é muito mais solene, exige preparações e práticas que não necessáriamente são necessárias no druidismo. Ao mesmo tempo tem coisas importantes lá que não são importantes para mim. Então uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
No entanto, isso continua não impedindo em nada que eu celebre com o Chronos e outras pessoas que conheço que seguem o druidismo, nem que o Chronos ou quem quer que seja celebre os meus deuses comigo, mesmo se guiando por panteões diferentes. Inclusive, dependendo do caso, dentro de uma mesma celebração.
Só é importante distinguir uma coisa da outra. Perante os celtas, ou os nórdicos, ou os deuses afro-brasileiros (nunca assisti um ritual a eles, mas morro de vontade!), eu sempre me sentirei uma estrangeira, e me portarei como minha cultura diz que um estrangeiro deve portar-se: Respeitando os costumes de quem hospeda, sem jamais desprezar a hospitalidade, mas também sem trair meus preceitos.
Se para mim realizar um ritual exige preparações de purificação, não iria para qualquer ritual sem preparo, mesmo que para a religião "do outro" isso não seja necessário porque (como alguém disse em um reply a um dos posts que mencionei lá em cima) para ela tudo é rito. Para mim os deuses estão em todos os momentos de nossas vidas, e em todos eles lhes glorifico, mas existem momentos mais especiais, que são as celebrações, e  essas festas para os deuses  exigem cuidados muito especiais. Se eu não me apresentaria suja em uma festa dedicada aos deuses a que honro, não seria um desrespeito fazer isso perante os deuses honrados pelos meus amigos?
Sempre ao ir a algum ritual de outra cultura, me purifico como se fosse honrar aos meus próprios deuses, e, antes de sair, faço uma prece, avisando que estarei como estrangeira em terras de amigos (e nada mais familiar aos gregos que viajar, que ser estrangeiro e receber o estrangeiro - aliás, muitos de nossos deuses não são, em origem gregos, mas foram trazidos para o que se chama de Grécia Antiga, e assimilados e adaptados por essas populações), e reafirmo que não estou abandonando nada por estar ali. Desde que peguei esse jeito de me comportar, nunca mais tive problemas com o temido (e pesadíssimo) choque de egrégora, e conhecer o estrangeiro só me ajudou e acrescentou.
Quando celebramos de modo misto, seguimos tudo o que é necessário em ambos os modos de celebrar: Eu faço libações e oferendas como meu costume, e o Chronos, que é quem em geral celebra comigo de modo misto, conduz as preces necessárias pelo costume dele. E vamos indo bem assim, sem perder em profundidade, e sem se desrespeitar.

Uma coisa que gosto de lembrar sobre esse assunto é que, para muitos dos modos de se cultuar os deuses da Grécia, mesmo deuses do nosso panteão são inconciliáveis. Já lí várias vezes pela Internet que se deve cultuar apenas os deuses do Olimpo, e que esse negócio de mecher com Titãs ou divindades pré-olímpicas no geral não dá certo, pois "as cargas deles são muito pesadas para que os humanos suportem", e coisas assim. Nem sempre tão nitidamente, mas eu mesma tenho separado: Ou faço um ritual aos olímpicos, ou celebro os titãs e os espíritos da natureza. Mas ainda estou estudando mais, para resolver esse problema na minha mente, pois ainda não sei se preciso, ou não, seguir essa ortodoxia. E mesmo para quem cultua só um panteão, tem aqueles deuses que vemos todo dia, outros em ocasiões especiais...
Vejo tantos problemas em pessoas que misturam panteões quanto os que vejo naquelas que não se informam sobre as individualidades de cada deus, mesmo que cultuando dentro de um único panteão, ou se contentam com informações superficiais. Nada contra alguém que cultue deuses de mais de um panteão, respeitando as particularidades de cada deus e sabendo separar as coisas quando a separação é necessária.

E, se assim não fosse, que direito teríamos de cultuar deuses que não são de nossas terras, sendo que todas as "mitologias" eram geograficamente localizadas? Assim, acho que precisamos tentar não tomar posturas radicais contrárias a determinadas práticas, sem checar a possibilidade de aprofundar nelas antes. O que deve ser criticado, e combatido, e lembrado como exemplo para não fazer, é a superficialidade e o desleixo de certas práticas, o desrespeito às particularidades de cada deus e de cada cultura, e a prática de coisas sérias como se fossem brincadeiras, sem o preparo e o estudo necessário. Como disse o Chronos ontem, "nesse ramo, pior que o mal intencionado só o mal informado".

Blog EntryCarta para JRR TolkienJan 3, '08 2:00 PM
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Querido "São" Tolkien:

Lembra-se daquele ano em que mandei uma carta nessa mesma data? Pensei em fazer disso uma tradição pessoal, que talvez não tenha dado muito certo. Nos anos anteriores acabava esticando aqui e alí, e voltava para casa só depois do brinde em seu nome, e acabava nunca escrevendo.
A grande novidade desse tempão todo é que acabei me apaixonando perdidamente. Daqueles amores que fazem você sair de si e fazer coisas impensáveis até quase enlouquecer, e que podem ser desfrutados melhor quando o tempo tira de nós o veu da insensatez. Por esse amor saí da casa de meus pais e me casei no dia 23 de Setembro. Não pelo aniversário de Frodo e Bilbo, mas talvez pelos mesmos motivos pelos quais o aniversário deles é nesse dia.
Confesso que nesse tempo não avancei muito nos estudos de suas obras, e já descartei quase por completo a hipótese de estudá-las academicamente, pelo menos por um tempo. Tantas coisas novas surgiram na minha vida nos últimos tempos, que tenho a sensação de que, ao estudar, a única coisa que eu descubro são mais coisas para estudar. Tenho criado muito pouco, estou na fase de digestão.
Amigos vieram e foram, e eu estou quase encarando isso com mais tranquilidade. Afinal, se mesmo na comitiva do anel houve quem traísse e quem simplesmente tivesse de se separar, como não seria assim na vida dos mortais de nossa era?
Aliás, tenho comigo - e não tenho certeza, Professor, se o senhor concordaria - que uma das funções das histórias é exatamente ensinar coisas duras sem que precisemos passar por aquelas experiências nossa "vida principal", e nos preparar para lidar com elas quando esses acontecimentos chegam mais perto. Antes eu sinto que era melhor ao lidar com isso, mas esse tanto de coisas que aconteceram nos últimos anos acabaram me dando uma bizarra amnésia de histórias. Eu só me lembrava delas depois que tudo já tinha acontecido, e então pensava que eu devia ter aprendido e ter feito de outro jeito. Quando percebia isso, como me decepcionava comigo mesma! Tudo acabava ficando ainda pior. Mas não precisa se preocupar muito, parece que a amnésia já está passando.
Não sei bem o que vou fazer esse ano que vai se iniciando: Se renovo o contato com coisas antigas, se dedico meu coração a novidades, se consigo equilibrar essas duas coisas. Mas tentarei voltar para te contar algum dia o que aconteceu depois daqui - até porque, agora, estou atrasada...

Muitos abraços
Cayra, ou Lórien

Blog EntryTarot novo ^^Dec 18, '07 10:20 AM
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Saudações!

Desde que eu tirei Os Enamorados pela segunda lunação consecutiva (e achei isso péssimo), pensei em comprar um tarot novo, para tirar a carta do próximo mês. É claro, era uma boa desculpa para aumentar a coleção.
Me dei ao trabalho de ir na internet pesquisar o tarot que eu queria comparando os preços e os designs. Conclui que queria o Feng Shui tarot pois, além das cartas serem lindas, os autores estabeleceram alguma co-relação entre elas e os trigramas do ba-gua, e seria interessante ver como eles fizeram isso e estudar. E a idéia tinha ficado na cabeça, para ser executada.
Ontem, fui à Pallas Atena, com o Chronos, ver o lançamento de um livro sobre budismo. Entretanto, estava muito lotado, e, quando chegamos, só era possível ouvir a palestra dos fundos do auditório. Ouvimos o início, mas, quando chegou a parte das perguntas para o tradutor do livro o Chronos já tinha se dispersado faz tempo, e eu já estava cansada e começando a sentir frio. Achei que era a hora do meu plano entrar em ação.
Fui para o outro lado da Paulista, na Cultura. E, mesmo já tendo em mente o que eu queria, ví todos os tarots. Quis levar além dele um outro, chamado "The Golden Tarot, com imagens de pinturas medievais e renascentistas famosas, mas estava conhecendo-o na hora (não tinha visto imagens dele na Net, e não achei na Taroteca agora há pouco) e era um gasto excessivo para alguém que está com a grana curta. Na verdade, ter comprado um tarot já foi um excesso que talvez eu não devesso ter cometido.
Comprei. O que planejava. E está aqui, lindo. também comprei o livro com as guidelines sobre ele, e estou começando a ler. E, é claro, estou ansiosíssima prá saber o que vou tirar na próxima lunação, apesar do Chronos estar agourando que tiro um terceiro Enamorados. Mas poxa, esse mês eu não fui tão má menina assim...
 

E aqui estou eu outra vez com a segunda seção de ajuda sobre o Multiply desse Blog. Na primeira seção, falei sobre RSS feed no Orkut , e agora, dois temas diferentes.

Em primeiro lugar, uma dica para ver o que aquele cara desconhecido viu em seu blog para pedir para te adicionar, ou simplesmente para saber por onde quem andou passeando. O link "see detailed viewing history" no box "viewing history" lá em baixo da página principal dá acesso aos links "view History for yor entire site" e "specific users". No primeiro você vê todos os usuários do Multiply que viram seu site e por onde eles passearam, e, no segundo, você pode ver onde e quando cada usuário específico passeou. Dependendo da sua finalidade no Multiply, isso pode ser bem útil.

Mas o motivo principal desse post nem é esse. Quem viu a minha página principal nos últimos dias deve ter notado que eu estou testando organizar o meu Multiply por temas, o que pode ser uma boa dica para quem posta sobre coisas muito diferentes, o que auxilia os visitantes a encontraram o que querem.

A primeira coisa a fazer é colocar tags em todos os posts, assinalando os temas. Se você ainda não o faz, vai dar um pouco de trabalho no início, mas nas postagens que você fizer depois, é só colocar a tag logo depois de postar.

Depois, na sua página principal, clique em "customize your site", normalmente em baixo da sua foto. Ele vai abrir muitas opções. A que interessa nesse momento é a última do menu do alto: "Add taged content box". Nela você escolhe um título para cada seção, as tags sobre as quais tratam aquele assunto, e o modo de visualização. "Sumary view" é aquela que mostra as primeiras linhas do primeiro post. No "only favorites" você tem que selecionar cada post que apareça, o que pode ser útil se as tags forem muito vagas.

Fica a dica. Não sei se no meu blog facilitou, ou ajudou. E, qualquer dúvida, comentem aqui ou no Guestbook, e eu ajudo no que der!

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